Canais de Marketing e Operação

Agora, entramos no cerne das operações de Marketing, analisando no detalhe as estratégias e canais mais populares, a forma como estão sendo usados e o que tem mudado de um ano para o outro.

O Inbound Marketing ainda é a principal estratégia de Marketing Digital no Brasil?

De cada 10 respondentes, cerca de 8 trabalham com estratégias Inbound, seja Inbound como prioridade ou na mesma importância do Outbound.

2022
2023
2024
2025

Apenas ações Inbound

18%
21%
16%
19%

Priorizamos Inbound, mas atuamos com Outbound

27%
26%
25%
25%

Inbound e Outbound igualmente

33%
31%
38%
32%

Priorizamos Outbound, mas atuamos com Inbound

13%
13%
13%
13%

Apenas ações Outbound

9%
9%
8%
11%
1.351 respondentes (resposta única).

O Inbound Marketing segue relevante para a maioria das empresas brasileiras, não apenas como estratégia principal, mas como parte essencial do mix de Marketing. Em 2025, 19% das empresas operaram exclusivamente com Inbound e outras 25% o priorizaram mesmo combinando com Outbound. Além disso, 32% adotam Inbound e Outbound de forma equilibrada — o que indica que a estratégia está fortemente presente em 76% das operações.

Inbound e Outbound: relembre as diferenças
Inbound e Outbound Marketing se diferenciam na abordagem: enquanto o Outbound busca o cliente com mensagens diretas, o Inbound atrai o público por meio de conteúdo relevante e experiências de valor. Nos últimos anos, o Inbound evoluiu e exige maior personalização, uso inteligente de dados e uma estratégia multicanal integrada para alcançar e engajar consumidores mais exigentes.

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Quais são as estratégias de Marketing mais exploradas pelos brasileiros em 2025?

Redes sociais, marketing de conteúdo e mídia paga são as estratégias mais comuns entre as empresas do Brasil.

2022
2023
2024
2025

Redes sociais

85%
81%
77%
71%

Marketing de Conteúdo

71%
66%
64%
58%

Mídia Paga e Links Patrocinados

72%
66%
64%
56%

Email Marketing

58%
50%
48%
48%

SEO e Tráfego Orgânico

55%
49%
48%
41%

Chatbot e WhatsApp (qualificação, ações de engajamento, campanhas etc.)

25%
34%
40%
30%

Qualificação de Leads para o time de Vendas

42%
36%
34%
35%

Fluxos de comunicação / Automação de ações

40%
34%
33%
30%

CRO (Otimização de Taxa de Conversão)

20%
15%
18%
14%
1.351 respondentes (resposta múltipla).

Temos uma leve retração no uso das estratégias de marketing mais tradicionais ao longo dos anos, sobretudo redes sociais, mídia paga e marketing de conteúdo, que perderam participação desde 2022. Ao mesmo tempo, iniciativas mais conversacionais, como chatbots e WhatsApp, tiveram crescimento no período, o que indica uma adaptação às novas formas de interação com leads e clientes.

Como as empresas brasileiras captam leads em 2025?

Anúncios em redes sociais é a forma mais popular de captar leads: 60% das marcas usam essa estratégia, seguido de eventos presenciais e formulários em blog ou site.

2024
2025

Anúncio / ads em redes sociais

66%
60%

Eventos presenciais

43%
44%

Formulários em nosso blog / site

41%
38%

WhatsApp via botão ou link de direcionamento no site, redes sociais, etc.

37%
33%

Representantes comerciais

30%
28%

Materiais ricos em Landing Pages

29%
27%

Parcerias, recebendo ou trocando leads com outras empresas

29%
24%

Pop-ups em nosso blog / site

26%
22%

Chatbot embutido no site ou em conversas nas redes sociais, etc.

25%
21%

Lista de leads enriquecidos

12%
12%
1.351 respondentes (resposta múltipla).

Em 2025, houve uma leve queda nas estratégias populares, como anúncios em redes sociais e formulários em sites. Já a maioria das táticas, como o uso de WhatsApp e parcerias, permaneceu estável ou caiu. Isso indica que as empresas continuam a depender de métodos tradicionais para captação de leads, com pouca mudança em relação a 2024. Mesmo que as empresas tenham dito que veem espaço para melhorias de estratégias, a mudança não está sendo aplicada na geração de leads.

