O que é SLA (Service Level Agreement) e como fazer

Com um Acordo de Nível de Serviço adequado, as áreas de Marketing e Vendas trabalham juntas para potencializar os resultados da empresa.

Manoela Folador
Manoela Folador16 de outubro de 2026
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SLA (Acordo de Nível de Serviço) define responsabilidades, prazos e métricas entre equipes ou com clientes. Em Marketing e Vendas, estabelece os critérios de qualificação do Lead, quem recebe o contato e o prazo para abordá-lo.


Parece óbvio dizer que as áreas de Marketing e Vendas precisam trabalhar em conjunto. Afinal, são dois times com um objetivo em comum: gerar mais resultados para a empresa. Contudo, é bastante comum encontrar exemplos em que ambas as estratégias caminham separadas, sem um planejamento unificado e sem o acompanhamento devido. 

Outra situação comum, que também pode atrapalhar o crescimento do negócio, é quando times de atendimento trabalham sem definições específicas de tempo para atender aos clientes e resolver os problemas. 

É possível encontrar solução para esses dois cenários por meio de um SLA, seja ele entre os times de Marketing e Vendas, ou nos processos da equipe de atendimento. Com responsabilidades claras e métricas bem estabelecidas, os times podem ter mais autonomia para trabalhar livremente e inovar nas ações.

No entanto, colocar isso em prática exige esforço e organização. Por isso, neste conteúdo, explicarei a fundo todos os detalhes sobre SLA, esse acordo que faz tanta diferença nos resultados de uma empresa. Confira!

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O que é SLA?

SLA é a sigla em inglês para Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço, e nada mais é que um acordo entre empresa e cliente, ou diferentes áreas de uma empresa. Na prática, trata-se de um documento que contém prazos, metas e responsabilidades de cada lado, seja focado no cliente ou nos procedimentos internos da empresa.

Em Marketing e Vendas, o SLA ajuda a organizar o trabalho conjunto, definindo o que cada time entrega e espera receber. Assim, as equipes compartilham critérios e metas para acompanhar os resultados e corrigir falhas na operação.

Já no Atendimento, o SLA estabelece prazos para responder às solicitações e resolver os problemas dos clientes, conforme a prioridade de cada situação. Com essas definições, o cliente sabe o que esperar, e a equipe de suporte consegue acompanhar o cumprimento das demandas.

Assim, um SLA de atendimento pode definir, por exemplo, que um chamado será respondido em até 24 horas ou que problemas críticos terão prioridade na resolução.

Para que serve um SLA?

O SLA serve para combinar as entregas de Marketing e Vendas e orientar o acompanhamento das metas. No acordo, os times definem quantos Leads serão encaminhados ao Comercial e quais critérios precisam cumprir. Também registram como Vendas dará continuidade às conversas com esses contatos.

Pense no planejamento do mês: antes de contar com determinado volume de oportunidades, Vendas precisa entender quantos Leads Marketing consegue entregar com o perfil esperado. Por sua vez, Marketing precisa conhecer a demanda comercial para planejar suas ações. Assim, as metas consideram a capacidade de cada equipe e o trabalho necessário para chegar ao resultado.

Aqui na RD, por exemplo, alguns critérios do nosso Service Level Agreement que determinam o potencial de compra de um Lead são o cargo, o porte da empresa e o fato de ter ou não um site.

📖 Saiba mais: Marketing e Vendas: importância e como integrar esses times na sua empresa

Por que o SLA é importante?

O SLA é importante porque estabelece o que cada parte pode esperar da outra e permite acompanhar o cumprimento dos compromissos. Com responsabilidades documentadas, fica mais fácil reduzir conflitos e identificar falhas nos processos. Quando integra um contrato com clientes, também registra as condições de serviço acordadas.

Com um Acordo de Nível de Serviço bem estruturado (e revisitado quando necessário), as empresas conseguem medir desempenho, identificar gargalos e, em alguns casos, aprimorar a experiência dos clientes, criando relações mais transparentes e confiáveis.

Apesar dessa importância, muitas empresas ainda trabalham sem um acordo definido. Segundo os Panoramas de Marketing e Vendas 2026 da RD Station, 62% das empresas não têm SLA entre Marketing e Vendas. Nesse cenário, documentar os critérios de passagem dos Leads ajuda os times a trabalhar com expectativas compartilhadas.

Quais são os tipos de SLA?

Os principais tipos de SLA são o baseado no cliente, o baseado no serviço e o multinível. A diferença está em como o acordo organiza os compromissos: para um cliente específico, para quem utiliza determinado serviço ou em diferentes níveis. A seguir, explico cada um com exemplos.

1. SLA baseado no cliente

Esse tipo de acordo é o que mais vou abordar por aqui. É o SLA pensado para atender exclusivamente um cliente ou setor específico na empresa. Ele define todos os serviços que serão prestados e os respectivos critérios esperados.

Por exemplo: uma empresa estabelece um SLA com o setor de Vendas, garantindo que a equipe de Marketing entregará um número mínimo de Leads qualificados por mês, seguindo critérios previamente acordados (como cargo e porte da empresa do Lead). Assim, se o Marketing não cumprir o combinado, pode haver revisões no processo ou ajustes na estratégia.

2. SLA baseado no serviço

Esse tipo de SLA foca em um aspecto específico e define padrões claros para sua entrega. Como ele não está vinculado a um cliente ou setor, pode ser aplicado a qualquer um que utilize esse serviço, garantindo consistência e qualidade.

Imagine uma empresa de suporte técnico; ela pode ter um SLA garantindo que todos os chamados urgentes via WhatsApp serão respondidos em até 20 minutos. Esse compromisso vale para todos os clientes que utilizam o serviço, independentemente do plano contratado.

