Maturidade em Vendas

Maturidade operacional em vendas é quando o time deixa de “apagar incêndios” e opera com precisão: processos claros, performance acompanhada de perto e ajustes constantes. É a capacidade de ler o funil com inteligência, identificar gargalos e agir rápido, sem achismos. Um time maduro não espera o problema crescer — ele antecipa, corrige e evolui em uma máquina previsível, escalável e de alta performance. Ao longo deste capítulo, analisamos cada detalhe das operações comerciais que podem impactar resultados.

As estratégias de vendas de 2025 foram eficientes?

Aproximadamente 4 de cada 10 respondentes acredita que existe espaço para aprimorar as estratégias comerciais.

Sim, mas há espaço para melhorar

44%

Não foram

35%

Sim, foram

21%
1.445 respondentes (resposta única).

Quando juntamos o grupo que diz que as estratégias não foram eficientes ao percentual que reconhece ter espaço para melhoria, temos 79% dos respondentes (quase 8 de cada 10). Esse resultado faz sentido, tendo em vista um cenário no qual 75% dos times não atingiram as metas. Para essas empresas, podemos falar que ajustes mais estruturais serão necessários para destravar resultados consistentes.

Lembra que olhamos os recortes que mais atingiram metas de vendas? Mais uma vez, os percentuais de satisfação com a estratégia são mais altos nos segmentos de Software (33%), Engenharia (38%) e Empresas de Grande Porte (31%). Mais um indicativo para olharmos no detalhe o que eles têm de diferente dos demais.

Quais iniciativas são mais importantes para a entrega de resultado da área de Vendas?

Equipe bem treinada e boa gestão são as iniciativas com percentuais mais altos.

Processos claros e bem definidos

53%

Equipe bem treinada

44%

Boa gestão do time, com rituais para acompanhar resultados

42%

Metas definidas e realistas

42%

Ferramenta de CRM

38%

Maior integração entre as áreas de Marketing e Vendas

36%

Ferramentas mais inteligentes e/ou IA

32%

Bom comissionamento para os vendedores(as)

29%

Time com perfil bem persuasivo

29%

Engajamento do time em relação às metas

24%

Boa margem de negociação e desconto para os clientes

22%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

Para nossos respondentes, a base da performance em vendas está na operação: processos claros, boa gestão e metas bem definidas lideram as prioridades. Capacitação do time e integração com Marketing reforçam que pessoas e alinhamento estratégico continuam sendo críticos. Tecnologia também aparece, mas lembre-se: ela não substitui uma estrutura bem organizada e disciplinada.

Especificamente na sua empresa: quais são as iniciativas que precisam evoluir para garantir a performance neste ano?

Quase metade dos respondentes reconhece que o processo precisa evoluir este ano.

Processos claros e bem definidos

48%

Equipe bem treinada

41%

Boa gestão do time com rituais de acompanhamento de resultados

38%

Ferramentas mais inteligentes e/ou IA

36%

Definição clara e bem comunicada de metas

34%

Maior integração entre as áreas de Marketing e Vendas

33%

Ferramenta de CRM

31%

Time com perfil bem persuasivo

29%

Bom comissionamento para os vendedores(as)

23%

Boa margem de negociação e desconto para os clientes

20%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

Quando vemos os percentuais mais altos, faz sentido a opção Processos claros e bem definidos aparecer como principal alavanca a ser melhorada, sobretudo em um cenário de resultados pouco favoráveis. Mas fica o lembrete: não basta otimizar apenas internamente, garantir integração entre as áreas é crucial, já que o setor de vendas dita o ritmo do faturamento de toda a companhia.

Agora, é hora de ver cada detalhe da operação de Vendas

Vender começa muito antes da conversão final. É preciso considerar os processos e alinhamentos do time, o momento de empoderar os vendedores, a abordagem eficiente de cada oportunidade, a conversão e a análise de tudo, que permite seguir evoluindo e escalando.

Por isso, Processo, Empoderamento, Abordagem, Conversão e Evolução são os pilares de vendas sustentáveis. Não à toa, também são os 5 pilares do PEACE, a metodologia própria para gestão de vendas da RD Station (com curso grátis disponível). Na sequência, analisamos cada um desses pilares das operações brasileiras no detalhe!

Processo

Podemos pensar no processo de vendas como o alicerce de uma casa: sustenta a operação e dá estabilidade ao crescimento. Para que ele exista e seja sustentável, precisa de dados confiáveis, metas claras, etapas bem definidas do funil e, claro, da conexão de todos os setores da empresa. Assim, pode haver consistência e escala.

Dito isso, a seguir entramos nos diversos detalhes que precisam ser considerados em um processo de vendas. Começamos perguntando como as empresas se autoavaliam nesse ponto.

Os processos dos times de vendas estão adequados?

Apenas um terço dos respondentes (33%) afirmam ter um processo de vendas bem estruturado, previsível, escalável e sustentável. A questão é que processo não é detalhe, é estrutura e impacta diretamente no resultado das empresas. Inclusive:

As empresas que afirmam ter processos estruturados foram 20 p.p. mais bem-sucedidas no atingimento de metas de Vendas do que quem diz não tê-los.

A boa performance em vendas das empresas está conectada a processos estruturados?

Sim, está. Historicamente, a maioria das empresas que afirma ter alta performance conta com processos estruturados e bem definidos. Nesta edição, 69% das equipes de vendas com alta performance têm processos sólidos.

Pouco estruturada e sem processos definidos
Médio estruturada e sem processos definidos
Bem estruturada e com processos definidos

2022

3%
46%
51%

2023

4%
29%
67%

2024

3%
31%
66%

2025

9%
22%
69%
250 respondentes (respostas únicas).

É natural associar alta performance a bons processos porque é assim que temos padronização, previsibilidade e controle — três fatores essenciais para escalar vendas. Com etapas claras, metas bem definidas e uso consistente de dados, podemos reduzir erros, replicar o que funciona e tomar decisões mais rápidas, o que sustenta uma alta performance ao longo do tempo.

