Estratégias da RD Station
Qual o seu principal desafio hoje? Descubra como podemos te ajudar.
Qual o seu principal desafio hoje? Descubra como podemos te ajudar.

O cenário de captação e retenção de clientes para agências e consultorias ganhou novos desdobramentos em 2025. Mais do que adicionar novos logotipos no portfólio, o verdadeiro desafio do setor hoje é atrair as contas certas, aumentar o ticket médio e estancar o churn.
Neste capítulo de Clientes do Panorama de Agências e Consultorias 2026, convidamos você a revisitar e evoluir suas estratégias. Ao longo dos próximos subcapítulos, trazemos análises atualizadas sobre o perfil das contas, modelos de contrato, e os verdadeiros motivos por trás das vendas e dos cancelamentos.
Para começar, vale entender para quem as agências e consultorias estão prestando serviço atualmente. Ao analisarmos a evolução histórica de 2023 a 2025, notamos um amadurecimento constante e progressivo da carteira. As empresas de médio e grande porte não apenas se consolidaram como a maioria, mas agora representam 54% dos clientes atendidos.
O maior destaque fica por conta do salto impressionante e contínuo no atendimento a grandes empresas, que quase triplicou em três anos: passando de apenas 9% em 2023, para 14% em 2024, e chegando a expressivos 23% no último ano. Em contrapartida, a base de micro e pequenas empresas vem encolhendo ano a ano.
Qual é o principal perfil dos clientes atendidos pela agência/consultoria?
Apesar da queda, as micro e pequenas empresas ainda representam 46% da base. Atender esses perfis menores exige processos extremamente enxutos e pacotes de serviços bem alinhados, para que a agência consiga garantir margem de lucro sem sobrecarregar a operação. Já para a crescente fatia de médias e grandes contas, o posicionamento exigido é mais consultivo, com rituais robustos que comprovem o impacto no negócio do cliente.
A comunicação é a espinha dorsal da relação agência-cliente. E, sem surpresas, o WhatsApp (Chat online pessoal) continua dominando o contato no dia a dia, sendo o canal prioritário para 58% das agências e consultorias em 2025. Como visto no capítulo sobre RD Conversas, é fato que o WhatsApp é utilizado predominantemente como ferramenta de comunicação para atendimento.
O modelo de videochamadas (53%) também se consolida como uma forte ferramenta de alinhamento, seguido pelas reuniões presenciais e e-mail, essenciais para a documentação e apresentação de resultados.
Qual o principal canal de comunicação com o cliente?
Olhar para o formato de cobrança e para o ticket médio é o melhor termômetro de rentabilidade do setor. Ao analisar os dados, observamos uma mudança drástica nos modelos contratuais adotados pelas agências e consultorias de negócios: a modalidade de fee mensal fixo, que dominava 74% do mercado em 2024, recuou para 32% em 2025.
O trabalho pontual (por entrega) também caiu pela metade (de 42% para 22%). Esse movimento sugere que o mercado está abandonando a venda de pacotes padronizados e engessados para diversificar seus modelos de receita, apostando em formatos híbridos ou de performance.
Qual tipo de contrato realiza com os clientes?
A melhor notícia do mercado, porém, aparece quando cruzamos os modelos de contrato com o Ticket Médio: o setor está, inegavelmente, conseguindo cobrar mais. Ao observarmos a série histórica (2023 a 2025), notamos uma migração clara das agências e consultorias para um posicionamento mais premium e consultivo.
A base de clientes com ticket de entrada até R$ 2 mil vem encolhendo ano a ano. Em contrapartida, os contratos de alto valor dispararam. A fatia de empresas cobrando mais de R$ 15 mil mensais por cliente mais que dobrou no período, saltando de apenas 7% em 2023 para expressivos 18% no último ano.
Qual o ticket médio por cliente?
Com o encolhimento da base de entrada e a expansão acelerada dos grandes contratos, o mercado sinaliza uma forte evolução na rentabilidade. Essa transição comprova que as agências e consultorias estão deixando de atuar apenas como “fábricas de criação” para se posicionarem como verdadeiras parceiras estratégicas.
Os dados revelam que clientes mais maduros estão cada vez mais dispostos a pagar um valor premium por serviços que agreguem diretamente ao seu modelo de negócio e gerem impactos reais no faturamento.
"O mercado atual não perdoa o amadorismo comercial. Se a sua agência não possui metas documentadas e um canal de aquisição que não dependa exclusivamente de indicação, você continuará vulnerável às oscilações da sua carteira atual."
A dependência das indicações continua liderando as estratégias comerciais (28%), o que prova a força da rede de contatos e da reputação no mercado. No entanto, apoiar-se exclusivamente no boca a boca esconde uma enorme fragilidade para agências e consultorias de negócios que buscam um crescimento previsível.
Para sustentar um posicionamento premium, é fundamental estruturar uma máquina de vendas: não à toa, a prospecção ativa (outbound marketing) já se consolidou como a segunda maior força de captação de clientes (20%).