O cenário atual não pede menos digital, mas sim um digital mais profissional e focado em resultados. Onde as táticas tradicionais recuam, a inteligência de dados e a automação surgem como o diferencial para quem quer escalar resultados.

Ranking de conversão por segmento: o que gera mais Leads?

Como as empresas de cada segmento que usam RD Station Marketing transformam visitantes em Leads? No gráfico abaixo, dos 100% de Leads gerados por cada segmento, você vê os percentuais por funcionalidade, como formulários, pop-ups e outros. Aproveite para fazer um benchmarking e explorar mais possibilidades.

Botão de WhatsApp
Facebook Ads
Formulário
Landing Page
Pop-up

Média dos segmentos

5%
8%
71%
15%
2%

Agências de Marketing e Publicidade

5%
7%
57%
20%
1%

Agronegócio

5%
11%
62%
21%
1%

Consultoria

5%
9%
64%
22%
1%

E-commerce

4%
3%
81%
6%
7%

Educação

2%
5%
71%
21%
0%

Engenharia e Indústria Geral

11%
15%
53%
19%
1%

Eventos

3%
10%
72%
14%
1%

Financeiro, Jurídico e Relacionados

3%
16%
62%
18%
0%

Governo e Agências Públicas

2%
0%
72%
26%
0%

Hardware e eletrônicos

5%
2%
84%
8%
1%

Imobiliário

4%
47%
39%
10%
0%

ONGs

3%
2%
78%
16%
1%

RH e Coaching

3%
2%
65%
30%
0%

Saúde e Estética

14%
8%
53%
23%
2%

Serviços

4%
8%
75%
9%
3%

Software

2%
4%
79%
15%
1%

Telecomunicações

7%
1%
84%
8%
0%

Turismo

7%
16%
62%
14%
1%

Varejo

6%
8%
75%
10%
2%
Dados de 2025 do RD Station Marketing.

Para refletir:

A grande maioria dos Leads vem de formulários que podem estar nas páginas de blog ou site. Mas alguns segmentos têm suas peculiaridades:

  • Para Saúde e Estética, o botão de WhatsApp tem mais relevância, sobretudo para ajudar a marcar consultas e tirar dúvidas.
  • Ecommerce usa mais pop-up que a média geral e acaba sendo um chamariz para ofertas com tempo limitado.
  • RH e Coaching, Agências de Marketing, Consultorias, Agronegócio e Saúde e Estética usam mais Landing Pages que a média geral.

Quais funcionalidades trazem mais oportunidades?

É claro que precisamos ir além de gerar leads: temos que entender também a qualidade desses contatos e se avançam no funil. A seguir, trazemos um gráfico em que você vê o percentual de cada funcionalidade na geração de oportunidades, ou seja, leads que serão trabalhados pelos times de Vendas em uma visão por segmento de negócio:

Botão de WhatsApp
Facebook Ads
Formulário
Landing Page
Pop-up

Média dos segmentos

17%
20%
28%
25%
10%

Agências de Marketing e Publicidade

18%
30%
31%
14%
8%

Agronegócio

19%
25%
18%
31%
5%

Consultoria

20%
27%
26%
18%
9%

E-commerce

11%
14%
7%
65%
4%

Educação

16%
16%
35%
28%
5%

Engenharia e Indústria Geral

23%
29%
13%
26%
9%

Eventos

16%
18%
11%
53%
2%

Financeiro, Jurídico e Relacionados

13%
18%
30%
29%
10%

Governo e Agências Públicas

27%
0%
4%
1%
68%

Hardware e eletrônicos

15%
24%
24%
24%
13%

Imobiliário

10%
11%
52%
20%
7%

ONGs

25%
29%
26%
17%
3%

RH e Coaching

11%
37%
32%
13%
7%

Saúde e Estética

16%
16%
35%
30%
3%

Serviços

18%
19%
38%
23%
3%

Software

22%
20%
27%
16%
16%

Telecomunicações

16%
22%
33%
18%
11%

Turismo

9%
9%
54%
24%
3%

Varejo

18%
20%
33%
19%
9%
Dados de 2025 do RD Station Marketing.

Para refletir:

Enquanto, no gráfico anterior, a maioria dos leads vem de Formulários, aqui a geração de oportunidades está mais pulverizada: Formulários, Facebook Ads e Landing Pages têm peso parecido. Isso mostra a importância de não depender apenas de um formato.