3. SLA multinível

Já o SLA multinível combina os tipos anteriores. Ele é útil quando existe a necessidade de personalizar o atendimento para diferentes públicos ou níveis.

Para ficar mais claro, vou compartilhar um exemplo. No caso de uma empresa de software de serviços financeiros, ela pode oferecer diferentes planos aos seus clientes (básico, intermediário e avançado), cada um com SLAs específicos:

  • Plano básico: resposta a chamados em até 24 horas.
  • Plano intermediário: resolução de problemas críticos em até 12 horas.
  • Plano avançado: suporte prioritário com atendimento em tempo real.

Esse tipo de acordo permite um alinhamento conforme necessidades específicas e ajuda a garantir que os serviços sejam prestados de acordo com diferentes níveis de prioridade.

Como criar SLA entre Marketing e Vendas?

Para criar um SLA entre Marketing e Vendas, comece definindo as etapas do funil e as metas de cada time. Depois, combine como os Leads serão encaminhados e abordados, com quais informações e o que acontece após a negociação. Os seis passos abaixo ajudam a organizar esse acordo.

1. Defina quais são as etapas do seu funil

Em uma operação de Inbound Marketing, trabalhamos com uma definição de funil que inclui os seguintes estágios de um Lead:

  • Lead: um contato gerado, ou seja, é o visitante do site que converteu em alguma Landing Page, postagem de blog ou rede social, pop-up, entre outros.
  • Marketing Qualified Lead (MQL): Lead qualificado pelo Marketing, que une os requisitos para ser avaliado por Vendas. Para ficar mais claro, é o Lead que cumpre os requisitos do SLA pré-definidos entre Vendas e Marketing, como cargo na empresa e tipo de negócio.
  • Sales Accepted Lead (SAL): Lead aceito por Vendas e que será abordado por um vendedor. Ou seja, é o MQL que passou pela aprovação de Pré-Vendas (quando houver esse setor) ou Vendas.
  • Oportunidade (Opps): Leads que estão em contato com vendedores, em processo de negociação.
  • Clientes: Leads que fecharam negócio.

Embora o funil organize essas etapas, a jornada do cliente não é linear: um Lead pode retomar pesquisas ou alternar canais antes de decidir. Por isso, o SLA precisa orientar como os times registram essas mudanças e dão continuidade ao contato, considerando o histórico de interações.

Além disso, essas etapas contemplam uma estratégia de geração de Leads por meio de múltiplos canais, como blog, redes sociais, mídia paga, Email Marketing e WhatsApp. Se você trabalha com outros métodos de geração de Leads ou prospecção, é necessário listar cada etapa do relacionamento com os contatos e quais são os critérios para seguirem adiante.

Com as etapas organizadas, fica mais fácil distribuir o trabalho. No funil desse exemplo, Marketing atrai os contatos e avalia quais atendem aos critérios de MQL. Já Vendas assume a abordagem dos Leads aceitos como SAL e conduz as negociações até o fechamento.

Para que ninguém fique em dúvida sobre quando agir, registre no SLA quem cuida de cada etapa. Inclua também as ferramentas e os métodos que seu time usará para executar esse trabalho.

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2. Calcule as metas para cada etapa do funil

Para continuar a criação do seu SLA, precisamos olhar para os números. Para os times poderem planejar estratégias acertadas, é muito importante estipular metas para cada etapa, e não só uma meta de Vendas ou de faturamento.

Uma sugestão é fazer a engenharia reversa, ou seja, o processo de trás para frente. Comece pela meta de Vendas do ano, por exemplo. Divida essa meta em trimestres e depois em meses. Guarde este número, vamos voltar a ele.

Se você já tem uma operação estruturada, busque o histórico de taxas de conversão de Vendas. No último ano, quantos Leads você gerou? Quantos eram realmente qualificados? Quantas Oportunidades negociaram com a sua empresa? Quantas se tornaram clientes? Com essas respostas, você terá as suas taxas de conversão e poderá projetar um crescimento sobre elas.

Exemplo de cálculo

Agora, é só partir do número de Vendas que você deseja fechar em cada mês e calcular quantos Leads você precisa gerar para atingir esse objetivo. Confira o exemplo:

No mês passado, o funil de uma empresa estava assim:

  • 500 Leads
  • 150 MQLs (30% de conversão)
  • 73 SALs (48,7% de conversão)
  • 50 Opps (68,5% de conversão)
  • 10 Vendas (20% de conversão)

Para este mês, o proprietário deseja fechar 35 vendas, mantendo as mesmas ações de Marketing e sem mudanças no time Comercial. Assim, considerando as mesmas taxas de conversão do mês anterior, os volumes necessários seriam aproximadamente:

  • 1.750 Leads
  • 525 MQLs
  • 256 SALs
  • 175 Opps
  • 35 vendas

Esse cálculo mostra que, para chegar às 35 vendas, seria preciso aumentar em mais de 3 vezes o volume de Leads gerados. 

No entanto, sem nenhuma mudança na estratégia de Marketing, isso é praticamente impossível. É para isso que o SLA também serve: contextualizar e mostrar a viabilidade de cada meta ou o que ela demanda para se tornar realidade. 

Afinal de contas, a transparência entre os times de Vendas e Marketing é um dos segredos para que essa relação seja próspera.

Exemplo de ações

Agora, pensando em nosso exemplo, são soluções possíveis para atingir a meta:

  • buscar novas formas de atração de Leads para ganhar volume;
  • melhorar a qualidade dos Leads, para aumentar o número de Oportunidades;
  • fazer mudanças no processo comercial para melhorar a performance em Vendas;
  • criar um playbook de Vendas, caso ainda não haja.

