Estratégias da RD Station
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Maturidade operacional em times de Marketing é o nível de capacidade que a equipe tem de executar, medir e ajustar suas estratégias. Mais do que o domínio de ferramentas, ela exige capacidade de autocrítica e uma cultura analítica para guiar a tomada de decisão. Um time de Marketing com operação madura não gera apenas leads, gera oportunidades de vendas que contribuem para o faturamento da empresa e abastece todo o negócio com insights de leads e clientes. Confira como está essa maturidade no contexto dos times brasileiros.
Aproximadamente 6 em cada 10 respondentes usam ferramentas de IA, design e comunicação.
Os dados mostram que o uso de ferramentas pelos times de Marketing ainda está bastante concentrado na execução das atividades do dia a dia. Soluções de IA, design, comunicação, redes sociais e anúncios e tudo o que é ligado à produção e ativação de campanhas lidera as respostas — temos aí um sinal de operação eficiente na ponta, mas pouco estruturada em termos de inteligência e orquestração.
Chama atenção a menor adoção de ferramentas mais avançadas de gestão, automação e integração, como automação de marketing, CRM, análise de dados e plataformas de atendimento com chatbot. Isso acontece mesmo que apareçam, entre as principais dores dos times, pontos como Automatizar processos e escalar a operação e Comprovar resultados gerados pelo time de Marketing, como identificamos no capítulo Ciclo 2025-2026.
Isso sugere que muitos times ainda não evoluíram para uma operação mais madura, orientada por dados e com fluxos automatizados.
Então, como avançar? É preciso ampliar o uso de ferramentas que conectem Marketing e Vendas, automatizem jornadas e centralizem o relacionamento com o cliente, o que permite otimizar a gestão e ter um olhar mais crítico quanto aos resultados.
Aproximadamente 4 de cada 10 empresas têm uma pessoa ou um time dedicado à análise, mas outros 4 de 10 não contam com ninguém.
A análise de dados ainda não é estruturada em boa parte dos times: 38% não contam com nenhum funcionário dedicado, o que dilui a responsabilidade e reduz a prioridade. Mesmo que 33% tenham ao menos uma pessoa responsável, apenas 11% têm um time dedicado, indicando baixa maturidade analítica. O apoio externo (freelancers ou agências) aparece como solução pontual, mas não substitui uma cultura interna consistente de dados.
Quase metade dos respondentes afirma sentir dificuldade em priorizar as análises no dia a dia.
Saber que 45% dos respondentes têm dificuldade em priorizar análises no dia a dia é uma questão preocupante. Vemos que as equipes estão mais focadas em colocar campanhas no ar e manter a operação rodando do que em analisar o que está funcionando e ajustar a rota com consistência. Sem essa disciplina analítica, perde-se a oportunidade de otimizar resultados, corrigir erros rapidamente e evoluir de uma atuação mais reativa para uma gestão orientada por dados. E quanto às demais etapas de uma análise de Marketing? A seguir, temos mais insights:
Os dados mostram uma leve piora na percepção de maturidade analítica geral quando comparados à edição passada da pesquisa. O maior impacto está na dificuldade de gerar clareza e direcionamento: com o aumento do número de pessoas que não sabem quais dados são relevantes ou que têm dificuldade em compreender a jornada do lead, em identificar leads qualificados e em avaliar a performance de campanhas — 4 de cada 10 respondentes têm essas dores.
Nesse sentido, temos um Marketing ainda operando de forma mais reativa do que orientada por dados. Na prática, as principais dores apontam para a necessidade de integração de dados, automação de relatórios e, claro, definição mais acertada de métricas e frameworks de análise — os dados devem guiar a tomada de decisão.
Em média, mais da metade dos respondentes sente dificuldade em analisar os principais indicadores de marketing, incluindo taxa de conversão por etapa do funil, ROI, CAC e custo por Lead.
De forma geral, os dados indicam que não houve melhora relevante no último ano na capacidade dos times de Marketing de analisar indicadores-chave: em média, 5 em cada 10 respondentes ainda relatam dificuldade com métricas essenciais.