Qual é a taxa média de conversão em Landing Pages?

Abaixo, você confere a taxa média de conversão de Landing Pages por segmento dos clientes RD Station Marketing, usadas para os mais diversos estágios do funil. Lembrete: materiais mais topo de funil podem ter conversões mais altas que ofertas de fundo. A pergunta que fica é: suas LPs têm taxas parecidas?

Agências de Marketing e Publicidade

10.2%

Agronegócio

10.4%

Consultoria

9.1%

E-commerce

9.7%

Educação

16.7%

Engenharia e Indústria Geral

9.8%

Eventos

14.4%

Financeiro, Jurídico e Relacionados

10%

Governo e Agências Públicas

16.1%

Hardware e eletrônicos

8.2%

Imobiliário

7.9%

ONGs

21.8%

RH e Coaching

8.8%

Saúde e Estética

12.1%

Software

8.4%

Serviços

9.5%

Telecomunicações

3.3%

Turismo

11.2%

Varejo

10.7%

Média geral

11%
Dados de 2025 do RD Station Marketing.

Qual é o dado de contato mais solicitado pelos times de marketing no Brasil: celular ou email?

64% das empresas fazem questão de coletar tanto email quanto telefone de seus leads.

2024
2025

Ambos, email e telefone

63%
64%

Apenas telefone

15%
15%

Email ou telefone

12%
11%

Apenas email

10%
10%
1.351 respondentes (resposta única).

Ao olhar para o ano anterior, telefone e email mantiveram-se essenciais para comunicações de empresas com leads. O motivo é claro: são dois canais que atuam de forma complementar na jornada do cliente.

Para 2026, qual será a informação de contato mais importante nas estratégias de Marketing?

Coletar tanto email quanto telefone é a preferência de cerca de 6 em cada 10 respondentes.

Email e telefone serão igualmente importantes

62%

Ter o telefone do lead será mais importante

27%

Ter o email do lead será mais importante

11%
1.351 respondentes (resposta única).

Esse padrão repetiu a realidade atual do mercado, com preferência em coletar os dois contatos, email e telefone. Isso é o ingrediente básico de uma estratégia multicanal, que traz a chance de contatar o lead em momentos e situações diferentes: o WhatsApp pode trazer avisos e lembretes mais urgentes, enquanto o email permite uma nutrição mais longeva.

Quais são os canais de Marketing mais utilizados pelas marcas no Brasil?

Redes sociais é o canal mais usado pelas empresas, sendo explorado com frequência por 85% dos respondentes, seguido de WhatsApp (7 de cada 10 respondentes) e mídias pagas (6 de 10).

CanalUsado com frequênciaApenas em campanhas específicasNão usamos

Redes sociais

85%

11%

4%

WhatsApp

72%

16%

12%

Mídias Pagas

58%

24%

18%

Email

54%

29%

17%

Blog e conteúdo

39%

24%

37%

Mídia impressa

14%

23%

63%

Rádio ou TV

10%

17%

73%

SMS

7%

13%

80%

Telegram

5%

8%

87%

1.351 respondentes (resposta única).

Quando analisamos os principais canais desta edição em comparação com a passada, temos, pela primeira vez, o WhatsApp sem crescimento, com 72% nas duas edições. O que nos faz pensar: será que atingimos um teto para o canal?

Comparando os recortes de respondentes, algumas diferenças se sobressaem:

  • Email está bem acima da média para empresas de médio e grande porte: 70% usam com frequência (a média geral é de 54%). Clientes RD Station também ficam acima da média, com 67% usando com frequência.
  • Blog e conteúdo também são mais usados em empresas de médio e grande porte: 53% para empresas de médio porte usam e 46% para de grande porte (a média geral é de 39%).
  • Mídias pagas ficam bem acima da média no uso frequente pelos segmentos Imobiliário (78%) e Educação (73%) — a média geral é de 58%.

Hoje, qual é o canal mais importante para as estratégias de Marketing?

Redes sociais é o canal mais importante, com 40% dos votos. WhatsApp e mídias pagas recebem 20% cada.

Redes Sociais

42%

WhatsApp

20%

Mídias Pagas

20%

Email

8%

Blog / conteúdo

5%

Mídia Impressa / jornal

1%

Rádio / TV

1%

SMS

1%

Telegram

1%

Outros

1%
1.351 respondentes (resposta única).