É difícil estimar um número que seja bom para Marketing e para Vendas, mas há maneiras de balancear as necessidades de cada área e chegar a um consenso positivo para os negócios. Nesse sentido, a definição do SLA deve suscitar esse tipo de debate.

Assim, os supervisores do time podem fazer reuniões recorrentes para entender as necessidades de cada área e atualizar as metas da equipe. Esse diálogo é essencial para que o acordo entre Marketing e Vendas traga eficiência ao processo.

3. Determine como será a passagem dos Leads para o time de Vendas

Definidas as metas de cada etapa, é necessário estabelecer como será feita a passagem dos Leads do time de Marketing para Vendas. A agilidade e eficiência nesse processo são fundamentais para garantir boas chances de fechamento e evitar perda de boas oportunidades de negócio. 

Aqui não tem mistério: quanto mais quente um MQL, maiores as chances de ele se transformar em oportunidade e, na sequência, em cliente.

Nós já escrevemos em detalhes sobre como fazer a passagem de Leads de Marketing para Vendas, mas aqui vão algumas dicas:

  • Integre as ferramentas de Marketing e Vendas: quem recebe um Lead precisa conhecer o caminho que ele percorreu até ali. Por isso, conecte sua ferramenta de gestão de Leads, como o RD Station Marketing, ao CRM. Com a integração configurada, o envio ao Comercial pode acontecer automaticamente, levando também as informações que ajudam o vendedor a preparar a conversa.
  • Tenha critérios definidos para barrar Leads em cada etapa do funil: é o que chamamos de blocklist no SLA. Descreva todos os perfis de Lead que não devem ser encaminhados ao Comercial e evite desperdiçar tempo dos vendedores.
  • Confira motivos de perda e Leads fora do ICP: de tempos em tempos, veja os motivos de perda de vendas e verifique se o Comercial reporta muitos Leads fora do perfil ideal. Isso pode acontecer caso uma das áreas não esteja seguindo o SLA corretamente.
  • Defina uma rotina de revisão dos critérios de passagem de Leads: o SLA deve ser um documento atualizado constantemente, para contemplar as mudanças do mercado e do próprio negócio.

4. Indique quais informações do Lead devem chegar ao Comercial

Algumas informações podem economizar tempo e aumentar a eficiência do time de Vendas. Por isso, é interessante que os times definam quais informações devem ser passadas juntamente com o Lead.

São informações importantes:

  • dados de contato;
  • breve histórico com a sua empresa;
  • resumo das interações com emails, materiais, site e blog, que mostram as áreas de interesse e necessidade do Lead.

Esses dados evitam que o vendedor precise fazer perguntas que o Lead já respondeu em outras oportunidades, melhorando a experiência de abordagem comercial, além de fornecer insumos para criar propostas mais atrativas e adequadas.

Por exemplo, se o Lead foi convertido em um eBook que fala sobre como transformar os visitantes do site em Leads, o discurso do vendedor será diferente do feito para o Lead que converteu em opções de pagamento para varejo. Essa personalização na abordagem do vendedor ajuda muito na conversão.

5. Defina como será a abordagem de Vendas

Depois de definir as responsabilidades de Marketing, é necessário definir as responsabilidades do time de Vendas. Afinal, é essencial que o processo comercial dê continuidade às expectativas geradas no início do relacionamento com o Lead. 

Quando o Lead chega ao vendedor, qual é o próximo passo? O SLA precisa orientar essa abordagem, desde a escolha do canal — telefone, email ou WhatsApp — até a frequência das tentativas. Combine também em que momento encerrar os contatos sem resposta e qual destino dar ao Lead.

Depois, reúna essas orientações no playbook de Vendas, para que o time tenha onde consultar o combinado. Quem está chegando consegue entender como conduzir os contatos, enquanto o conhecimento dos vendedores experientes fica documentado e disponível mesmo após uma saída da equipe.

6. Fixe o que acontece com o Lead depois da venda

Depois de negociar com o Lead, ele pode ou não virar cliente. Essa próxima etapa do SLA deve dizer o caminho do Lead caso ele não se torne cliente.

Se esse Lead ainda tem potencial, mas não está numa boa hora para a compra, o time de Marketing pode direcioná-lo para um fluxo de nutrição específico e aguardar que ele chegue novamente a um estado de Oportunidade. 

Aqueles que realmente não têm perfil para virar cliente podem receber outros materiais e se educar ainda mais sobre o assunto. Caso o Lead troque de empresa ou comece a investir mais, pode retomar a negociação, por exemplo.

Esse entendimento sobre as possibilidades do Lead é um ponto muito relevante do SLA entre Vendas e Marketing. Caso existam boas possibilidades de virar cliente, materiais focados em fundo de funil, cases de sucesso e demos ao vivo, por exemplo, podem trazer um resultado expressivo.

Já quando o Lead se torna cliente, o SLA deve definir quem assume a continuidade do relacionamento e quais informações acompanham essa passagem. Por isso, Vendas precisa registrar o que foi combinado durante a negociação, para que Atendimento tenha o contexto necessário para orientar os próximos passos.

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Como definir e medir o SLA de resposta ao Lead qualificado?

Para definir o SLA de resposta, os times precisam, primeiro, combinar quando começa a contagem, quem recebe o Lead e qual é o prazo para abordá-lo. Em seguida, o acompanhamento deve mostrar quanto tempo o Comercial leva para agir e, além disso, quantos Leads recebem uma abordagem dentro do prazo. Assim, as áreas conseguem identificar gargalos e ajustar o processo quando necessário.