Parte do processo depende da estrutura da equipe, por isso, buscamos saber:

Quais dessas áreas existem na estrutura comercial das empresas brasileiras?

Equipe de Marketing responsável pela geração de Leads qualificados

35%

Equipe de Pré-venda responsável pela prospecção / SDRs e BDRs*

31%

Pós-vendas (atendimento, implementação, CS)

25%

Área de Sales Enablement (treinamentos e processos de vendas)

10%

Não temos nenhuma das opções

40%
1.445 respondentes (resposta múltipla). *Sales Development Representatives e Business Development Representatives.

Pelos percentuais acima, vemos que boa parte das estruturas de vendas ainda opera de forma desorganizada, com baixo nível de maturidade. Entre os pontos mais urgentes:

  • Falta investimento em Sales Enablement, fato que compromete a padronização de processos e o desenvolvimento dos profissionais de vendas (muito por esse motivo, a questão do treinamento é bastante apontada).
  • Pré-vendas e funções como SDRs / BDRs são negligenciadas, reduzindo a eficiência na geração e qualificação de oportunidades.
  • O Pós-venda também fica de escanteio, citado por apenas um quarto dos respondentes. Fato que impede melhorar o relacionamento com clientes, comprometendo fidelização e até aumento de ticket médio.

Nesse sentido, o segmento de Software, que foi um dos destaques em maior atingimento de metas, tem uma melhor estrutura: 50% afirmam ter Pós-vendas e 68% têm área de Pré-vendas. A parte de Enablement ainda deixa a desejar: 22% dizem ter, o que ainda é mais que o dobro da média geral. Empresas de Grande Porte também apostam mais na estrutura dos times: 48% têm Pré-Vendas e 39% contam com Pós-Vendas, já Enablement fica mais atrás, com 17%.

Quais ações já existem dentro da área de Vendas das empresas?

2024
2025

Prospecção ativa

48%
54%

Perfil de cliente ideal bem definido

36%
37%

Ações de Inbound Marketing

36%
34%

Um ou mais de um funil de vendas

26%
29%

Acompanhamento de volume de clientes e conversão em cada etapa

29%
29%

Reuniões periódicas de alinhamento entre Marketing e Vendas

29%
28%

Ações de Outbound Marketing

27%
25%

Playbook definido e atualizado conforme processos mudam

13%
14%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

Quanto às ações, a única evolução estatisticamente relevante foi em prospecção ativa, crescendo 6 p.p., sinal de maior foco em geração de demanda. Já os demais indicadores ficaram estagnados. Vale ficar de olho nas discrepâncias: aumentar a prospecção sem evoluir na definição do cliente ideal pode comprometer a eficiência, gerando mais volume com baixa qualidade.

Sabemos que o funil de vendas é parte essencial do processo: com etapas bem definidas, fica mais fácil identificar pontos de melhoria. Enquanto a média geral é de 29% de times usando funil, no segmento de Software o percentual é de 53%, Engenharia fica com 34% e Empresas de Grande Porte, 36% — o que faz total diferença para melhores resultados. Quanto ao funil, também buscamos saber:

Com quantos funis de vendas as empresas trabalham e como isso é mensurado?

2024
2025

Mais de um funil e analisamos os resultados de cada etapa com frequência

44%
34%

Um funil é suficiente e analisamos resultados de cada etapa com frequência

22%
23%

Um funil é suficiente e sentimos dificuldade em medir sucesso de cada etapa

20%
21%

Mais de um funil e sentimos dificuldade em analisar o sucesso de cada etapa

14%
22%
418 respondentes (resposta única).

O principal ponto de mudança da edição passada para esta é que temos uma diminuição de 10 p.p. nas empresas que têm mais de um funil e analisam com frequência os resultados — o que pode indicar tanto uma dificuldade na definição de indicadores para cada etapa quanto uma questão de ferramenta, que impossibilita o acompanhamento.

Fica o lembrete: ter mais de um funil de vendas é indicado para empresas que atuam com diferentes produtos, serviços ou personas, já que cada jornada exige abordagens e etapas específicas. Porém, independentemente da quantidade de funis, o ponto central é que as etapas sejam claras e mensuráveis. Sem isso, você tem um funil complexo e que não ajuda no processo de vendas.

Como as empresas brasileiras fazem a gestão do processo de vendas?

A Ferramenta de CRM é a principal citada na gestão do processo (46%), porém, as planilhas ainda aparecem com relevância para mais de um terço dos respondentes (38%). Também chama a atenção que um quinto dos respondentes não usa nenhuma ferramenta para acompanhamento da operação.

2023
2024
2025

Ferramenta de CRM

44%
42%
46%

Planilhas

25%
40%
38%

Ferramentas de gestão de tarefas / produtividade (Trello, Asana etc.)

7%
20%
14%

Nenhuma

17%
20%
20%

ERP

6%
12%
11%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

A verdade é que o CRM tem mais potencial para ser explorado, já que mais da metade das empresas ainda não o utilizao CRM tem mais potencial para ser explorado, já que mais da metade das empresas ainda não o utilizDa edição passada para esta, temos um leve avanço no uso de CRM (+4 p.p.), que é de longe a forma mais eficiente de monitorar processos de vendas. Ao contrário das planilhas, que dispersam dados e dificultam a gestão, o CRM centraliza informações e melhora a tomada de decisão. Quando integrado a um ERP, o ganho é ainda maior, conectando toda a empresa — vendas, financeiro e operação — em uma visão única do cliente.

Apesar de ter aumento, a verdade é que o CRM tem mais potencial para ser explorado, já que mais da metade das empresas ainda não o utiliza.

54% dos times de Vendas que responderam os Panoramas RD Station não usam uma ferramenta de CRM.

