Como montar um Ecommerce do zero: 10 melhores dicas!

Confira como montar um Ecommerce do zero: defina o setor, conheça o público-alvo, formalize sua empresa, conheça a lei vigente e escolha uma plataforma.

Giulliane Loise
Giulliane Loise15 de janeiro de 2026

Montar um Ecommerce do zero exige menos “sorte” e bem mais método. Nesse sentido, negócios que começam com clareza de proposta de valor, metas realistas e um plano para adquirir e reter clientes costumam avançar com menos desperdício e mais previsibilidade.

O grande ponto aqui é que dados de jornada, quando bem organizados, revelam gargalos e oportunidades que não aparecem “a olho nu”.

Ao longo deste conteúdo, você encontra conceitos fundamentais e 10 dicas práticas para sair do papel com consistência: desde do plano de negócios até o pós-venda, passando por domínio e marca, fornecedores, meios de pagamento, políticas de troca, logística e métricas.

Portanto, vamos entender melhor esse tema?

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O que é um Ecommerce?

E-commerce é o modelo de venda de produtos ou serviços pela internet, em canais próprios (loja virtual) ou de terceiros (marketplaces e social commerce). 

Mais do que “uma loja online”, trata-se de uma operação que integra Marketing, vendas, atendimento, logística, finanças e tecnologia para gerar receita de forma mensurável.

Na prática, um Ecommerce reúne quatro camadas bem importantes:

  • Experiência (vitrine, busca, carrinho e checkout acessíveis, sobretudo no mobile);
  • Operação (catálogo, precificação, estoque, expedição e pós-venda);
  • Tecnologia (plataforma, integrações com ERP/CRM, pagamentos, antifraude, frete, analytics, segurança e LGPD);
  • Crescimento (aquisição via SEO, mídia paga e conteúdo; retenção via CRM, automação e programas de fidelidade).

Esse arranjo vale para B2C, B2B, D2C, assinaturas e outros formatos, sempre com foco em experiência consistente e controle de dados.

Como funciona um Ecommerce?

Um Ecommerce funciona como a integração de quatro motores importantes para uma empresa: negócio, tecnologia, operação e crescimento.

A jornada típica segue descoberta → visita → produto → carrinho → checkout → aprovação do pagamento → separação e envio → rastreio → entrega → pós-venda. 

Em cada etapa, métricas guiam as decisões (conversão, ticket, aprovação de pagamentos, prazos e NPS) para ajustar oferta, página, frete e comunicação e, assim, escalar com previsibilidade.

Quais são os tipos de Ecommerce?

Alguns dos principais tipos são:

  • B2C — empresa para consumidor final;
  • B2B — empresa para empresa;
  • D2C — marca vendendo direto ao consumidor;
  • C2C — consumidor para consumidor;
  • Assinaturas — receita recorrente por plano/mensalidade.
  • Dropshipping — venda sem estoque próprio;
  • Social commerce — vendas pelas redes sociais.

Qual a diferença de Ecommerce e marketplace?

Ecommerce (loja própria) é o seu canal. Você controla marca, experiência, dados e margens. Assume tecnologia, tráfego, operação e atendimento. Decide catálogo, regras de frete, políticas de troca e como captar e reter clientes com SEO, mídia e CRM.

Marketplace é um “shopping” digital. A plataforma reúne vendedores, concentra a audiência e cobra comissões e taxas. 

Você ganha alcance imediato e confiança do público da plataforma, mas opera com menos controle de marca, menos acesso a dados do cliente e regras rígidas de exposição, logística e atendimento.

10 melhores dicas de como montar um Ecommerce

Abrir um Ecommerce sem um roteiro costuma custar caro. Afinal, a concorrência é forte, o padrão de experiência subiu e cada real investido precisa voltar rápido.

Diante desse cenário, as 10 dicas a seguir funcionam como um mapa, até mesmo se você estiver procurando saber como montar um Ecommerce partindo do zero: assim, elas organizam as decisões em ordem lógica, reduzem tentativa e erro e mostram onde concentrar energia nos primeiros meses. 

Vamos lá!

Faça um plano de negócios

Como montar um Ecommerce, antes de tudo, começa com um plano de negócios . Ele evita que a loja nasça “no escuro” e, para isso, exige algumas respostas: qual dor a marca resolve, para quem, com que proposta e em quais condições econômicas? 

A partir dessas definições, Isso direciona catálogo, precificação, políticas de frete e trocas, metas de venda e o nível de investimento em mídia e conteúdo. Sem essa base, as decisões viram apostas.

Portanto, comece pela proposta de valor e por quem você quer atender. Em seguida, mapeie três objeções reais desse público e como a loja responde a cada uma. Com essas respostas em mãos, desenhe um mix inicial de produtos que faça sentido para esse cliente e para o caixa.