Quando começa a contagem e quem assume o contato?

O caminho começa quando Marketing qualifica o Lead como MQL. Em seguida, ele é encaminhado ao Comercial, que registra o aceite como SAL e realiza a primeira abordagem. Cada etapa precisa ter horário e responsável registrados, para que os times consigam identificar onde há demora.

Mas de onde começa a contagem: da qualificação ou da atribuição ao vendedor? As duas opções são possíveis, desde que estejam claras no acordo. Se o relógio começar na atribuição, o intervalo anterior precisa ser medido separadamente. Afinal, o Lead já estava esperando enquanto a distribuição acontecia.

Também é preciso combinar o que conta como resposta: a primeira tentativa de abordagem ou o contato efetivo com a pessoa. Quando o acordo exige uma abordagem comercial humana, uma confirmação automática de recebimento não encerra essa contagem.

Quais regras ajudam o time a cumprir o prazo?

Imagine que um Lead seja qualificado depois do expediente. O prazo continua correndo ou começa no próximo dia útil? Para evitar interpretações diferentes, o SLA deve esclarecer se considera horas úteis ou corridas, além dos canais, das prioridades e das exceções.

Outro ponto é a disponibilidade de quem recebe o contato. Se o vendedor estiver ausente, por exemplo, uma regra de redistribuição permite encaminhar o Lead a outro responsável. Essa troca não reinicia a contagem; o prazo continua considerando o horário inicial definido no acordo.

Já os alertas automáticos podem avisar o vendedor e a liderança quando o prazo estiver perto de vencer.

Como saber se os Leads estão sendo abordados a tempo?

Com os horários registrados, você consegue calcular o tempo de resposta de cada Lead:

Tempo de resposta = horário da primeira abordagem − horário inicial definido no acordo.

Se a contagem começar na qualificação às 10h e a abordagem ocorrer às 10h12, por exemplo, o tempo será de 12 minutos. Caso o acordo considere contato efetivo, é esse horário que entra no cálculo.

Para encontrar a média, some os tempos registrados e divida pela quantidade de Leads abordados. A mediana ajuda a complementar a análise, pois alguns atrasos muito longos podem elevar a média. Ao mesmo tempo, acompanhe quantos Leads continuam sem abordagem, já que eles ainda não entram nesse cálculo de tempo.

Para medir o cumprimento do prazo, a conta é outra:

Cumprimento do SLA (%) = (Leads abordados no prazo ÷ total de Leads qualificados elegíveis) × 100.

Na base dessa conta, entram todos os Leads qualificados aos quais o acordo se aplica no período, inclusive aqueles que ficaram sem abordagem. Por isso, os critérios de inclusão e as exceções precisam estar documentados. Se os prazos variarem por canal ou prioridade, cada grupo deve ser avaliado conforme sua regra.

Se houver Leads ainda dentro do prazo no fechamento do relatório, identifique-os como pendentes e apresente a taxa como provisória. Para fechar o resultado do grupo analisado, aguarde o vencimento desses prazos e mantenha todos os Leads elegíveis na conta.

Como reduzir o prazo sem prometer o que o time não consegue entregar?

No Marketing Contínuo, uma meta progressiva pode ser evoluir de menos de 4 horas para menos de 5 minutos, por exemplo. Esse avanço depende do canal utilizado, da capacidade da equipe e do que foi definido como primeiro contato.

Por isso, o ponto de partida é entender quanto tempo seu time leva hoje e onde os Leads ficam esperando. Com essa leitura, fica mais fácil corrigir atrasos e reduzir o prazo conforme a operação consegue sustentá-lo.

Esses valores servem como exemplos para a abordagem de Leads qualificados. Portanto, eles não representam um prazo universal, e as equipes não devem aplicá-los automaticamente ao atendimento de clientes.

Quais são as vantagens de criar um SLA entre Marketing e Vendas?

Criar um SLA entre Marketing e Vendas ajuda a planejar o crescimento com base nas conversões do funil e, além disso, dá transparência às responsabilidades dos times. Também facilita a identificação de falhas nos processos. Com essas definições, cada área entende o que precisa entregar e quais ajustes devem ser discutidos em conjunto.

Crescimento previsível

Como apresentei até aqui, o conhecimento claro dos números do funil permite que cada uma das áreas entenda quais são as ações necessárias para as etapas específicas do funil de Marketing e Vendas.

Então, se o objetivo é ter 20% mais Vendas em um determinado período, o time de Vendas consegue informar quantos Leads qualificados precisa para uma determinada quantia de Oportunidades (Opps) e Sales Accepted Leads (SALs).

Com esses números, o time de Marketing sabe quantos novos Leads precisará gerar, além da quantidade de MQLs que deve passar para Vendas.

Claro que essa previsibilidade de crescimento é toda baseada em dados de períodos anteriores; só assim estamos diante de metas possíveis e realistas.

Para gestores e diretores, esses são os números que mais importam e ainda trazem junto deles quais são as ações necessárias. Por exemplo, em caso de metas agressivas demais, é compreensível que a empresa precise de mais estrutura, como novas contratações e outras ferramentas.

Transparência entre os setores

Sem um SLA, o dia a dia dos times de Marketing e Vendas pode ter diversos momentos de conflito, uma vez que as metas entre ambos não estão tão evidentes.

Essa realidade vira parte do passado com as definições de Acordos de Nível de Serviço, ao haver nitidez e transparência entre as partes. Assim, Vendas transmite quais são suas necessidades em relação aos Leads mais maduros e Marketing faz os ajustes necessários para que a meta seja atingida.