2022
2023
2024
2025

Ferramenta de CRM

51%
56%
58%
54%

Quando olhamos para os recortes que mais atingiram metas de vendas, temos um sinal claro da diferença da operação: 85% dos respondentes do segmento de Software, 55% de Engenharia e 63% das Empresas de Grande Porte indicaram que usam uma ferramenta de CRM.

Então esses recortes batem mais meta porque usam CRM? A questão não é necessariamente a ferramenta em si, mas é fato que o CRM permite ter uma visão 360 graus dos processos de vendas e também:

  • Entender a performance de cada vendedor e da equipe
  • Fazer análises de cada etapa de funil
  • Automatizar tarefas e ter clareza dos próximos passos
  • Contar com IA preditiva, que indica as oportunidades mais quentes.

A verdade é que, ao usar um CRM, você consegue unificar dados e ter uma visão clara do processo de vendas de ponta a ponta. Na prática, isso permite ajustar a operação a todo momento para garantir o crescimento.

De acordo com quem usa CRM, quais são as principais vantagens da ferramenta?

Gestão de Leads e visibilidade das atividades dos vendedores são as vantagens mais citadas.

Melhor gestão de Leads

69%

Visibilidade da atividade dos times de Vendas

66%

Gestão de métricas e indicadores

58%

Maior previsibilidade de resultado

46%

Ganho de tempo dos vendedores(as)

45%
664 respondentes (resposta múltipla).

Perceba que o CRM é visto como ferramenta central de gestão comercial. O destaque para gestão de leads e visibilidade das atividades mostra que líderes estão priorizando controle e acompanhamento do time. Ainda, as métricas e a previsibilidade ganham força, indicando uma evolução para decisões mais orientadas a dados.

Não é à toa que, dos times comerciais que usam CRM, 80% deles fazem uso da ferramenta diariamente, já que ele funciona como uma bússola da operação, seja apontando para relatórios e dados ou indicando as próximas melhores ações.

Então, por que muitas empresas ainda não usam CRM?

Sem verba para contratar um CRM

35%

Outros

19%

Minha empresa optou por investir em outras ferramentas

17%

Limitações técnicas (funcionalidades e/ou integrações não atendem negócio)

13%

Minha estrutura de vendas funciona bem sem um CRM

9%

Não tenho tempo para implementar um CRM

7%
781 respondentes (resposta múltipla).

Das respostas que aparecem em “Outros”, muitos dizem não ter conhecimento sobre a ferramenta e outros afirmam que a equipe é pequena, mas vale lembrar que o CRM já pode ser usado por times que tenham apenas uma pessoa vendedora.

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Resumo de Processos

Sabemos que o processo de vendas é fundamental para a estabilidade e crescimento de uma empresa. No entanto, apenas 33% dos respondentes afirmam ter um processo de vendas bem estruturado, enquanto aquelas que o têm tendem a ser 20 p.p, mais bem-sucedidas no atingimento de suas metas.

A performance em vendas está intimamente ligada à estrutura dos processos. A maioria das empresas com alta performance em vendas apresenta processos sólidos, o que resulta em padronização e controle. Apesar de um aumento na prospecção ativa, muitos indicadores ainda se mantêm estagnados, sugerindo que a eficiência pode ser comprometida se não existirem evoluções.

Além disso, a gestão do processo de vendas nem sempre é valorizada: 54% dos respondentes ainda não usam CRM, ferramenta que traz uma visão abrangente e centralizada dos dados.

Caminhos para melhoria? Estruturar os times de vendas, considerar etapas mensuráveis de funil de vendas e acompanhar de perto os resultados, preferencialmente com CRM, que traz uma gestão 360 graus de toda a operação.

Empoderamento

Com o processo definido, é hora de olhar para as pessoas, por isso, empoderamento é nosso segundo pilar. Ele permite que a equipe esteja engajada, preparada e equipada para executar bem seu trabalho. Entre os principais aspectos, temos, sobretudo, treinamento e desenvolvimento do time, além de playbooks que mostrem o caminho. Quando vendedores e vendedoras se sentem capacitados, a performance melhora e os resultados tendem a crescer com consistência.

O quanto os times de vendas estão engajados e cientes do que é preciso fazer para alcançar resultados?

Em nosso questionário, buscamos saber com que frequência nossos respondentes têm a seguinte prática:

O time de Vendas é engajado na execução diária do processo e faz uso regular do CRM. A liderança deixa claro o que é esperado do time, a importância de seguir o processo, quais indicadores serão monitorados, promove treinamentos de alinhamento e valoriza e reconhece aqueles que seguem o processo.

Apenas 40% dos respondentes seguem com maior ou menor frequência uma rotina que contempla a execução do processo e o uso regular do CRM. 1.445 respondentes (resposta única).

O ponto principal aqui é que a maior parte dos times ou 6 de cada 10 respondentes estão sem muito norte na atuação. Quando o time de vendas não tem essa clareza, incluindo quais indicadores-chave acompanhar, o engajamento tende a cair e a execução perde consistência. Na sequência, entendemos como estão os treinamentos:

Com que frequência acontecem os treinamentos para a área de Vendas?

2024
2025

Sem frequência definida

32%
34%

Nunca

21%
22%

Quinzenal

12%
13%

Mensal

16%
14%

Entre 4 meses e 1 ano

8%
7%

A cada 2 meses

6%
5%

A cada 3 meses

5%
5%
1.445 respondentes (resposta única).

Temos um cenário de variações estatisticamente pouco relevantes da edição passada dos Panoramas para esta. Seguem chamando atenção dois pontos: 1) a ausência de uma frequência estruturada para treinamentos para um terço dos respondentes e 2) o percentual elevado de empresas que nunca realizam treinamentos, superando um quinto dos times. Não à toa “Mais treinamentos e atualizações” foi o item mais citado em oportunidades de melhoria, no capítulo Ciclo 2025-2026.

Existe uma verba destinada para desenvolvimento frequente dos times de Vendas?