Esses percentuais nos dão mais uma prova de que é preciso cuidar do mix de canais. Afinal, três canais dominam: Redes Sociais, WhatsApp e Mídias Pagas, reflexo da busca por alcance imediato e mensuração. No entanto, o mix precisa ser mais amplo — depender apenas desses três canais aumenta os riscos relacionados a mudanças nas plataformas e saturação da audiência.

Lembre-se: o blog não impacta apenas o SEO tradicional, ele também alimenta modelos de IA e baseia respostas automatizadas, ampliando descoberta e autoridade.

Na sequência, olhamos para conteúdo e os principais canais usados. Lembrando que WhatsApp aparece em mais detalhes no capítulo de Conversas.

Acelere seu crescimento com uma estratégia multicanal inteligente

76% das empresas usam Inbound, mas poucas dominam a jornada multicanal. Com a RD Station você pode implementar uma estratégia de múltiplos canais para transformar a jornada do lead, desde a captação até a conversão.

Tudo com decisões rápidas baseadas em dados reais, ajustando-se às necessidades de cada canal e ação.

Conteúdo

Conteúdo é um dos grandes pilares do Marketing Digital. É responsável por criar valor antes de vender, melhorar SEO, construir autoridade e reduzir o custo de aquisição ao facilitar conversões orgânicas. Além disso, alimenta a multicanalidade e permite que as marcas sejam encontradas nas buscas via IA, em LLMs, como ChatGPT, Claude e Gemini.

Quais formatos de conteúdo as empresas no Brasil mais usam?

Formatos para redes sociais é a opção mais popular, escolhida por 80% dos respondentes. Newsletters e Email Marketing aparecem em seguida.

2023
2024
2025

Formatos para redes sociais (vídeos, imagens, infográficos etc)

72%
74%
79%

Newsletters e Email Marketing

47%
46%
45%

Eventos presenciais

31%
41%
41%

Blogposts

29%
25%
25%

eBooks

27%
22%
20%

Eventos online

18%
21%
16%

Podcasts / Videocasts

14%
18%
15%

Releases para imprensa

16%
19%
16%

Webinars

15%
15%
14%

Cursos online

16%
15%
13%
1.351 respondentes (resposta múltipla).

As redes sociais são de longe a preferência das empresas brasileiras, consolidadas como formato dominante.  As demais opções mudam relativamente pouco: newsletters, blog e webinars mantêm patamares estáveis; eBooks, podcasts e eventos online recuam pouco ano a ano. Já os eventos presenciais, que cresceram 10% em relação a 2023, indicam que a interação ao vivo segue viva.

Fica o alerta: a preferência tão alta por redes sociais limita o alcance, já que o algoritmo reduz a visibilidade orgânica e a presença da marca fica vulnerável a mudanças nas plataformas. O mix de formatos de conteúdo é essencial. Trabalhar multicanal — combinando social, email/Newsletters, WhatsApp, blog e eventos — amplia os pontos de contato e melhora a resiliência da estratégia. Isso facilita, inclusive, o aparecimento da marca em buscas de IA, que vamos ver na sequência.

As empresas brasileiras estão otimizando conteúdo para aparecer no ChatGPT e demais IAs?

Quase 4 de cada 10 empresas brasileiras ainda não otimizam conteúdo para ChatGPT, Claude e Gemini, que são as LLMs mais conhecidas.

Não otimizam

36%

Não sabem se é feito

23%

Se 36% não otimiza e 23% não sabe se isso é feito, temos quase 60% das empresas no limbo de otimização para buscas em IA. E isso acende um alerta: não ter essa prática faz com que as marcas percam visibilidade nas novas interfaces de busca. Ou seja, a empresa perde chances de aparecer em respostas geradas por IA, tendo menos oportunidades de descoberta, comprometendo também sua autoridade em um contexto cada vez mais orientado por buscas em IAs.

Mas o que pode ser feito para melhorar a performance em buscas de IA? É o que vemos a seguir:

Quais são as estratégias feitas para otimizar conteúdo para IAs?

A criação de conteúdo original é a aposta de 33% das empresas, seguida do gerenciamento de reputação online.

Conteúdo original e útil

33%

Gerenciar reputação online (responder críticas, coletar feedbacks, encorajar avaliações etc.)

20%

Incorporar conteúdos de imagem e vídeo a blogposts

15%

Tornar o conteúdo facilmente acessível para LLMs (sem paywall e menos renderização via JavaScript)

13%

Buscar menções à marca vindas de outros sites de nichos similares

12%
1.351 respondentes (resposta múltipla).