Por fim, metas curtas mantêm o plano vivo. Nos primeiros 90 dias, defina receita, número de pedidos, taxa de conversão e ticket médio. Com esses faróis, você calcula quantas sessões precisa atrair e qual ROAS mínimo sustenta a operação!

Defina um nicho de mercado

Escolher um nicho não é “limitar o alcance”, mas ganhar precisão. Quando isso acontece, a loja nasce com um recorte claro e, consequentemente, tudo se encaixa com menos atrito: mensagem, catálogo, preço, conteúdo, anúncios e até logística.

Assim, em vez de competir no genérico, você passa a disputar a atenção de quem já sente a dor que sua oferta resolve, o que resulta em CPC menor, conversão maior e margem mais saudável.

Nesse contexto, o ponto de partida está no problema que você decide assumir. “Tênis” é amplo; “tênis para corrida feminina com foco em amortecimento e segurança pós-lesão” orienta curadoria, linguagem e diferenciais.

Com esse nível de clareza, o recorte permite criar páginas de categoria e fichas de produto que falam a língua do cliente, além de clusters de conteúdo e SEO de cauda longa que atraem buscas qualificadas.

Por fim, valide o nicho pelo trio dor real, demanda e viabilidade econômica. Para isso, procure sinais de problema nas buscas e comunidades; em seguida, verifique se há volume suficiente e concorrentes de referência e confira, sempre, se a conta fecha.

Conheça seu público

Sem clareza de público, o Ecommerce fala com todos e convence poucos. Por isso, olhe buscas no Google, comentários em redes e marketplaces, avaliações de concorrentes, histórico de SAC e testes rápidos com prospects.

A partir desses pontos, esses sinais mostram dores reais, linguagem que o cliente já usa e critérios de decisão (preço, prazo, qualidade, status, sustentabilidade).

Com base nisso, transforme essas descobertas em mensagens, ofertas e experiências. Assim, descrições passam a destacar benefícios que importam, fotos mostram ângulos que tiram dúvidas e políticas de frete e trocas reduzem riscos percebidos.

Além disso, páginas de categoria e de produto respondem perguntas frequentes, com comparativos honestos e provas sociais que eliminam objeções sem exagero.

Por fim, no funil, segmente por interesse e momento. Quem acabou de chegar precisa de conteúdo educativo e prova; quem visitou o produto precisa de incentivo e segurança; quem comprou entra em jornadas de pós-venda e recompra.

Formalize sua empresa

Formalizar antes do “go-live” evita travas em meios de pagamento, contratos com transportadoras, emissão de notas e anúncios. Com isso, além de reduzir o risco jurídico, a formalização melhora sua reputação com fornecedores e aumenta a aprovação de pagamentos. Todos esses fatores, por sua vez, impactam a conversão e o caixa desde o primeiro mês.

Na prática, o caminho passa por abrir o CNPJ, definir natureza jurídica e regime tributário e escolher um CNAE de comércio varejista por correspondência ou internet, somado aos CNAEs específicos da sua categoria.

Por fim, para quem vende produtos, a inscrição estadual habilita o recolhimento de ICMS; se há serviços envolvidos, a inscrição municipal e o ISS entram no radar.

Conheça a legislação

No Ecommerce brasileiro, três pilares guiam a operação: defesa do consumidor, proteção de dados e obrigações fiscais. 

O CDC, com o Decreto 7.962/2013, define regras específicas para vendas online: identificação clara do fornecedor, informações completas sobre produtos e preços, atendimento facilitado e o direito de arrependimento em até 7 dias a contar da assinatura ou do recebimento.

A LGPD (Lei 13.709/2018), por sua vez, exige transparência e base legal para cada tratamento de dados, do checkout ao CRM.

O cliente tem direitos como acesso, correção, portabilidade, revogação de consentimento e exclusão, e a empresa deve informar finalidades, compartilhar somente o necessário e adotar segurança compatível com o risco. 

No âmbito fiscal, a loja precisa emitir o documento correto em cada venda para consumidor final e manter cadastro regular em esfera estadual/municipal, além de parametrizar NCM, CFOP e alíquotas no ERP/plataforma. 

Faça o registro do seu domínio

O domínio é o endereço da sua marca na internet e, por isso, influencia lembrança, confiança e até conversão. Nesse sentido, priorize um nome curto, fácil de digitar e falar, sem hífens desnecessários e sem ambiguidade.

Sempre que possível, garanta as variações estratégicas (ex.: .com.br e .com) para proteger a marca e evitar confusão com concorrentes. Caso a marca ainda esteja em validação, vale checar a disponibilidade de domínio e de usuário nas redes antes de bater o martelo.