62% das empresas não destinam verbas para os treinamentos

2023
2024
2025

Não existe verba

63%
59%
62%

Existe uma verba fixa definida em orçamento

14%
16%
15%

A verba varia conforme a performance do time

23%
25%
23%
1.445 respondentes (resposta única).

Perceba que, historicamente, a maioria das empresas ainda não prevê verba para treinamentos, o que sugere que o tema não está incorporado ao planejamento dos times. Além disso, atrelar investimento em capacitação à performance cria um dilema quase filosófico, já que se espera resultado da equipe sem garantir os meios para atingi-lo.

Ah, e nem todo treinamento precisa envolver verba, viu? Existem lives e cursos gratuitos no mercado, como o de Gestão de Vendas da Universidade RD Station. Além disso, algumas dinâmicas do time podem ajudar nisso, como a escuta de ligações dos vendedores e mentorias com gestores ou pessoas que se destacam.

Os times de vendas escutam as ligações com possíveis clientes ou leem resumos para evoluir?

6 de cada 10 respondentes escutam as ligações ou leem resumos para evoluir.

Sim

61%

Não

39%
1.445 respondentes (resposta única).

Uma vez que essa é uma prática comum para a maioria dos respondentes, a dica é entender quais são as melhorias que podem ser feitas nas ligações analisadas e acrescentar isso ao playbook de vendas. Dessa forma, novos funcionários terão à mão bons ensinamentos. Lembre-se também que o ferramental aqui faz a diferença: CRMs que permitem gravar ligações e trazem resumos feitos por IA das abordagens facilitam o trabalho.

Os times de vendas contam com playbook para guiar a atuação?

Apenas 14% das empresas brasileiras têm um playbook de vendas definido e atualizado conforme os processos mudam.

2023
2024
2025

Respondentes que dizem ter playbook

14%
13%
14%

Como vimos no começo da parte de Processos, 33% das empresas dizem ter um processo de vendas bem estruturado, previsível, escalável e sustentável. Nesse contexto, faz sentido que o playbook ainda não seja uma prioridade para a maioria.

A questão é que o playbook não é um luxo ou detalhe — ele é uma das ferramentas que ajudam a crescer a maturidade das operações comerciais. Sem playbook, cada vendedor atua do seu jeito, o processo fica dependente de pessoas específicas e os resultados são inconstantes. Lembrando que playbook bom é aquele vivo, sempre sendo atualizado e modificado conforme as orientações mudam.

E essa ferramenta tem baixo uso no geral. Mesmo no segmento de Software, por exemplo, o playbook é presente apenas para 27% dos respondentes desse recorte.

Quanto tempo leva para os profissionais de vendas atingirem a maturidade e alcançarem as metas com regularidade?

Cerca de um terço dos respondentes não olha ativamente para a maturidade dos vendedores.

Não sei / não medimos

33%

4 a 6 meses

22%

Até 3 meses

19%

Mais de 1 ano

10%

7 a 9 meses

9%

10 a 12 meses

7%
1.445 respondentes (resposta única).

Quando 33% dos respondentes não têm uma preocupação direta com o tempo de evolução dos profissionais, entram em cena as questões de desengajamento e produtividade — que impactam os times, como vimos no começo de Empoderamento. No mais, 50% dos times levam até 9 meses para atingir a maturidade esperada.

Quais competências são as mais importantes para o perfil de um bom profissional de Vendas?

Persuasão e organização são as qualidades mais citadas para um bom profissional de vendas.

Boa capacidade de negociação/persuasão

74%

Organização

61%

Disciplina

60%

Ter confiança

57%

Resiliência

56%

Criatividade

46%

Carisma

44%

Ser transparente

41%

Visão analítica / Data driven

38%

Flexibilidade

36%

Competitividade

35%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

Para o perfil ideal de um bom profissional de vendas, existe um hiperfoco em habilidades comportamentais, como negociação, organização e disciplina. O que chama atenção é o menor destaque para a visão analítica, já que o uso de dados pode fortalecer diretamente o poder de persuasão, tornando os argumentos mais consistentes.

Empoderamento via RD Station CRM

Além dos treinamentos, empoderar o time também acontece no âmbito das ferramentas. Por exemplo, quem usa o RD Station CRM consegue criar tarefas e automações conectadas a negociações, facilitando o andamento de cada uma e trazendo clareza de atuação aos vendedores.

Por isso, a seguir, trazemos dados de tarefas e automações criadas pelos nossos clientes no ano de 2025.

Uso do CRM por segmento de negócio

O segmento de Educação e Ensino lidera isolado com o maior volume médio de tarefas por conta (5.053), quase cinco vezes superior ao registrado em Hardware e Eletrônicos (1.093), que registrou o menor número.

Educação e Ensino

5,053

Ecommerce

3,880

Software e Cloud

3,581

Financeiro, Jurídico ou Serviços Relacionados

2,940

Imobiliárias

2,871

Saúde e Estética

2,864

Serviços em Geral

2,762

Agência de Marketing e Publicidade

2,339

Engenharia e Indústria Geral

2,332

Turismo e Lazer

2,320

Agronegócio

2,312

Varejo

2,124

Mídia e Comunicação

2,063

Consultorias e Treinamentos

1,830

Agência de Marketing

1,781

Eventos

1,767

Telecomunicações

1,531

Governo e Órgãos Públicos

1,518

Serviços em RH e Coaching

1,461

ONGs

1,434

Hardware e Eletrônicos

1,093
Dados de 2025 do RD Station CRM

Para refletir:

O volume de tarefas pode sinalizar onde a necessidade de automação é mais crítica. Nos setores com alto volume, o desafio é automatizar processos repetitivos para que o time não seja sufocado pela carga operacional. Já em setores com poucas tarefas, o ponto de atenção é garantir que o baixo volume reflita um processo de vendas mais automatizado, e não uma subutilização do CRM.

Automação no CRM

Mais da metade das automações criadas no RD Station CRM foram dedicadas a tarefas, mostrando que o foco de Vendas está em garantir o controle da rotina e o cumprimento de follow-ups.

