Estratégias da RD Station
Qual o seu principal desafio hoje? Descubra como podemos te ajudar.
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O mercado de agências e consultorias de marketing tem uma característica que poucos setores podem reivindicar: ele cresce, muda de forma e se reconfigura sem parar. Muitas vezes, até sem perceber que está fazendo isso. O Panorama de Agências 2026 ouviu 659 profissionais do setor e o retrato que emerge é de um mercado com muita história, mas que ainda está resolvendo questões básicas de gestão, estrutura e crescimento.
A identidade das empresas do setor é plural — e os dados atuais refletem uma transformação real de posicionamento na busca por maior percepção de valor.
Nos dados de 2024, 37% do mercado se definia tradicionalmente como “Agência de Marketing ou Publicidade”. Em 2025, esse número despencou para 26%. Em contrapartida, o formato de Consultoria de Negócios avançou com força, assumindo a segunda posição geral (20%) e mostrando que o setor está tentando se desvencilhar da imagem de prestador de serviços operacionais para assumir um papel de parceiro estratégico.
Como sua agência se define?
59% das agências e consultorias que estão há mais de 10 anos no mercado são parceiras da RD Station.
Ponto de atenção: Entre as agências de grande porte, 38% já se definem como Consultorias de Negócios, quase o dobro da média geral. Isso comprova que, conforme a operação cresce, o produto final muda: o mercado de alto nível exige menos execução operacional e mais visão estratégica.
A visão que guiou essa escalada reforça a mudança de mentalidade do setor: o marketing deixou de ser apenas uma disciplina humana e criativa para se consolidar como uma ciência fortemente orientada por tecnologia, dados e informação. A principal lição deixada pela trajetória da empresa para quem busca escalar sua operação no mercado atual é direta: o segredo não é oferecer apenas execução, mas sim vender estratégia e inteligência.
Mais da metade das empresas que participaram desta pesquisa têm mais de 4 anos de mercado. Quando olhamos para a evolução histórica, o amadurecimento é nítido: a fatia de agências consolidadas, com mais de 10 anos de atuação, saltou de 23% em 2023 para impressionantes 37% no último ano.
Mas o número que realmente chama a atenção está no cruzamento de dados: 71% das agências grandes têm mais de uma década de vida. Longevidade e escala andam juntas. O mesmo padrão não se repete entre quem trabalha sozinho: as eugências e agências pequenas concentram a maioria dos negócios mais jovens. Este fato, no fim das contas, descreve perfeitamente a base estrutural do setor.
Qual é o tempo de atuação da agência/consultoria no mercado?
Contratar e demitir no mesmo ano não é uma contradição no mercado de agências e consultorias, é a rotina da operação. Ao observar o saldo de 2025, vemos que o setor continuou aquecido para novos talentos: 72% das empresas contrataram pelo menos uma pessoa no último ano, um leve aumento em relação aos 69% registrados em 2024.
Por outro lado, o fluxo de saída de colaboradores chama a atenção. O volume de agências que precisou dispensar funcionários aumentou consideravelmente: em 2024, metade do mercado (49%) não havia feito cortes; em 2025, 58% das empresas realizaram pelo menos um desligamento. O número de agências que dispensaram “mais de 10 colaboradores” quase dobrou, passando de 6% para 11%. Esse alto turnover (rotatividade) reflete os desafios de adaptação rápida e reestruturação que o setor exige.
E qual foi a quantidade de pessoas dispensadas em 2025?
Existe uma flexibilidade histórica na composição dos times de marketing, mas estamos vendo uma mudança na estrutura. A contratação PJ (Pessoa Jurídica) continua sendo a regra de ouro do mercado, adotada por 46% das empresas.
Contudo, ao compararmos com 2024, notamos uma queda forte na contratação de freelancers (que caiu de 30% para 21%). Esse movimento indica uma migração para equipes mais consolidadas e integradas, uma exigência direta de clientes maiores que buscam o modelo de consultoria de negócios.
Quais são os formatos das contratações na empresa?
Com um alto turnover e a exigência dos clientes por entregas cada vez mais estratégicas, o treinamento do time deveria ser uma prioridade inegociável. No entanto, a média geral do mercado ainda esbarra num gargalo grave de execução: 18% das empresas nunca investem em capacitação e 26% deixam essa ação apenas “nos planos”.
A grande virada de chave acontece quando observamos o impacto de estar inserido em um ecossistema de alto nível. Ao isolarmos os dados das agências parceiras da RD Station, o cenário de maturidade dispara. Elas saem do planejamento para a prática: 36% investem na capacitação da equipe de forma recorrente (ao menos uma vez por trimestre), superando com folga os 27% da média do setor (que ainda dependem mais de capacitações anuais ou semestrais). Os dados comprovam que ser um Parceiro RD incentiva a rotina de qualificação contínua, o único caminho real para sustentar um posicionamento premium e atuar como uma verdadeira consultoria de negócios.
Sua agência investe em capacitação para a equipe?
Apesar da busca por reposicionamento, a base operacional da maioria do mercado em 2025 se sustentou em três pilares clássicos do marketing digital: Social Media (31%), Gestão de Tráfego/Mídia Paga (24%) e Desenvolvimento de sites (20%). O grande diferencial de 2024 para cá, foi a mudança do terceiro colocado, Marketing de Conteúdo.