Mesmo não sendo comum a boa parte das estratégias, as empresas brasileiras estão implementando métodos eficazes para otimizar conteúdo para LLMs: a prioridade é a criação de conteúdo original, seguida pelo gerenciamento da reputação online. Essas iniciativas são fundamentais para aumentar a relevância e o desempenho digital.

Email

Email é o quarto canal mais usado com frequência pelos respondentes. É um canal direto e proprietário para nutrir leads, personalizar mensagens e automatizar jornadas, gerando alta retenção e conversão ao longo do ciclo de vida dos clientes. Permite segmentação precisa, testes A/B e mensuração clara. A seguir, confira como ele vem sendo utilizado.

Como o email vem sendo utilizado no Brasil?

Campanhas de email, sejam elas recorrentes ou não, são usadas por mais da metade dos respondentes, bem à frente de fluxos.

2022
2023
2024
2025

Campanhas de Email recorrentes

60%
61%
60%
58%

Campanhas de Email específicas, sem recorrência

52%
58%
55%
56%

Fluxos de automação (como envios condicionados a perfil/conversão)

45%
40%
42%
39%

Fluxos de automação simples (como Email de abandono de carrinho)

32%
36%
34%
36%
644 respondentes (resposta múltipla).

No Brasil, o uso de Email Marketing segue bastante apoiado em campanhas recorrentes, como newsletters, que continuam sendo o formato mais adotado ao longo dos anos — com leve queda de 61% em 2023 para 58% em 2025. As campanhas específicas, sem recorrência, também mantêm relevância próxima.

Por outro lado, os fluxos de automação aparecem atrás em adoção, com os mais avançados caindo de 45% em 2022 para 39% em 2025, enquanto os fluxos simples permanecem na casa dos 36%. Esse cenário revela uma oportunidade latente: usar mais automação, um caminho para ganhos reais de eficiência e personalização. Afinal, investir em comunicações automatizadas ao longo da jornada do cliente permite entregar relevância com menor esforço operacional, criando uma vantagem competitiva frente aos concorrentes.

A frequência de envio de newsletters no Brasil

41% das empresas fazem envios mensais. Newsletters semanais são a segunda maior frequência.

Mensal

41%

Semanal

34%

Quinzenal

21%

Outra

4%
644 respondentes (resposta única).

O envio de newsletter tem particularidades conforme o segmento da empresa, muito atrelado ao ciclo de vendas. Varejo tem um percentual maior de envios semanais (61%). Já software e educação preferem a periodicidade mensal, com 53% e 59% de preferência, respectivamente.

Campanhas ou fluxos de email: qual performa melhor?

A análise de mais de 500 mil disparos confirma: a automação não é apenas uma conveniência operacional, mas uma alavanca de performance. Enquanto emails de campanhas pontuais registram CTOR (Taxa de Cliques por Abertura) de 9%, fluxos de automação alcançam 12%. Essa diferença representa uma eficiência 50% maior na capacidade de engajamento real com o conteúdo enviado.

O segredo está no timing e na segmentação. Enquanto a campanha única muitas vezes interrompe o Lead e nem sempre é tão segmentada, o fluxo de automação o acompanha, entregando a mensagem certa no momento exato de sua jornada.

Fluxos de Automação
Campanhas

CTOR médio

12%
9%
Dados de 2025 do RD Station Marketing

Métricas de Email Marketing: benchmarking para sua estratégia

Será que sua campanha de email pode melhorar? Sempre pode! E entender as taxas de email do segmento de sua empresa te permite seguir evoluindo nos resultados. A seguir, trazemos as seguintes taxas em uma visão por segmento de negócio:

  • Taxa de abertura: calculada pela divisão da quantidade de emails abertos pelo total de emails entregues.
  • Taxa de clique por abertura: vem da divisão do número de cliques únicos pelo número de aberturas únicas.
  • Taxa de cancelamento: é o percentual de destinatários que optam por não receber mais as mensagens ao clicar no link de descadastro
Segmento de negócioTaxa de abertura médiaTaxa de cliques médiaTaxa de cancelamento