Tipo de Automação > Volume

Negócio movido → Criar tarefa

39.1%

Negócio criado → Criar tarefa

16.9%

Negócio movido → Enviar email

8.7%

Negócio movido → Enviar mensagem de WhatsApp

5.2%

Negócio movido → Alterar responsável

4.8%

Negócio movido (com espera) → Alterar etapa

4.5%

Campos personalizados do negócio alterados → Alterar etapa

4.4%

Negócio criado → Enviar email

3.3%

Responsável do negócio alterado → Etapa de espera

2.4%

Negócio movido (com espera) → Enviar email

2.3%
Dados de 2025 do RD Station CRM

Para refletir:

Ainda há uma grande oportunidade em aberto: a comunicação direta disparada pelo CRM tem sido menos explorada, com cerca de 20% das automações enviando emails ou mensagens de WhatsApp. O diferencial agora será permitir que o CRM inicie conversas e acompanhamentos automaticamente, liberando o vendedor para focar no fechamento.

Maturidade no uso da Automação por segmento de negócio

Setores como Serviços, Engenharia e Indústria Geral e Educação lideram o uso de automações, garantindo que oportunidades não se percam, principalmente em processos consultivos e de longa duração.

Serviços em Geral

4,646

Engenharia e Indústria Geral

4,115

Educação e Ensino

3,776

Software e Cloud

3,413

Varejo

3,374

Saúde e Estética

3,309

Financeiro, Jurídico ou Serviços Relacionados

2,647

Consultorias e Treinamentos

2,299

Imobiliárias

1,591

Turismo e Lazer

1,530

Ecommerce

1,300

Agência de Marketing e Publicidade

1,183

Agronegócio

673

Telecomunicações

507

Eventos

474

Mídia e Comunicação

319

Hardware e Eletrônicos

299

Governo e Órgãos Públicos

199

ONGs

161

Serviços em RH e Coaching

121
Dados de 2025 do RD Station CRM

Resumo de Empoderamento

Vimos que 60% dos respondentes não seguem uma rotina estruturada de engajamento e acompanhamento dos times de vendas. Somando isso ao fato de que uma parcela significativa não monitora o tempo de maturidade dos vendedores, não espanta vermos muitas empresas com dificuldade em atingir metas e melhorar a performance.

Outro ponto crítico é que, apesar de o treinamento ser reconhecido como principal oportunidade de melhoria, ele ainda não recebe a devida atenção. Há ausência de frequência estruturada nas capacitações e boa parte das empresas simplesmente não realiza treinamentos nem destina verba para isso. Embora existam iniciativas pontuais, como escuta de ligações, temos um cenário contraditório: espera-se alta performance sem garantir os meios para desenvolvê-la.

Abordagem

Abordagem é mais do que garantir o contato com as oportunidades do funil de vendas. Tem a ver com fazer isso usando agilidade, discurso eficiente, melhores canais e conhecendo bem cada oportunidade graças ao histórico de informações armazenadas. Quando todos os elementos entram em cena, crescem as chances de converter a oportunidade em venda.

Como anda a abordagem dos times de Vendas em 2025?

Buscamos saber a frequência com que nossos respondentes seguem a prática abaixo:

Acompanhamos as taxas de primeiro contato. Buscamos sempre aperfeiçoar a abordagem do time de Vendas, analisando os contatos e compartilhando boas práticas.

Respondentes que não seguem essa rotina

57%

Respondentes que seguem essa rotina

43%
1.445 respondentes (resposta única).

O primeiro ponto de atenção é este: menos da metade das empresas que responderam os Panoramas 2026 têm o cuidado de verificar taxas de primeiro contato e garantir as boas práticas. O motivo para isso? Vimos antes que 54% dos times ainda não usam CRM, onde é fácil analisar taxas de primeiro contato e verificar se as abordagens estão sendo eficientes. Quando olhamos para o pilar de abordagem, as ferramentas certas fazem a diferença.

Quais são os canais com melhores taxas de sucesso no contato com o Lead que acabou de entrar no funil?

WhatsApp é o canal preferido no primeiro contato, citado por cerca de 3 de cada 4 respondentes.

2023
2024
2025

WhatsApp

70%
74%
75%

Ligação telefônica

31%
28%
32%

Visita presencial

32%
33%
31%

Videoconferência

19%
16%
16%

Email

16%
16%
15%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

É certo que cada tipo de negócio tem suas especificidades no contato com leads que chegam ao funil. Mas o WhatsApp costuma ser um bom ponto de partida nesse momento, porque tem caráter imediatista, facilita futuros follow-ups, além ser importante nos atendimentos pós-venda.

Vale lembrar que a preferência pelo WhatsApp não invalida outros canais, que seguem relevantes em momentos distintos da jornada para uma abordagem multicanal:

Email: canal essencial para formalização e registro das interações, ele nos dá histórico e segurança nas negociações. Ideal para envio de propostas, documentos e para reforçar alinhamentos feitos em outros canais.

Ligação: permite criar conexão mais rápida e humanizar o contato, fortalecendo a confiança do cliente. É bem eficaz para aprofundar necessidades, esclarecer dúvidas em tempo real e contornar objeções.

Visita presencial: fundamentais em negociações mais complexas e de maior valor, nas quais a proximidade influencia a decisão. Proporcionam leitura mais completa do cliente e fortalecem o relacionamento de longo prazo.

Videoconferência: podem ser eficientes antes de fechar uma negociação, para apresentar casos de uso e mostrar como o produto ou serviço faz sentido a um futuro cliente.

Quanto tempo as empresas brasileiras levam para fazer o primeiro contato com os Leads que entram no funil de vendas?

Enquanto 38% dizem não saber qual é o tempo, 24% afirmam levar até 5 minutos para fazer o primeiro contato.

Não sei

38%

Até 5 minutos

24%

Entre 6 e 10 minutos

21%

Acima de 11 minutos

17%
1.445 respondentes (resposta única).