Isso pode significar que as agências acreditam entregar mais valor ao desenvolver sites, pois é uma entrega mais robusta e desafiadora, enquanto muitos clientes hoje estão fazendo o próprio marketing de conteúdo, principalmente após o avanço da IA. O destaque estratégico fica por conta das empresas que já oferecem Consultoria de Vendas (13%), provando a quebra de barreiras entre os departamentos de marketing e a área comercial do cliente.
Quais dos serviços de Marketing abaixo sua empresa oferece?
O velho ditado “casa de ferreiro, espeto de pau” infelizmente ainda assombra o setor. É verdade que houve um avanço quando olhamos para a base: o número de empresas que assumem não atuar de forma alguma com marketing digital despencou de 20% em 2024 para apenas 12% em 2025. Mas, quando analisamos o volume de execução prática, a realidade é outra.
Ter uma agência ou consultoria e não investir na própria vitrine digital é o equivalente a ser dono de um restaurante e se recusar a almoçar nele. Os dados revelam um nível de esforço muito baixo para um mercado que deveria ser a principal referência no assunto: atualmente, apenas 25% produzem ativamente conteúdos para as redes sociais da agência, 19% investem em anúncios e mídia paga e apenas 14% geram conteúdo para o próprio site/blog.
Essa queda brusca de volume em relação ao ano passado (quando 62% movimentavam as redes sociais e 43% rodavam anúncios) escancara uma negligência perigosa. Para quem vende crescimento, previsibilidade e estratégia, aplicar o próprio serviço dentro de casa deveria ser uma obrigação inegociável, e não o primeiro projeto a ser escanteado na correria da operação.
A empresa investe em Marketing Digital como estratégia para si mesma?
Quando mapeamos a rotina interna, descobrimos que o mercado evolui, mas as suas dores crônicas continuam rigorosamente as mesmas. Ao compararmos os dados com o ano passado, vemos que o topo do ranking permanece inalterado: em 2024, a área comercial e a captação de novos clientes liderava isolada (citada por 47% das empresas), seguida imediatamente pela falta de definição e organização de processos (36%) e precificação (33%).
Em 2025, embora a diluição dos percentuais mostre que as dores se fragmentaram por várias outras áreas da rotina, a dobradinha de vilões permanece invicta no topo. Conseguir fechar novas contas e tracionar a área comercial (17%) continua sendo a barreira número um do crescimento. Logo na sequência, os maiores gargalos refletem novamente a falta de maturidade de gestão: definição de processos (14%), capacitação da equipe (11%), gestão de projetos (11%) e o fantasma dos retrabalhos (11%).
Essa repetição de cenário ano após ano prova que o problema do setor é estrutural, criando uma reação em cadeia perfeita. Tentar escalar as vendas sem processos bem documentados e sem um time devidamente treinado gera uma operação pesada, refém de refações e com margens de lucro cada vez menores. Fica claro que as agências ainda sofrem para aplicar “em casa” a mesma inteligência de crescimento e gestão que vendem aos seus clientes.
Quais as principais dificuldades operacionais enfrentadas na agência/consultoria hoje?
Para curar as dores mapeadas acima, o dinheiro já tem destino certo. Quando questionadas sobre suas intenções de investimento, Marketing (25%) e Área Comercial (20%) mantêm a liderança histórica, mostrando urgência na atração de contas. A grande novidade do ano é a corrida pela eficiência: 17% do setor colocou a adoção de Ferramentas de IA (Inteligência Artificial) como prioridade financeira, superando até mesmo a verba destinada para aumentar o quadro de colaboradores (8%).
Em quais frentes a empresa pretende investir este ano?
→ O posicionamento estratégico dita a nova regra do jogo: o mercado está amadurecendo rápido, com 37% das empresas ultrapassando a marca de 10 anos de atuação. Essa senioridade muda a identidade do setor: o rótulo tradicional de “agência de execução” perde espaço, enquanto o modelo de Consultoria de Negócios ganha força total. Vender inteligência estratégica tornou-se a chave para a longevidade.
→ A reestruturação dos times exige atenção à eficiência: o alto volume de contratações e demissões no último ano, somado à queda no uso de freelancers, revela uma busca por equipes internas mais robustas e consolidadas. O grande alerta vermelho fica para a falta de treinamento: sustentar um serviço de alto nível sem investir na capacitação contínua da equipe é uma conta que não fecha no longo prazo.
→ As dores operacionais guiam a rota do dinheiro em 2026: a dificuldade na área comercial (captação de clientes) e a falta de processos organizados continuam sendo as maiores feridas da gestão. Para resolver isso, as lideranças já sabem onde alocar o caixa: o Marketing próprio da agência, a estruturação de vendas e a adoção acelerada de Ferramentas de IA (Inteligência Artificial) são as grandes prioridades de investimento para garantir um crescimento previsível.
Saber para onde o mercado está caminhando é o seu maior trunfo, mas a teoria não blinda a sua empresa contra a desorganização. Diante dessas tendências, qual será o seu primeiro passo prático para otimizar os processos e as vendas do seu negócio?