Média geral

19,54%

2,15%

0,05%

Agronegócio

19,82%

2,51%

0,04%

Agência de Marketing e Publicidade

20,71%

2,08%

0,06%

Consultorias e Treinamentos

18,98%

2,55%

0,06%

Ecommerce

15,41%

1,06%

0,05%

Educação e Ensino

17,96%

1,78%

0,04%

Engenharia e Indústria Geral

19,44%

2,58%

0,07%

Eventos

18,26%

2,25%

0,09%

Financeiro, Jurídico ou Serviços Relacionados

20,62%

2,17%

0,07%

Governo e Órgãos Públicos

21,37%

3,01%

0,04%

Hardware e Eletrônicos

22,44%

2,30%

0,07%

Imobiliárias

18,93%

1,85%

0,05%

Mídia e Comunicação

19,12%

2,11%

0,04%

ONGs

22,07%

2,13%

0,04%

Saúde e Estética

18,06%

2,13%

0,04%

Serviços em Geral

19,97%

2,17%

0,06%

RH e Coaching

20,38%

2,85%

0,06%

Software e Cloud

20,72%

2,68%

0,08%

Telecomunicações

19,86%

1,93%

0,06%

Turismo e Lazer

19,63%

1,56%

0,07%

Varejo

17,10%

1,30%

0,06%

Dados de 2025 do RD Station Marketing

Quão complexos são os fluxos de automação criados no Brasil?

As empresas brasileiras já dominam o “básico bem-feito”, mas ainda operam em jornadas lineares, com 43% dos fluxos em baixa complexidade e quase 60% passando por otimizações para melhorar a performance.

Mas o diferencial competitivo está na automação de intenção: trocar réguas genéricas por caminhos condicionais que reagem aos interesses e comportamentos do lead. O sucesso no próximo ciclo não virá do volume, mas da precisão em orquestrar mensagens personalizadas para o momento certo da jornada.

Pensando na maturidade por segmentos de negócio, Agronegócio, Software e Educação lideram essa evolução, registrando quase 40% de seus fluxos em alta complexidade para sustentar jornadas mais longas.

Telecomunicações, Hardware e Eletrônicos e Serviços focam em polir processos simples, enquanto setores transacionais, como Varejo e Eventos, operam priorizando comunicações pontuais.

Segmento de negócioComplexidade BaixaComplexidade MédiaComplexidade AltaFluxos Otimizados

Média geral

42,91%

23,99%

33,10%

58,30%

Agência de Marketing e Publicidade

39,13%

26,02%

34,85%

56,31%

Agronegócio

35,85%

24,18%

39,97%

53,85%

Consultorias e Treinamentos

36,91%

29,89%

33,20%

57,92%

Ecommerce

44,07%

24,54%

31,39%

57,02%

Educação e Ensino

39,03%

22,79%

38,21%

60,07%

Engenharia e Indústria Geral

44,10%

25,13%

30,77%

60,87%

Eventos

52,35%

22,83%

24,81%

53,30%

Financeiro, Jurídico ou Serviços Relacionados

45,53%

23,33%

31,14%

59,10%

Governo e Órgãos Públicos

43,39%

28,57%

28,04%

38,62%

Hardware e Eletrônicos

49,43%

18,34%

32,23%

61,79%

Imobiliárias

43,64%

27,10%

29,26%

53,99%

Mídia e Comunicação

36,23%

29,39%

34,38%

58,50%

ONGs

54,66%

18,13%

27,21%

44,69%

RH e Coaching

51,52%

15,98%

32,50%

60,37%

Saúde e Estética

46,36%

23%

30,65%

55,76%

Serviços em Geral

47,45%

23,07%

29,48%

60,65%

Software e Cloud

40,05%

22,07%

37,88%

60,43%

Telecomunicações

47,06%

24,18%

28,76%

63,59%

Turismo e Lazer

40,33%

28,60%

31,07%

61,55%

Varejo

48,37%

22,97%

28,66%

57,13%

Dados de 2025 do RD Station Marketing"

Mídias Pagas

Este é o terceiro canal em importância, segundo nossos respondentes. Não à toa: as mídias pagas funcionam como um combustível de crescimento, enquanto o orgânico ainda está amadurecendo. É um canal que pode acelerar resultados, colocando sua mensagem na frente do público certo e no momento ideal, e ainda permite segmentação fina, retargeting e testes rápidos.

Quais são os canais de mídias pagas mais usados no Brasil?

Instagram e Google Ads são os canais preferidos de mídias pagas e usados com mais frequência.