Preocupa saber que mais de um terço das empresas (38%) sequer medem o tempo de contato, afinal, como otimizar o que não medimos? Em vendas, a agilidade nesse início muda o jogo: quanto mais rápido, maior a chance de engajar o lead ainda no momento de interesse e converter em oportunidade real.

De novo, podemos associar os respondentes que não sabem o tempo de resposta àqueles 54% que não usam CRM de Vendas, uma vez que, com a ferramenta, você mede esse tempo e consegue programar o envio de templates personalizados para os leads.

Lembra que comentamos sobre os recortes que bateram mais metas de vendas? No segmento de Software, que é um desses, apenas 14% dos respondentes não sabem qual é o tempo de resposta e 32% afirmam que é 5 minutos. Ou seja, definitivamente, a agilidade em contatar Leads que chegam ao funil pode ajudar a fechar mais vendas.

Quais recursos e ferramentas os times utilizam para avaliar a abordagem?

A rotina de feedbacks e avaliação de performance é a principal ferramenta para analisar abordagens em times de vendas.

Rotina de feedbacks, avaliação de performance / desempenho

42%

Histórico de emails / mensagens

40%

Acompanhamento de indicadores (tempo de primeiro contato, taxa de conversão etc.)

37%

Gravação de ligações

14%

Análises de IA (resumo de ligações, avaliações etc.)

13%
1.445 respondentes (resposta única).

Avaliar a abordagem exige frequência, ou seja, isso não deve ficar restrito às reuniões de performance. É fundamental combinar uma visão quantitativa (tempo de resposta, taxas, indicadores) com uma qualitativa (discurso, técnicas e qualidade das interações). Aqui, o uso de ferramentas de CRM com IA pode acelerar análises e trazer insights mais consistentes para o time.

Multicanalidade no CRM

A multicanalidade deixou de ser teoria para virar regra no CRM. O WhatsApp atingiu quase 90% de adoção, consolidando-se como o canal oficial de vendas dos times que usam o RD Station CRM. Ainda assim, o Email mantém sua relevância estratégica pela intensidade: embora usado por menos empresas, registra o dobro da média de disparos por conta.

O diferencial será o equilíbrio focado na jornada do cliente. O sucesso não está em escolher um único canal, mas em garantir que a mensagem certa chegue onde o cliente prefere falar.

Canal > Adoção (% de Contas)

WhatsApp

89.45%

Email

23.94%

Telefone

11.35%
Dados de 2025 do RD Station CRM

*A mesma empresa pode usar mais de um canal, portanto a soma das porcentagens em Aoção é maior que 100%.

WhatsApp + IA + CRM

Se o WhatsApp é o canal favorito de 74% das empresas, a IA é o que separa quem apenas “manda mensagem” de quem fecha negócio.

Assista à nossa demonstração e saiba como usar a IA exclusiva da RD para atualizar seu CRM por comandos de voz e texto pelo WhatsApp e identificar as oportunidades que realmente vão converter.

Resumo de Abordagem

Abordagem em vendas envolve rapidez e monitoramento constante. A questão é que esse monitoramento está deixando a desejar: 38% das empresas não sabem quanto tempo levam para responder um lead que chega ao funil e apenas 47% seguem à risca boas práticas de análise de abordagem, o que compromete qualquer tentativa de otimização.

Entre os canais, o WhatsApp lidera a preferência, mas sabemos que não precisa ser o único canal: a multicanalidade é sempre mais inteligente. Para evoluir, já sabemos o caminho, que envolve avaliar KPIs de abordagem, como tempo do primeiro contato e taxas de conversão, junto de análises qualitativas do discurso dos vendedores. Aqui, o apoio do CRM traz mais eficiência e consistência ao processo.

Conversão

Conversão é onde Processo, Empoderamento e Abordagem mostram seu valor, ou seja, o esforço vira resultado. Neste pilar, precisamos acompanhar de perto cada métrica, entender o ritmo do ciclo de vendas e otimizar as taxas de avanço entre as etapas do funil para transformar oportunidades em receita real.

Os times de Vendas estão analisando as taxas de cada etapa dos funis?

Em nosso questionário buscamos entender como está a seguinte prática entre os profissionais:

Os times acompanham a conversão de cada etapa do Funil de Vendas e identificam de onde vieram as oportunidades. Existem rituais semanais para analisar o Funil de Vendas (pipe review) e também para fazer projeções de venda (forecast).

Respondentes que não seguem essa rotina

62%

Respondentes que seguem essa rotina

38%
1.445 respondentes (resposta única).

Chegamos a um dos maiores gaps das operações de vendas hoje no Brasil: 62% dos times não acompanham de perto as taxas de conversão e andamento do funil. Sem essa visibilidade, fica difícil identificar gargalos, prever resultados e agir com precisão. A ausência de rituais como pipe review e forecast compromete a previsibilidade e o crescimento sustentável.

Só não falamos que essa é a principal dor das operações comerciais porque estamos diante de um todo no qual cada parte é essencial. Perceba que vai se formando uma bola de neve: vimos, em Processos, que poucos times usam Funil de Vendas e, agora, sabemos que a maioria não analisa cada etapa.

As empresas têm uma metodologia de Vendas? Quais são as mais comuns?

Quase metade das empresas, 45% delas, trabalham sem metodologia de vendas definida. Entre aquelas que têm metodologia, Venda Conceitual e Spin Selling são as mais comuns.

2024
2025

Nenhuma

51%
45%

Venda conceitual

25%
27%

SPIN Selling

20%
24%

BANT

8%
10%

Challenger Sales

5%
3%

GPCTBA

3%
3%

SANDLER

3%
2%

NEAT Selling

2%
2%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

Mesmo com uma diminuição de 6 p.p. nas empresas que não adotam metodologia da edição passada para esta, quase metade segue sem uma definição. E por que isso importa? Quando não existe metodologia, temos um cenário de baixa padronização e pouca previsibilidade em vendas.