Ao usar ferramentas integradas, tanto para nutrição e qualificação de Leads quanto para processos de vendas, os números de ambos os setores estão nítidos para todos. Então, basta entender as ações para melhorar ou otimizar os dados.

Melhoria de processos

Às vezes, tarefas simples trazem um ganho de produtividade e eficiência imenso. Por exemplo, na hora de qualificar os Leads.

Imagine que estejam chegando ao pipeline de Vendas muitos Leads de empresas que não têm necessidade da solução oferecida. Nesse caso, Marketing e Vendas podem revisar juntos os critérios de qualificação e incluir uma pergunta sobre essa necessidade no formulário das Landing Pages. Assim, o encaminhamento ao Comercial considera melhor a situação de cada contato.

Por isso, as conversas e os alinhamentos entre Marketing e Vendas devem ser constantes e acontecer em uma rotina periódica.

O que fazer após criar os SLAs de Marketing e Vendas?

Depois de criar os SLAs de Marketing e Vendas, é preciso acompanhar os resultados e revisar os acordos quando surgirem mudanças ou dificuldades. Para facilitar essa rotina, ferramentas integradas ajudam os times a consultar o histórico dos Leads e verificar se cada área está cumprindo sua parte.

Analisar as métricas com periodicidade

Estabelecidos os SLAs, cada time sabe de suas ações para que as metas sejam cumpridas, certo? Mas ainda é necessário acompanhar de perto como está o andamento de cada uma. 

Por isso, uma boa prática é ter uma rotina de análise de dashboards — times de Vendas e Marketing acompanham os seus, respectivamente, e podem entender se serão necessárias forças-tarefa para garantir o cumprimento.

O ideal é que as metas sejam acompanhadas, senão diariamente, pelo menos a cada dois dias, com uma revisão semanal. O que não vale é deixar para olhar no final do mês.

Até porque, tanto as ferramentas de Marketing quanto as de Vendas têm dashboards atualizados em tempo real, além de possibilidade de relatórios customizados, o que traz mais facilidade. Abaixo, confira um dos relatórios oferecidos pelo RD Station CRM.

Quando as metas são batidas com muita facilidade, pode ser um sinal de que é possível ir além dos objetivos. Agora, quando já faz alguns meses que elas não são atingidas, é o momento de rever expectativas, repensar processos, metodologias e, claro, os SLAs.

Aprenda como usar os relatórios de Vendas para fazer a gestão do seu time comercial. Assista a esta demonstração de relatórios automáticos para gestão de Vendas.

Revisar os SLAs sempre que necessário

Depois de criados os SLAs, é interessante entender que eles não são escritos em pedra, ou seja, podem ter flexibilidade para se adaptar ao negócio. Afinal, as estratégias funcionam como organismos vivos e vão sendo atualizadas.

Por isso, sempre que as metas mudam ou o objetivo do negócio sofre alguma alteração, é fundamental unir os times de Vendas e Marketing para repensarem o que foi acordado no Service Level Agreement.

Usar as ferramentas adequadas

E esse tópico está diretamente relacionado à transparência entre as áreas, além de trazer a possibilidade de acompanhar mais de perto as métricas de ambos os times.

CRM de Vendas

Vamos começar com o time de Vendas aqui. Quantas oportunidades o time de Vendas deixou de aproveitar por simplesmente esquecer um follow-up com o contato? Ou ainda, quantas vezes um mesmo contato não foi abordado mais de uma vez porque isso não estava à vista dos vendedores?

Com um CRM de Vendas, fica mais fácil acompanhar os contatos e reduzir esquecimentos de follow-up. Você também pode organizar a gestão de pré-vendas, Vendas e pós-venda em funis específicos, conforme o processo da sua empresa.

Automação de Marketing

Já em relação ao time de Marketing, é possível fazer a segmentação dos Leads conforme seus interesses e comportamentos. Além disso, é possível oferecer, via nutrição, os materiais que essas pessoas querem consumir e que serão fundamentais para educá-las e levá-las ao longo do funil, até a venda.

A seguir, entenda como é possível acompanhar o histórico das interações do Lead com a sua marca, usando o RD Station Marketing. Na ferramenta, é possível não apenas criar emails, Landing Pages e fluxos de nutrição, mas também ver em quais páginas o Lead entrou, quais emails abriu e em quais eventos converteu, por exemplo.

Assim, Marketing consegue produzir conteúdos mais certeiros e direcionar para as pessoas certas, o que vai trazer mais facilidade a Vendas, que consegue encurtar o ciclo de Vendas e reduzir o CAC (Custo de Aquisição de Clientes).

Se você está considerando contratar agora as ferramentas, é importante que as duas opções tenham integração completa. Dessa forma, é possível criar automações que aumentem a conversão dos Leads abordados pelo Comercial, recuperar Leads perdidos e vender de novo para os já clientes, entre outras possibilidades.

A boa notícia é que a RD Station oferece essas duas soluções: o RD Station Marketing e o RD Station CRM. Hoje, mais de 60 mil empresas utilizam os produtos da RD Station.

Até aqui já falei bastante sobre SLA entre Marketing e Vendas; chegou a hora de aprofundarmos um pouco o assunto para o atendimento ao cliente. Vamos lá!

Por que elaborar um Acordo de Nível de Serviço (SLA) de Atendimento?

Um SLA de Atendimento ajuda a alinhar as expectativas dos clientes aos prazos que a equipe consegue cumprir. Ao definir quando responder e resolver cada solicitação, a empresa organiza as prioridades e acompanha atrasos. Assim, o cliente tem uma referência de prazo, e o time sabe quais compromissos precisa cumprir.