Usamos com frequência
Apenas em campanhas ou situações específicas
Não usamos na estratégia

Instagram Ads

74%
18%
8%

Google Ads

70%
20%
10%

Facebook Ads

66%
19%
15%

LinkedIn Ads

18%
23%
59%

Mídia programática

11%
17%
72%

TikTok Ads

7%
14%
79%

Microsoft Advertising (antigo Bing Ads)

4%
7%
89%
763 respondentes (respostas únicas).

Podemos ver uma forte preferência por plataformas de mídia paga já consolidadas, com destaque para Instagram, Google e Facebook Ads, que lideram o uso frequente nas estratégias. Em contraste, mídias como LinkedIn, programática e TikTok ainda são pouco exploradas, muitas vezes restritas a campanhas específicas.

Qual canal de mídias pagas recebe mais investimento no Brasil?

O Google Ads é a mídia que recebe mais investimentos, 10 p.p. à frente do Instagram Ads.

2023
2024
2025

Google Ads

43%
41%
43%

Instagram Ads

31%
37%
33%

Facebook Ads

20%
16%
16%

LinkedIn Ads

3%
3%
5%

Mídia programática

2%
1.5%
1%

TikTok Ads

1%
0.5%
1%

Microsoft Advertising (antigo Bing Ads)

0%
0%
1%
763 respondentes (resposta única).

O Google Ads segue recebendo a maior parte do investimento em mídias pagas, mesmo que Instagram Ads seja a plataforma usada com mais frequência, como vimos no gráfico anterior. Também temos pouca variação ano a ano nos percentuais, demonstrando estabilidade na alocação de recursos.

Qual foi o investimento em mídias pagas em 2025?

63% das empresas investiram até R$ 100.000 em mídias pagas.

Menos de R$ 10.000

26%

Entre R$ 10.001 e R$ 50.000

22%

Entre R$ 50.001 e R$ 100.000

15%

Entre R$ 100.001 e R$ 400.000

13%

Acima de R$ 400.000

9%

Não houve investimentos

1%

Não sei ou prefiro não informar

14%

Qual deve ser o investimento em mídias pagas previsto para 2026?

58% das empresas pretendem investir até R$ 100.000 neste ano.

Menos de R$ 10.000

15%

Entre R$ 10.001 e R$ 50.000

27%

Entre R$ 50.001 e R$ 100.000

16%

Entre R$ 100.001 e R$ 400.000

13%

Acima de R$ 400.000

10%

Não sei ou prefiro não informar

19%
763 respondentes (resposta única).

Em 2025, o cenário de investimentos em mídias pagas mostra continuidade em relação às edições passadas do nosso estudo. Apesar de ser um canal estratégico, a maior parte das empresas mantém aportes modestos: 63% investiram até R$ 100 mil. Para 2026, a tendência se mantém, com 58% das empresas planejando investir até R$ 100 mil, reforçando a cautela na alocação de recursos, mesmo diante da relevância do canal.

As exceções são os segmentos de Software e Educação: 33% das empresas de Software querem investir mais de R$ 100 mil. Esse número é de 43% para o segmento de Educação.

Quais são as etapas da jornada que recebem mais investimentos de mídias pagas?

A maior parte dos investimentos vai para as etapas de consideração da solução e decisão de compra.

Descoberta

2024
2025

Não investimos

16%
14%

Apenas em momento específicos

37%
29%

Investimos com frequência

47%
57%

Reconhecimento do problema

2024
2025

Não investimos

26%
22%

Apenas em momento específicos

45%
40%

Investimos com frequência

29%
38%

Consideração da solução

2024
2025

Não investimos

23%
19%

Apenas em momento específicos

37%
37%

Investimos com frequência

40%
44%

Decisão de compra

2024
2025

Não investimos

20%
18%

Apenas em momento específicos

31%
31%

Investimos com frequência

49%
51%

Pós-venda e fidelização

2024
2025

Não investimos

46%
49%

Apenas em momento específicos

33%
33%

Investimos com frequência

21%
18%
763 respondentes (respostas únicas).

Comparando esta edição dos Panoramas com a passada, os investimentos frequentes em mídia paga aumentaram cerca de 10 p.p. nas etapas iniciais do funil, como descoberta e reconhecimento do problema, enquanto permanecem estáveis na consideração e na decisão de compra. Já o pós-venda e fidelização continua com baixo aporte, mostrando que a prioridade das empresas no investimento de mídias pagas está na atração e na conversão de clientes.