Metodologias trazem clareza de processo, ajudam a qualificar melhor as oportunidades e tornam a atuação do time mais consistente. Além disso, facilitam o treinamento, a replicação de boas práticas e aumentam as chances de escalar resultados com eficiência.

Não podemos dizer qual é a melhor e mais indicada — a escolha depende das particularidades de cada negócio. A dica é estudar cada metodologia e entender qual faz mais sentido à sua operação. Porém, caso queira uma pista, entre as empresas que mais batem meta e têm alta performance, essas são as metodologias mais comuns:

1º lugar – SPIN Selling

2º lugar – Venda conceitual

1.445 respondentes (cruzamento entre quem tem metodologia, bateu meta de vendas e afirma ter alta performance).

 

Qual foi a média da taxa de conversão de oportunidades (contatos aptos a negociar) em vendas em 2025?

Um quarto dos respondentes diz não saber ou não medir a taxa de conversão.

2024
2025

Não sei / Não medimos

27%
25%

0 a 10%

17%
18%

11 a 20%

14%
15%

21 a 30%

12%
14%

Mais de 51%

11%
12%

31 a 40%

10%
9%

41 a 50%

9%
7%
1.445 respondentes (resposta única).

Quanto maior a taxa de conversão, mais afiado está o motor de Vendas. E, pra quem leu até aqui, sabe que taxas boas não caem do céu: elas vêm da atenção, da análise e do trabalho consistente em cada pilar da operação comercial. Por isso, é preocupante ver que 25% ainda não fazem essa mensuração.

Taxas de Conversão por Segmento

As taxas de conversão refletem a diversidade dos ciclos de venda no Brasil. No topo, setores como Varejo (33%) e Hardware e Eletrônicos (28%) lideram com decisões de compra rápidas e alta intenção de consumo.

Varejo

33.2%

Hardware e Eletrônicos

28.3%

Mídia e Comunicação

20.1%

Saúde e Estética

16%

Engenharia e Indústria Geral

14.8%

Agronegócio

12.4%

Serviços em Geral

12%

Ecommerce

11.9%

Telecomunicações

11.4%

Sem segmento

9.2%

Software e Cloud

9%

Governo e Órgãos Públicos

8.6%

Eventos

7.3%

Agência de Marketing e Publicidade

6.9%

Consultorias e Treinamentos

6.8%

ONGs

6.2%

Educação e Ensino

5.9%

Turismo e Lazer

5.9%

Financeiro, Jurídico ou Serviços Relacionados

4.9%

Imobiliárias

3.2%

Serviços em RH e Coaching

2.2%

Indústrias

0.2%
Dados de 2025 do RD Station CRM

Já segmentos como Imobiliárias (3,2%) e Serviços de RH (2,2%) enfrentam o desafio de jornadas longas e decisões complexas. Nesses nichos, a baixa conversão exige uma gestão de funil rigorosa, na qual automação e uso estratégico do WhatsApp deixam de ser diferenciais e tornam-se ferramentas essenciais para manter o lead engajado.

Quais são os principais motivos de perda das suas vendas atualmente?

Ausência de retorno do cliente e leads desqualificados são os principais motivos de perda de vendas.

2024
2025

Ausência de resposta do cliente

38%
38%

Leads desqualificados

33%
36%

Preço

33%
35%

Concorrentes

26%
28%

Limitação do produto ou serviço

20%
15%

Falta de flexibilidade na negociação

12%
14%
1.445 respondentes (resposta múltipla).

Boa parte das perdas vem de falhas operacionais e de alinhamento. A ausência de resposta do cliente escancara a falta de follow-up estruturado e de automações que garantem consistência no contato. Já os leads desqualificados indicam desalinhamento entre Marketing e Vendas na geração e qualificação das oportunidades.

Enquanto isso, preço e concorrência sugerem um problema anterior à venda: falta de percepção de valor, muitas vezes originada no posicionamento e na comunicação de Marketing. Aqui vale repetir: evoluir as taxas de conversão passa por integração real entre as áreas da empresa e mais disciplina na execução.

Resumo de Conversão

O pilar de Conversão é onde todo o esforço comercial se traduz em resultado — mas os dados mostram uma operação ainda pouco estruturada. Da falta de acompanhamento de taxas por etapa do funil ao percentual de empresas sem metodologia definida, temos números que indicam que ainda há muito espaço para evolução. O resultado é um cenário de baixa padronização e pouca consistência na execução.

Na rotina, isso causa falhas desnecessárias, como enfrentar perdas por ausência de follow-up e leads desqualificados. No fim, fica claro que melhorar a conversão não depende de ações isoladas, mas de um trabalho consistente, integrado e disciplinado ao longo de toda a operação comercial.

Evolução

No pilar de Evolução, devemos identificar o que é preciso fazer para atingir o resultado previsto a partir das etapas anteriores: processo definido, time empoderado, abordagem refinada e boa priorização para conversão. E isso só é possível quando o time se envolve em análises profundas para identificar as melhores oportunidades de aperfeiçoamento. Afinal, para evoluir, é preciso primeiro compreender e avaliar o cenário.

Com que frequência as equipes de vendas revisam os processos, playbooks e rotinas?

Os dados mostram que o mercado ainda tem dificuldade em estabelecer rituais constantes de análise. Se está difícil alcançar as metas, revisões frequentes de processos e playbooks podem trazer novas ideias e pistas do caminho a ser traçado.

2022
2023
2024
2025

Não tenho uma frequência definida

43%
41%
43%
39%

Mensalmente

25%
25%
27%
27%

Nunca

13%
16%
12%
17%

A cada 2 meses

5%
5%
6%
6%

A cada 3 meses

7%
7%
6%
6%

Entre 4 meses e 1 ano

8%
7%
5%
5%
1.445 respondentes (resposta única).