Qual a principal forma de captação de clientes da sua empresa hoje?
Apesar das dificuldades na diversificação de canais, o mercado mostrou resiliência na expansão de suas carteiras. Quando analisamos a série histórica de aquisição, notamos uma polarização interessante. A maior parte do mercado ainda conquista até 5 clientes recorrentes ao ano, mas esse volume vem caindo (de 50% em 2023 para 44% em 2025).
Em contrapartida, o grupo de alta performance que conquista mais de 10 clientes continuou crescendo ano a ano. O alerta fica para os 13% que não fecharam nenhuma nova conta de recorrência, o que reforça a urgência de profissionalizar o funil comercial.
Quantos clientes recorrentes conquistou no último ano?
Vender para quem já está dentro de casa é estatisticamente mais barato e lucrativo do que buscar uma nova conta no mercado. No entanto, 34% das agências e consultorias não possuem uma estratégia estruturada para expansão de contas, deixando um volume expressivo de dinheiro na mesa.
Entre as que possuem métodos definidos, a oferta de novos níveis de um mesmo serviço, o Upsell (21%), lidera as iniciativas. Operar sem um funil de relacionamento focado em vender novos projetos ou Cross-sell (14%) é um gargalo perigoso para empresas que desejam aumentar o LTV (Lifetime Value) e o ticket médio dos seus clientes.
Qual é a principal estratégia de expansão de contas hoje?
Entender os gatilhos de fechamento e de distrato é o melhor guia para refinar sua estratégia de vendas e Sucesso do Cliente. Os dados comprovam a tese do amadurecimento estratégico: na hora de fechar negócio, o atendimento e relacionamento (28%) e a especialização em nicho (19%) falam muito mais alto do que o próprio preço (8%). Clientes maduros não buscam a prestadora de serviços mais barata; eles buscam parcerias estratégicas capazes de entender profundamente o seu contexto e os desafios do seu negócio.
Qual fator faz um cliente escolher sua agência/consultoria hoje?
Mas essa relação de confiança precisa se justificar no longo prazo. Quando analisamos o histórico de cancelamentos, fica claro que o grande gargalo do setor sempre esteve na eficácia da entrega consultiva. No relatório do ano passado, a falta de percepção de valor no serviço prestado liderava isoladamente os motivos de distrato, atingindo impressionantes 52% das respostas, seguida pela concorrência com outras agências (28%) e problemas internos de capacidade (21%).
Ao consolidar os dados mais recentes, vemos uma melhora expressiva do mercado na retenção: a queixa sobre a falta de percepção de valor despencou consideravelmente. Ainda assim, com 16%, ela se mantém no topo da lista como o principal motivo de churn.
Quais são os principais motivos pelos quais a empresa perde clientes?
O antídoto para a falta de percepção de valor: Os dados confirmam que a grande maioria dos cancelamentos hoje não acontece por culpa da concorrência (10%), da perda de espaço para equipes internas (7%) ou freelancers (3%). O verdadeiro perigo mora nas expectativas desalinhadas (12%) e na incapacidade de comprovar o ROI.
Agências e consultorias de negócios que investem em alinhar muito bem o onboarding e que traduzem dados complexos em relatórios de impacto direto no negócio tendem a estancar a sangria de churn e construir relações duradouras. No fim das contas, não é apenas sobre o volume das suas entregas operacionais, mas sobre o valor real que o cliente percebe que recebeu.
→ É possível perceber que o mercado consolidou seu amadurecimento rumo a um posicionamento premium: vemos uma migração clara da carteira para médias e grandes empresas (que agora somam 55% da base). Essa mudança refletiu diretamente no encolhimento de contratos baratos e em um salto expressivo no ticket médio acima de R$ 15 mil, provando que o setor está deixando de ser apenas uma “fábrica de criação” para atuar como verdadeiras parceiras estratégicas e consultorias de negócios.
→ A captação previsível é o divisor de águas no crescimento. A dependência de indicações ainda lidera o processo comercial (28%), mas apoiar-se exclusivamente no boca a boca esconde grandes fragilidades. O fortalecimento da prospecção ativa (outbound) como segundo maior canal de aquisição mostra que estruturar o funil comercial e diversificar canais é o caminho definitivo para atrair as contas certas.
→ Quando olhamos para a retenção, os dados revelam uma melhora expressiva na entrega do mercado, mas a falta de percepção de valor no serviço prestado continua sendo a principal causa de churn (cancelamento). A lição que fica é clara: não basta entregar volume operacional; é essencial alinhar muito bem as expectativas no onboarding e comprovar o ROI traduzindo relatórios em impacto direto no faturamento.
No fim das contas, entender o mercado é apenas o primeiro passo; liderá-lo exige movimento. Qual será a sua primeira ação prática para transformar esses dados em contratos mais rentáveis e duradouros para a sua operação?