Esse cuidado também precisa fazer parte da organização do pós-venda. Segundo os Panoramas de Marketing e Vendas 2026 da RD Station, apenas 25% das empresas participantes informam ter uma área de Pós-vendas, que pode incluir atendimento, implementação e Customer Success. Mesmo sem um setor exclusivo, é importante definir quem acompanha as solicitações dos clientes e em quais prazos.

Portanto, um SLA de atendimento bem definido oferece diversos benefícios, alguns deles são:

  • Alinhamento de expectativas: define de forma bem clara os níveis e tempo de atendimento que os clientes podem esperar, evitando mal-entendidos e garantindo satisfação.
  • Melhoria da qualidade do serviço: define padrões que ajudam a equipe a oferecer um atendimento consistente e de alta qualidade.
  • Aumento da transparência e comunicação: o SLA de atendimento bem definido facilita a troca de informações entre a empresa e os clientes, promovendo confiança mútua.
  • Monitoramento e melhoria contínua: ter padrões no atendimento ajuda na hora de avaliar como o processo está fluindo e, assim, identificar áreas que precisam de melhorias.
  • Diferenciação competitiva: um atendimento de excelência, baseado em SLAs bem definidos, pode ser um diferencial no mercado, atraindo e retendo clientes.

Ou seja, ter um SLA de Atendimento é uma estratégia importante para melhorar a experiência do cliente, fortalecer a reputação da empresa e alcançar vantagem competitiva no mercado. 

Um bom exemplo disso é o Nubank, que no início teve como grande diferencial o atendimento rápido e considerado eficiente pela maioria dos clientes. 

Como fazer um SLA de Atendimento?

Para criar um SLA de Atendimento, comece combinando, primeiro, em quanto tempo sua equipe deve responder ao cliente e resolver cada tipo de solicitação. Em seguida, defina quem cuida de cada etapa e, além disso, como acompanhar os resultados. Para facilitar, vou usar um Ecommerce como exemplo nos próximos passos. Então, bora começar?

1. Defina os objetivos do SLA

O primeiro passo é definir metas claras. No caso de uma loja virtual pode ser: o tempo máximo para responder a uma dúvida sobre um pedido ou para resolver uma reclamação sobre um produto. 

Um exemplo de objetivo poderia ser: “Garantir que 95% das dúvidas sobre produtos sejam respondidas em até 1 hora durante o horário comercial”.

2. Determine as métricas de desempenho

Como em tudo no mundo dos negócios, mensurar é fundamental! Por isso, medir o desempenho do atendimento também é decisivo para analisar se o SLA está sendo cumprido. No caso de um Ecommerce, as métricas podem incluir:

  • Tempo de resposta inicial: quanto tempo leva para um atendente responder à primeira interação de um cliente, como uma mensagem no WhatsApp, chat no site ou email.
  • Tempo de resolução: o tempo necessário para resolver um problema ou concluir uma solicitação, como a solução de um problema com a forma de pagamento.
  • Taxa de satisfação do cliente: enviar pesquisas de satisfação, como "Classifique o atendimento de 1 a 5", também ajuda a entender se o SLA está atendendo às expectativas.
  • Taxa de abandono: o percentual de clientes que desistem do atendimento antes de sua resolução.

3. Estabeleça os níveis de serviço

Como diferentes solicitações exigem prioridades distintas, os prazos precisam considerar a urgência e a capacidade da equipe. Em um Ecommerce, os exemplos abaixo ilustram essas possibilidades. Eles não são parâmetros universais nem se aplicam ao prazo de abordagem comercial de Leads qualificados.

  • Atendimento padrão: para situações mais simples, como dúvidas sobre disponibilidade de produtos ou horários de funcionamento, o prazo de primeira resposta pode ser de até 24 horas, por exemplo.
  • Atendimento prioritário: para problemas urgentes, como questões sobre pagamentos não processados ou pedidos não recebidos, o SLA de atendimento poderia definir uma resposta dentro de 1 hora.
  • Atendimento de emergência: já em situações críticas, como produtos com defeito ou entregas não realizadas no prazo prometido, o SLA pode definir que esse tipo de problema seja resolvido em até 12 horas.

4. Documente as responsabilidades das partes envolvidas

O combinado não sai caro. Esse ditado popular se aplica também quando o assunto é SLA de atendimento e, por isso, ele precisa deixar claro o que é esperado de ambas as partes:

  • Responsabilidade: no caso da loja virtual, ela precisa responder prontamente às dúvidas dos clientes e solucionar reclamações com eficiência.
  • Responsabilidades do cliente: o cliente precisa fornecer informações claras ao entrar em contato (por exemplo, número do pedido, detalhes do produto etc.), respeitar os processos e seguir as instruções para resolver o problema de forma mais ágil.

5. Defina penalidades e compensações

Quando o SLA faz parte de um contrato com o cliente, as penalidades e compensações por descumprimento precisam estar previstas nas condições acordadas. Em um Ecommerce, por exemplo, a empresa pode prever um desconto ou frete grátis em uma compra futura como compensação por determinado atraso.

Já no SLA interno entre equipes, o acordo deve orientar quem será avisado e como o problema será corrigido. Assim, um prazo descumprido pode levar à redistribuição de tarefas ou à revisão do processo, sem confundir essas medidas com compensações contratuais ao cliente.

6. Revise e atualize regularmente o SLA

Por fim, é muito importante revisar o SLA com frequência para garantir que ele ainda esteja alinhado às necessidades do seu negócio e dos clientes também. 