Mesmo com a diminuição de respondentes sem frequência definida, houve um aumento de 5 p.p. entre aqueles que afirmam nunca realizar revisões, movimento que preocupa o mercado. Afinal, a evolução constante é que permite alcançar uma estrutura comercial mais redonda, aproveitando diversos benefícios, como o próprio encurtamento do ciclo de vendas.

Qual o tempo médio total do ciclo de vendas das empresas (da entrada do Lead até a venda)?

Os dados de 2025 revelam que a maioria das empresas brasileiras (51%) mantém um ciclo de vendas de até um mês. Por outro lado, um dado que acende um sinal de alerta é que 19% dos respondentes não sabem ou não medem essa métrica.

Até 15 dias

30%

15 a 30 dias

21%

Não sei / Não medimos

19%

2 a 3 meses

14%

4 a 6 meses

8%

7 a 12 meses

4%

Acima de 1 ano

4%
1.445 respondentes (resposta única).

Não medir o ciclo de vendas é um risco estratégico, pois se perde a capacidade de identificar gargalos operacionais que podem reter leads desnecessariamente em etapas específicas do funil. E quanto mais longo o ciclo, mais crítico se torna o estabelecimento de etapas de funil de vendas bem claras e mensuráveis, para evitar a perda de oportunidades ao longo da jornada.

As empresas brasileiras têm uma pessoa ou time dedicado à análise de dados de Vendas?

O cenário de análise de dados permanece praticamente estagnado: 39% das empresas já contam com profissionais ou times focados em análise de dados, contra 37% no ano anterior. Essa inércia pode refletir diretamente na dificuldade de medir o ciclo de vendas.

Sim

39%

Não, mas queremos ter

37%

Não temos e não planejamos ter esse ano

24%
1.445 respondentes (resposta única).

Para os 24% que ainda não têm planos de dedicação exclusiva para dados, o papel do gestor de Vendas torna-se ainda mais crítico. Nesses casos, o uso de ferramentas com IA embutida e relatórios automatizados, como o CRM, é o que garante que a operação não fique cega e consiga transformar números em ações estratégicas de crescimento.

Qual a maior dor das áreas de Vendas atualmente?

A taxa de conversão aparece como a dor latente de 1 em cada 4 respondentes. Isso indica que, embora as empresas consigam gerar volume, a dificuldade reside em transformar esse interesse em receita real.

Aumentar nossa taxa de conversão

25%

Melhorar tempo de primeiro contato e perder menos oportunidades

12%

Automatizar tarefas e escalar a operação

11%

Ter clareza sobre motivos de perda e processo para resgatar vendas

11%

Coletar e analisar dados confiáveis tomar melhores decisões

8%

Ter funis de vendas com etapas claras para todos os produtos

8%

Ter processos mais conectados ao time de Marketing

6%

Organizar processos de vendas num documento único (playbook)

6%

Fazer mais uso de Inteligência Artificial nos processos em geral

6%

Diminuir nosso ciclo de vendas

4%

Outro

3%
1.445 respondentes (resposta única).

Esses dados reforçam que a busca por resultados não é apenas sobre vender mais, mas sobre vender melhor. A dor com o tempo de primeiro contato e a falta de clareza sobre perdas indicam que muitas empresas ainda operam de forma fragmentada, perdendo eficiência por não terem uma visão unificada da jornada do cliente.

Superar esses desafios exige sair do discurso tático e estruturar uma operação de relacionamento que conecte canais, times e dados de ponta a ponta.

Quais são os relatórios do RD Station CRM mais utilizados?

O Painel e o Dashboard continuam liderando a adoção de relatórios no RD Station CRM, indicando uma busca do mercado por visões rápidas.

1º lugar: Painel
2º lugar: Dashboard
3º lugar: CRM live

(Dados de 2025 do RD Station CRM)

Para refletir:

Os dados mostram que o mercado sabe o que está acontecendo, mas ainda pode ter dificuldade de se aprofundar. Enquanto a maioria se limita a monitorar volume, as empresas de alta performance são aquelas que também dominam visões mais específicas, como Conversão e Atividades, focando em como vender mais.

Resumo de Evolução

Os dados de 2025 revelam um cenário de transição: o mercado brasileiro já reconhece a importância da análise de dados, mas ainda luta para transformar intenção em rotina operacional.

Para 2026, a evolução não virá apenas de correr atrás de metas, mas de parar para refletir sobre o que os dados estão dizendo. As empresas que se destacarem serão aquelas que:

Estabelecerem ritos de revisão: sair do “nunca” ou do “sem frequência” para rituais mensais ou trimestrais de ajuste de playbooks e processos.
Domarem a visibilidade operacional: ir além de olhar apenas o volume do funil e passar a dominar métricas de eficiência e motivos de perda.
Capacitarem o time para a nova era: aproveitar o desejo por treinamentos e o interesse em IA para criar uma operação que seja, ao mesmo tempo, humana no relacionamento e automatizada na escala.

O quanto sua gestão comercial está presa em tarefas manuais e operacionais, sem tempo para analisar o que pode ser melhorado? Trazer o time para a cultura de dados é o que separa uma operação que apenas responde mensagens de uma que estrutura o crescimento.

Taxa de conversão 3x maior

A Vivalá Turismo tinha uma dor bem clara: descompasso entre Marketing e Vendas. O time de vendas recebia negociações frias e lutava para priorizar os contatos, resultando em um ciclo de vendas demorado demais.

Com as soluções da RD Station, a empresa de turismo sustentável passou a ter um funil de vendas mais estruturado. Entre as ações implementadas, vieram a definição de prazos para trabalhar os leads, automação de emails de follow-up baseada em lead scoring e qualificação automática dos leads.

Claro que os resultados não tardaram a chegar. O ciclo de vendas caiu 77% e a taxa de conversão entre negociações criadas e vendidas triplicou. Mesmo enviando 52% menos leads para o time comercial, devido à melhor qualificação, o volume de vendas aumentou 38%. Eficiência é sobre isso: arrumar a casa nos processos e escolher as ferramentas certas!

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