Depois de registrar, trate a base técnica: aponte o domínio para a plataforma da loja, ative HTTPS com certificado válido e defina a versão canônica (com ou sem www) para não diluir SEO.

Além disso, configure o DNS com registros corretos e prepare a infraestrutura de email do domínio com SPF, DKIM e DMARC, assim, você eleva a entregabilidade de avisos transacionais (compra confirmada, rastreio) e das campanhas de relacionamento.

Se o plano inclui conteúdo e captação, crie subdomínios úteis (por exemplo, blog.seudomínio.com.br e lp.seudomínio.com.br). 

Trabalhe os melhores fornecedores

Fornecedor certo protege margem, reputação e ritmo de vendas. Por isso, comece pelo essencial: avalie histórico de entrega, estabilidade de produção, padrões de qualidade e suporte pós-venda.

Além disso, exija amostras, teste lote piloto e verifique referências reais. Se a categoria envolver certificações ou normas, peça documentos e mantenha-os arquivados. Assim, o objetivo é evitar surpresas que virem devoluções, reviews negativos e custos ocultos.

Vale lembrar que negociação vai além do desconto. Nesse ponto, prazos de pagamento, pedido mínimo, lead time e política de reposição afetam caixa e ruptura.

Em muitos casos, um fornecedor que aceita reposição rápida e lote menor, mesmo com preço um pouco acima, vale mais do que o mais barato que atrasa.

A relação também precisa de previsibilidade. Compartilhe projeções de demanda, calendário promocional e datas-chave do seu setor. Além disso, antecipe compras para campanhas, alinhe volumes por curva ABC e crie kits ou bundles que elevem ticket e giro de itens estratégicos. 

Tenha um bom planejamento de estoque

Estoque é pulmão de caixa. Pouco estoque gera ruptura e perda de vendas; excesso imobiliza capital e corrói margem.  O ponto de equilíbrio nasce de três decisões: o que priorizar, quando repor e quanto manter como segurança. 

Comece classificando os SKUs por giro e margem (curva ABC) para direcionar atenção aos itens que realmente puxam receita. Para esses, defina níveis mínimos e máximos com base em demanda recente, prazo de reposição e variação histórica.

Sazonalidade muda o jogo: datas como Dia das Mães, Black Friday e volta às aulas alteram ritmo de venda e prazo dos fornecedores. 

Projeções mais confiáveis combinam sinais de negócio: tráfego e intenção captados no site, cadastros em listas de espera, taxa de conversão das páginas e histórico por período. 

O calendário promocional compartilhado com fornecedores também ajuda a garantir disponibilidade no dia certo, em vez de correr atrás depois. A experiência precisa, sempre, refletir a realidade do estoque.

Ofereça um bom atendimento ao cliente

Montar um Ecommerce também exige um canal que responde rápido, resolve no primeiro contato e fala a mesma língua do cliente, principalmente porque a consequência é menos atrito e mais compras.

Vale mapear os motivos de contato mais comuns e tratá-los na raiz: descrição confusa, prazo pouco claro, embalagem frágil, política de troca ambígua. 

A dica aqui é escolher poucos canais e operar bem neles. Email e chat cobrem dúvidas complexas; WhatsApp acelera confirmações e orientações curtas. 

Um ponto de atenção trazido pelo Panoramas da RD Station 2025: 61% das empresas de Ecommerce não têm SLA definido. Então saia na frente e aposte nisso, principalmente para a primeira resposta e para a solução!

Acompanhe as métricas do seu Ecommerce

Métrica boa conta uma história acionável. No início, foco em poucos faróis: taxa de conversão, ticket médio, margem de contribuição por pedido e CAC/ROAS. Esses números mostram se a proposta convence e se a conta fecha. 

Na operação, taxa de aprovação de pagamentos, abandono de carrinho, prazo de expedição, tempo de entrega e devoluções revelam gargalos que consomem margem. 

Use metas curtas e cadência fixa de revisão. Se o CAC ficar abaixo do previsto, há payback no primeiro pedido; acima disso, a estratégia precisa de recompra previsível. Esse raciocínio orienta verba por canal, testes de página e ajustes de frete, parcelamento e mix.

No fim das contas, relatórios conectados evitam “achismos”. 

E com a RD Station, você visualiza receita por campanha, identifica jornadas com melhor conversão, ativa automações para recuperar carrinhos e estimular recompra e ainda cruza engajamento com vendas reais.

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Giulliane Loise

Giulliane Loise

Quem escreveu este post

Giulliane Loise é formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em Marketing Digital pela EBAC e em Growth Marketing pela Coder House. Atua há mais de 8 anos com Marketing Digital, com ampla experiência em Geração de Demanda, CRM e Inbound Marketing. Atualmente, é Analista de Marketing na RD Station, atuando com foco em Educação e Campanhas.

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