No caso da loja virtual, podem acontecer mudanças no processo de entrega, implementação de novos sistemas de atendimento ou até mesmo mudanças no comportamento do consumidor que exijam ajustes no SLA. 

Uma revisão anual pode fazer parte dessa rotina, mas atrasos recorrentes ou mudanças na operação exigem uma avaliação antes desse prazo. Por isso, a frequência deve acompanhar as necessidades do negócio e os resultados do atendimento.

Como calcular o SLA de atendimento?

Para calcular o cumprimento do SLA de Atendimento, divida a quantidade de solicitações respondidas ou resolvidas dentro do prazo pelo total de atendimentos aos quais o acordo se aplica. Depois, multiplique por 100. Resposta e resolução precisam ser calculadas separadamente, pois cada uma pode ter um prazo diferente.

Vamos conferir o que você precisa registrar para chegar a esses resultados?

1. Defina o que será medido

Primeiro, é importante separar os dois intervalos:

  • Tempo de primeira resposta: quanto tempo o cliente espera entre a abertura do chamado e a primeira resposta, conforme o critério definido no acordo.
  • Tempo de resolução: quanto tempo passa entre a abertura do chamado e a solução da solicitação.

A partir desses registros, você consegue verificar quantos atendimentos cumpriram cada prazo. Esses percentuais são diferentes do tempo médio de resposta ao Lead qualificado, que acompanha a abordagem comercial antes da venda.

2. Estabeleça o SLA acordado

O acordo pode prever, por exemplo, 12 horas para a primeira resposta e 5 dias para resolver uma solicitação. Esses prazos precisam considerar o serviço e a capacidade da equipe, além de indicar se a contagem usa horas úteis ou corridas.

Se houver prioridades diferentes, cada atendimento deve ser comparado com o prazo da sua categoria. Afinal, uma dúvida sobre um produto e um problema urgente de pagamento podem exigir respostas em tempos distintos.

Também combine quais solicitações entram na análise e qual período será avaliado. Assim, as exceções ficam documentadas, e chamados ainda dentro do prazo podem ser acompanhados como pendentes, sem serem classificados antecipadamente como atrasos.

3. Colete as informações

Para fazer as contas, você precisa registrar o horário de abertura, o da primeira resposta e o da resolução de cada chamado. Registre também sua categoria e prioridade, para identificar quais prazos se aplicam.

Somente a abertura e o fechamento não permitem saber se a primeira resposta aconteceu no prazo. Por isso, esse horário precisa aparecer no histórico, mesmo quando o problema é resolvido dias depois.

4. Calcule o SLA de atendimento

Com os registros em mãos, use estas fórmulas:

  • Respostas dentro do prazo (%) = (atendimentos respondidos no prazo ÷ total de atendimentos elegíveis para avaliação da resposta) × 100.
  • Resoluções dentro do prazo (%) = (atendimentos resolvidos no prazo ÷ total de atendimentos elegíveis para avaliação da resolução) × 100.

Aqui, “elegíveis” são os atendimentos que entram na análise conforme as regras do acordo e o período escolhido. Chamados com prazo vencido entram na base, mesmo que ainda estejam sem resposta ou solução. Se houver categorias com prazos diferentes, calcule os resultados de cada grupo separadamente.

Imagine uma categoria com prazo de 4 horas para responder e 24 horas para resolver. Em um grupo de 100 chamados cujos prazos já terminaram, 90 receberam resposta e 85 foram resolvidos a tempo. Nesse caso:

  • Respostas dentro do prazo: (90 ÷ 100) × 100 = 90%.
  • Resoluções dentro do prazo: (85 ÷ 100) × 100 = 85%.

Depois, compare os resultados com a meta combinada. Se o compromisso era cumprir os prazos em 95% dos chamados, por exemplo, os dois indicadores ficaram abaixo do esperado. A partir daí, o time pode investigar onde aconteceram os atrasos e ajustar o processo.

Como alinhar o SLA de Marketing, Vendas e Atendimento no Marketing Contínuo?

No Marketing Contínuo, o SLA funciona como um acordo entre as áreas sobre o que cada uma entrega à seguinte. Marketing encaminha o Lead qualificado com contexto, e Vendas faz a abordagem no prazo. Depois da compra, Atendimento continua o relacionamento e compartilha o que aprendeu para ajudar os dois times a melhorar os próximos contatos.

Mas como fazer essa troca funcionar no dia a dia? O primeiro passo é combinar o que cada equipe precisa receber para dar continuidade ao trabalho. Afinal, quando o histórico não acompanha o contato, o cliente acaba contando a mesma história outra vez.

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O que cada área precisa compartilhar?

Pense no momento em que um Lead chega ao Comercial. Saber de qual campanha ele veio e o que despertou seu interesse ajuda o vendedor a começar a conversa. Da mesma forma, Atendimento precisa conhecer as promessas feitas durante a negociação.

Por isso, o SLA deve registrar compromissos dos dois lados de cada passagem, com responsáveis e prazos. Você pode organizar o acordo assim:

PassagemO que precisa acompanhar o contatoO que os times combinam
Marketing → VendasCritérios do MQL, origem, interesse e histórico de interações.Marketing envia o contexto. Vendas registra o aceite ou a devolução com motivo e faz a abordagem no prazo.
Vendas → AtendimentoPromessas feitas, necessidades do cliente, etapa da compra e próximos passos.Vendas registra os combinados. Atendimento assume o contato ou onboarding no prazo definido, com acesso ao histórico.
Atendimento → Marketing e VendasDúvidas recorrentes, objeções e diferenças entre expectativa e experiência.Atendimento compartilha os sinais. Marketing e Vendas registram o que será ajustado nas mensagens, na qualificação e na abordagem.