Redes Sociais

As redes sociais seguem reinando como a estratégia favorita dos times de Marketing. Elas se mostram essenciais na geração de leads, seja por anúncios ou pelo contato direto via chat. Agora, é hora de descobrir quais plataformas conquistaram de vez a preferência das empresas:

Quais redes sociais são usadas com mais frequência nas estratégias de Marketing do Brasil?

9 de cada 10 respondentes usam o Instagram com frequência. De longe, é a rede social mais utilizada.

Usamos com frequência
Apenas em campanhas ou situações específicas
Não usamos na estratégia

Instagram

91%
7%
2%

Facebook

52%
25%
23%

LinkedIn

48%
25%
27%

YouTube

24%
41%
35%

TikTok

17%
23%
60%

Pinterest

5%
8%
87%

Threads

3%
8%
89%

X (antigo Twitter)

2%
6%
92%
955 respondentes (respostas únicas).

Alguns insights sobre o uso das redes:
Da edição passada para a atual, o TikTok segue com a mesma adesão de uso frequente: 17%, um número ainda baixo. Empresas B2C ficam acima dessa média em 5 p.p. Além disso, o segmento de Varejo fica bem acima da média, com 28% de uso frequente.

O LinkedIn se destaca no uso frequente para o segmento de Software, com 75% de adesão e 27 p.p. acima da média geral. O setor de Serviços também se sobressai no uso frequente da rede, com 60%.

A dependência de uso do Instagram segue semelhante à última edição dos Panoramas e todos os recortes de respondentes usam de forma massiva, o que deixa o recado: o quanto o algoritmo está trabalhando a seu favor e permite que sua marca se destaque?

Tenha em mente que, quando usamos apenas os mesmos canais, a concorrência fica muito mais alta para chamar a atenção da audiência. Quando você diversifica canais e redes, sua marca chega mais longe.

Quais são os tipos de conteúdos preferidos pelas marcas para as redes sociais?

Conteúdos de topo e meio de funil são os mais utilizados: quase 7 em cada 10 entrevistados os utilizam com frequência. Depois, vêm aqueles com foco em engajamento.

Usamos com frequência
Apenas em campanhas ou situações específicas
Não usamos na estratégia

Conteúdos de topo e meio de funil, que abordem dores do público

67%
23%
10%

Conteúdos com foco em engajamento

63%
27%
10%

Conteúdos com foco em vendas (ofertas, novidades de produtos etc.)

54%
36%
10%

Branded content

40%
31%
29%

Parcerias com influenciadores e creators

15%
30%
55%
955 respondentes (respostas únicas).

Conteúdos de topo e meio de funil, junto de formatos voltados para engajamento e vendas, são os mais explorados pelas marcas, indicando foco em atrair, envolver e converter o público. Mas as redes sociais também entretêm: e aí o branded content ganha relevância ao equilibrar essas frentes e criar conexão emocional. Enquanto isso, o baixo uso de influenciadores chama a atenção, mesmo com o crescimento recorrente do marketing de influência nos últimos anos. Seria falta de conhecimento, orçamento ou pouca visão de valor na estratégia?

Indicadores de redes sociais: quais são os mais analisados pelas marcas brasileiras?

Alcance e impressões são as métricas mais importantes, seguidas de perto por pelo menos 7 em cada 10 respondentes.

Medimos com frequência
Medimos apenas em situações específicas
Não medimos

Alcance (usuários únicos que viram o post)

75%
19%
6%

Impressões (total de vezes que o conteúdo apareceu)

70%
23%
7%

Ritmo de crescimento de seguidores

64%
26%
10%

Branded content

40%
31%
29%

Cliques no link

66%
25%
9%

Vendas atribuídas a social

41%
30%
29%

Leads gerados

57%
26%
17%

Volume de menções à marca

29%
34%
37%

Curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos

66%
25%
9%
955 respondentes (respostas únicas).

Os brasileiros priorizam métricas de alcance, impressões e crescimento. Porém, ainda vemos uma baixa adesão em métricas mais conectadas à receita e/ou interesse na marca. Assim, o caminho é evoluir a estratégia para conseguir comprovar os resultados. E não se esqueça de que nenhuma métrica deve ser analisada isoladamente — nem sempre ela reflete o impacto real no negócio.

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