Estratégias da RD Station
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Neste capítulo, mergulhamos nos dados exclusivos do segmento Imobiliário, trazendo insights estratégicos para apoiar as operações de Marketing e Vendas das imobiliárias e incorporadoras brasileiras.
O cenário para o setor Imobiliário em 2025 é de alerta. Após um 2024 de recuperação, os dados atuais mostram um retrocesso significativo no atingimento de objetivos.
Empresas abaixo das Metas de Marketing:
Empresas abaixo das Metas de Vendas
O salto negativo é gritante: o número de empresas que não bateram metas de Marketing subiu 17 p.p., enquanto em Vendas o aumento do insucesso foi de 20 p.p. em relação ao ano anterior. A queda brusca sugere que as estratégias que funcionaram em 2024 podem ter perdido tração ou que o setor não conseguiu acompanhar a complexidade da jornada de compra em 2025.
A conexão entre as áreas de Marketing e Vendas no setor atravessa um momento de estagnação. A integração manteve-se estável em 16%, o que é preocupante, pois significa que a maioria das imobiliárias e incorporadoras ainda opera de forma desconectada. Já o número de empresas que não têm SLA (Service Level Agreement) subiu 11 p.p.
As empresas têm integração satisfatória entre times de Marketing e Vendas?
As empresas do segmento Imobiliário definem SLA?
Sem um SLA definido, o Marketing não tem clareza sobre a qualidade do lead que precisa entregar e Vendas não tem compromisso formal com o tempo de resposta ou feedback. No mercado imobiliário, no qual o timing do contato é decisivo para o fechamento, essa desorganização na passagem de bastão pode ser o principal ralo de faturamento das empresas.
O planejamento para 2026 foca em converter investimentos digitais em resultados comerciais diretos. A estratégia do setor prioriza a visibilidade em canais de atração rápida, mas também demonstra um movimento de estruturação em busca orgânica para qualificar a entrada de leads.
A estratégia do segmento foca em alcance e autoridade, destacando-se em Redes Sociais (66%) e SEO (47%), ambos com adesão acima da média do mercado. Entretanto, há espaço para evolução em estratégias como Marketing de Conteúdo (44%) e Automação com IA (38%), por meio da criação de fluxos de nutrição inteligentes, que respondem ao comportamento e interesse do público.
Os dados extraídos diretamente do RD Station Marketing mostram que o setor Imobiliário apresenta um engajamento ligeiramente inferior à média geral do mercado em 2025.
Com uma taxa de abertura de 18,93% e cliques em 1,85%, o setor enfrenta o desafio de capturar a atenção em caixas de entrada concorridas, o que reforça o uso de automação inteligente. Como vimos, essa estratégia apresenta uma eficiência 50% maior do que campanhas pontuais. Portanto, investir em fluxos de nutrição segmentados por perfil de imóvel ou interesse pode ser a chave para elevar esses indicadores.
A operação comercial do setor Imobiliário depende da agilidade e do contato direto, mas ainda carece de uma estrutura de gestão robusta. A baixa adoção de ferramentas de controle reflete diretamente na dificuldade de atingir resultados consistentes.
A dor com a taxa de conversão (24%) sinaliza que, embora o contato inicial seja forte, a falta de processos estruturados dificulta a conclusão da venda. Ainda, o uso de CRM (40%) e de Funis de Vendas definidos (24%) está abaixo da média geral, comprometendo a previsibilidade da operação. Por outro lado, o segmento apresenta uma eficiência superior no contato imediato, com adoção do WhatsApp 6 p.p. acima da média.
O setor imobiliário está acima da média no uso de canais de mensageria e chatbots (29%), superando a média de mercado em automação no Marketing.
No entanto, o setor enfrenta um gargalo estratégico: apenas 20% das empresas integram o WhatsApp ao CRM, o que gera dispersão de dados e dificulta a gestão do funil. Embora o uso do canal seja diário para 79% das empresas, a falta de centralização das informações limita a visão do gestor e coloca em risco oportunidades valiosas de vendas.
A adoção de Inteligência Artificial no setor Imobiliário em 2025 caminha em um ritmo próprio, com um foco muito claro na produção de ativos digitais e performance de mídia.
Aqui, o uso de IA se destaca em aplicações operacionais, como Criação de conteúdo (66%) e Otimização de anúncios (36%). Essa estratégia foca em ganhar escala e precisão no tráfego pago, mas revela uma lacuna na inteligência estratégica. Ao negligenciar o uso da tecnologia para Planejamento (14 p.p. abaixo da média), as empresas deixam de aproveitar a IA embutida em ferramentas de Marketing e Vendas para analisar dados proprietários e gerar valor real para o negócio.
O setor Imobiliário encerra 2025 em um cenário de alerta, com o insucesso no atingimento de metas superando a média geral do mercado. Embora o segmento utilize tecnologias de atração como Redes Sociais e Mídia Paga, a conversão final é prejudicada pela falta de estrutura e integração. A ausência de SLAs em 67% das empresas reforça que a geração de Leads se perde em uma passagem de bastão ineficiente para o time comercial.
Para 2026, o foco deve ser a estruturação de processos e a centralização de dados, equilibrando canais de alto sucesso, como o WhatsApp (81%), com ferramentas de gestão como o CRM, ainda subutilizado. O sucesso dependerá da criação de acordos entre as áreas e da integração do WhatsApp ao CRM, hoje presente em apenas 20% das empresas. Além disso, é preciso evoluir o uso da Inteligência Artificial do campo operacional para o planejamento estratégico, aproveitando dados proprietários para gerar valor real para o negócio.