Essa estagnação sugere um desafio estrutural persistente, associado à falta de integração entre ferramentas e à fragmentação dos dados, o que dificulta uma visão unificada e análises mais precisas, mesmo com a evolução das tecnologias disponíveis. Sem esse poder de análise, é complicado ter melhorias de estratégia, processos e evoluir nos resultados, o que pode impactar no próximo pilar que analisamos em sequência: processo e autocrítica.
Apenas 1 em cada 4 profissionais de Marketing trabalha em equipes com rotinas e processos definidos e documentados (27% do total).
Ver que metade dos respondentes ainda atua sem processos e rotinas definidos acende um alerta: essa ausência de estrutura inviabiliza a consistência das ações e limita a capacidade de evolução contínua das estratégias. Afinal, sem padronização e documentação, torna-se difícil replicar boas práticas, medir resultados com precisão e promover melhorias sustentáveis.
E isso nos leva à próxima dúvida: será que as empresas estão satisfeitas com suas atuais estratégias?
4 de cada 10 respondentes dizem não ter uma frequência certa e 2 de cada 7 respondentes nunca fazem isso.
Já vimos que a metade dos profissionais trabalha sem processos e rotinas, e muitos não têm frequência definida para atualizar playbooks e rotinas. Na prática, isso faz com que os times repitam mais erros e tenham dificuldade em repensar a rota.
Aproximadamente metade das empresas realizam as ações de Marketing internamente, sem terceirizar.
Tivemos um aumento de 4 p.p, de empresas que optam por internalizar todas as ações de Marketing. Esse movimento sugere uma busca maior por autonomia e controle das estratégias.
Por outro lado, o apoio externo continua desempenhando um papel relevante: a contratação de agências de Marketing segue em crescimento gradual, passando de 22% em 2022 para 28% em 2025. Já o uso de freelancers apresentou uma leve retração no período mais recente, saindo de 26% em 2022 para 18% em 2025, o que pode indicar uma migração para estruturas mais consolidadas, oferecidas pelas agências.
Em segmentos de empresa
Em porte de empresa
Esses recortes estão bem acima quando comparamos com a média total de empresas que usam serviços de agências de Marketing, que é de 28%.
De cada 10 respondentes, cerca de 4 veem espaço para melhorias de estratégia, enquanto cerca de 1 em cada 4 afirmam estarem plenamente satisfeitos.
Quase metade dos respondentes vê espaço para melhorar suas estratégias de Marketing, o que está ligado a três frentes principais: maior conexão entre áreas (sobretudo Vendas), evolução na capacidade de análise de dados e uso mais eficiente e integrado de ferramentas. Sem esses pilares bem estruturados, as estratégias tendem a ser mais reativas, fragmentadas e com menor impacto nos resultados, reforçando a necessidade de uma operação mais conectada, orientada por dados e tecnologicamente madura.
Quando analisamos no detalhe, respondentes que usam ferramentas de automação estão mais satisfeitos com sua estratégia de Marketing — com uma diferença de 5 p.p. em relação à média geral.
A seguir, olhamos para os principais canais de Marketing e entendamos as possibilidades de otimização.
A Tributei, hub de soluções tributárias, trouxe melhores resultados para sua estratégia de geração de demanda usando o RD Station Marketing. Ao centralizar campanhas e personalizar a comunicação com cada lead, a empresa transformou a forma como se conecta com seu público.
O impacto foi direto nos resultados: 28% de crescimento na conversão de leads qualificados. Mais do que números, isso significa leads mais preparados, vendas mais eficientes e uma presença de mercado ainda mais forte.
“Com a implementação, a Tributei alcançou um aumento de 53% no faturamento de 2024 frente ao ano anterior, tudo isso impulsionado por fluxos de nutrição mais direcionados”, comenta o time de Marketing da Tributei.

“Se você trabalha apenas com posts e anúncios, está vulnerável. O segredo de 2026 é usar a automação para orquestrar sua jornada”