Aqui, cabe uma distinção: participar do acordo não significa que Atendimento deva fazer a primeira abordagem de todo MQL. Essa responsabilidade continua com quem foi definido no time comercial. Atendimento contribui com a continuidade após a venda e com o aprendizado de quem já é cliente.

Como usar o que o Atendimento aprendeu para melhorar os acordos?

Imagine que vários clientes procurem Atendimento porque acreditavam ter contratado uma funcionalidade que não está incluída no plano. Resolver cada dúvida ajuda, mas a repetição também indica que alguma expectativa precisa ser corrigida antes da compra.

Nesse caso, Atendimento reúne os relatos para a revisão conjunta. A pessoa responsável pela campanha em Marketing confere a mensagem, enquanto a liderança de Vendas revisa a apresentação da oferta. Depois dos ajustes, alguém de Atendimento acompanha se as dúvidas diminuíram.

Para essa troca ter continuidade, os times podem se reunir mensalmente, por exemplo. Cada ajuste precisa sair da conversa com uma pessoa responsável e uma data de conclusão. Se o problema estiver se repetindo ou causando atrasos graves, porém, a equipe deve agir antes do próximo encontro.

É assim que a revisão dos acordos se conecta ao Marketing Contínuo: o que uma área aprende ajuda as outras a decidirem melhor no próximo contato.

E quando um prazo estiver perto de vencer?

Mesmo com tudo combinado, um contato pode ficar parado. Por isso, os alertas automáticos devem avisar quem pode agir enquanto ainda há tempo, seja na abordagem do Lead ou no início do onboarding.

Para configurar esses avisos, os times precisam definir quando o alerta será enviado e quem vai recebê-lo. Se o responsável estiver ausente, por exemplo, o contato pode ser redistribuído conforme a regra do acordo.

Já quando a situação exigir uma decisão da liderança, o aviso deve chegar também a ela. Assim, quem recebe o alerta sabe qual providência tomar para evitar o atraso.

O que mais você precisa saber sobre SLA?

Como você viu, o SLA ajuda cada time a entender sua parte no relacionamento com o cliente. Marketing qualifica e encaminha o Lead, enquanto Vendas assume a abordagem. Depois da compra, Atendimento continua essa conversa e compartilha o que aprendeu, seguindo os compromissos que detalhei no tópico anterior.

Mas, para o acordo funcionar no dia a dia, todo mundo precisa entender o que está escrito. Por isso, nada de deixar uma sigla sem explicação só porque ela já é conhecida no seu setor. O documento precisa falar a língua de todas as áreas envolvidas.

Agora, pense na sua empresa: quando um contato muda de time, quem o recebe sabe o que foi combinado e o que precisa fazer? Se ainda houver dúvida, você já tem um bom ponto de partida para ajustar seu SLA.

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Perguntas frequentes sobre SLA

Qual é a diferença entre SLA e KPI?

O SLA registra os compromissos entre equipes ou com clientes. Já o KPI é um indicador escolhido para acompanhar um resultado importante para o negócio. Por exemplo, o acordo pode estabelecer um prazo para abordar Leads qualificados, enquanto o indicador mostra quantos receberam contato a tempo. Assim, você usa os KPIs para acompanhar o cumprimento do SLA e identificar onde a equipe precisa ajustar o trabalho.

Como o Lead Scoring se relaciona com o SLA?

O Lead Scoring ajuda a aplicar os critérios de qualificação definidos no SLA, avaliando o perfil e o interesse dos contatos. Primeiro, Marketing e Vendas combinam quais características indicam potencial de compra. Depois, esses critérios orientam a configuração da pontuação. Por isso, os times precisam revisar se os Leads com melhores avaliações realmente geram boas oportunidades, usando o retorno das negociações para ajustar a qualificação.

O SLA substitui o playbook de Vendas?

O SLA e o playbook de Vendas têm funções complementares. O acordo define as entregas e os prazos entre as áreas, enquanto o playbook orienta a execução do trabalho comercial. Se o SLA determina quando abordar um Lead, o playbook pode explicar como preparar essa conversa e registrar o resultado. Portanto, os compromissos do acordo devem aparecer no manual, para que os vendedores saibam como cumpri-los.

Uma empresa pequena também pode ter SLA?

Uma empresa pequena pode começar com um SLA simples, mesmo quando uma pessoa acumula diferentes funções. O acordo ajuda a esclarecer quem acompanha cada contato e em quanto tempo deve agir. Para começar, organize uma passagem de Leads que sua equipe consiga cumprir e acompanhar. Conforme a operação crescer, você pode detalhar os critérios e incorporar automações, mantendo a integração entre Marketing e Vendas como referência para os ajustes.

Cumprir o SLA garante que o Lead vai comprar?

Cumprir o SLA ajuda a conduzir o relacionamento, mas a compra também depende das necessidades e do momento do Lead. Um contato pode atender aos critérios de qualificação e receber uma abordagem no prazo, porém ainda não estar pronto para decidir. Por isso, acompanhe também as conversões e os motivos de perda. Essas informações ajudam a entender se é necessário rever a qualificação dos Leads ou a condução das negociações.

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Manoela Folador

Manoela Folador

Quem escreveu este post

Formada em Jornalismo pela UFMG, com pós-graduação em Marketing Management pela ISEG. Tem mais de 9 anos de experiência no Marketing Digital e certificações em Planejamento Estratégico, Gestão de Projetos, Gestão de Vendas, Growth Marketing, entre outros. Atualmente é Coordenadora de Marketing na RD Station.

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