Balanced Scorecard: o que é, como funciona, como aplicar, vantagens e mais!

Se você procura um modelo de gestão estratégica para aumentar o desempenho da sua empresa, precisa conhecer agora mesmo o Balanced Scorecard ou BSC.

Bruna Dourado
Bruna Dourado21 de agosto de 2024
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Balanced Scorecard é considerado um modelo de gestão estratégica que surgiu para desmistificar a visão de que, para obter sucesso, um negócio precisa focar unicamente em indicadores financeiros e contábeis. Ao mesmo tempo, o BSC serve para definir estratégias e desenhar planejamentos de maneira muito mais abrangente.


Toda empresa tem um grande sonho. Seja revolucionar o mercado, agregar valor a um determinado meio, criar algo totalmente inovador ou, simplesmente, hipercrescer.

Só que, geralmente, quando pensamos nesse objetivo tão almejado, imaginamos a cena acontecendo apenas daqui a 4, 7, 10 anos, não é mesmo? Parece algo tão distante que, em meio aos incêndios do dia a dia, esquecemos daquela meta e, consequentemente, a prolongamos ainda mais!

Por vezes, torna-se difícil alinhar o que a empresa está fazendo hoje com o ideal do que ela deseja ser amanhã. Na reta final do ano, por exemplo, muito se fala em planejamentos anuais e sobre como lucrar mais a cada período de 365 dias. Contudo, o seu “ultimate plan” — de prazo ainda mais longo — precisa também ser nutrido, acompanhado e, claro, modificado quando necessário.

E foi para amarrar todas essas pontas entre o passado, o presente e o futuro que o BSC ou Balanced Scorecard surgiu. Neste post, falaremos exclusivamente sobre este modelo de gestão estratégica que já impulsionou verdadeiros sucessos em muitos negócios ao redor do globo.

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O que é Balanced Scorecard?

O conceito de Balanced Scorecard — também conhecido pela sigla BSC e traduzido para o português como Indicadores Balanceados de Desempenho — foi criado nos anos 90 pelas mentes brilhantes dos professores Robert Kaplan e David Norton, ambos alocados na Harvard Business School (o que já diz muita coisa).

Considerado um modelo de gestão estratégica, o método surgiu para desmistificar a visão de que, para obter sucesso, um negócio precisa focar unicamente em indicadores financeiros e contábeis. E, ao mesmo tempo, para definir estratégias e desenhar planejamentos de uma maneira muito mais abrangente.

Como funciona o Balanced Scorecard?

Ok, mas como funciona a ferramenta de gestão BSC na prática? É o que você descobrirá a seguir ao entender os componentes estratégicos e os pilares dessa metodologia quando aplicada nas empresas.

Quais os 4 componentes estratégicos do BSC?

A definição das estratégias para aplicar o Balanced Scorecard em uma empresa deve ser feita com base em quatro componentes fundamentais:

  1. Objetivos: tudo aquilo que a empresa quer atingir, levando em consideração cada uma das perspectivas estratégicas, por exemplo, redução de custos, ações de Marketing etc.
  2. Indicadores: por meio de métricas de desempenho, indicam se houve sucesso ao realizar os objetivos.
  3. Metas: são elas que mostram como está a performance esperada para cada indicador.
  4. Iniciativas ou projetos estratégicos: movimentações e planos realizados para alcançar as metas.

Com essas definições, o BSC detalha cada estratégia das empresas até, de fato, estarem em execução pelas equipes. Além disso, os quatro componentes estratégicos fazem parte das perspectivas do Balanced Scorecard.

📖 Leia mais: Fluxograma de processo: o que é, como fazer e exemplos práticos para aplicar

Quais são os 4 pilares de sustentação da metodologia BSC?

A partir de sua ideia inicial, Kaplan e Norton pensaram em quatro perspectivas para nortear seu método. São os pilares:

  • Financeiro
  • Clientes
  • Processos internos
  • Aprendizado e crescimento

Todos eles são multifatoriais e auxiliam você a analisar o desempenho das empresas de forma integral. Veja mais sobre cada umd eles a seguir.

balanced scorecard

1. Pilar financeiro

Mas não era para fugir dos indicadores financeiros e contábeis?! Epa, a ideia era não focar somente neles, mas sim neles e também em outros fatores que veremos a seguir. Afinal, todo negócio precisa de dinheiro para rodar, né?

Aqui, você irá avaliar quais são os objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo da empresa, levando em conta as expectativas dos investidores. Pergunte-se: para oferecer resultados satisfatórios aos nossos acionistas, quais metas financeiras precisamos seguir?

O uso de métricas para análise está liberado, aliás. Confira algumas das principais para você estudar:

Lembrando que, além dessas, existem muitas outras. E ainda, as métricas precisam estar alinhadas ao tipo de negócio e ao que é relevante para você e seu mercado.

2. Pilar dos clientes

Essa perspectiva foca no que deveria ser o motivo de todos os esforços da empresa: relacionamento com o cliente e a participação no mercado.

Aqui, é necessário focar em estratégias para que, daqui a anos — como falamos no início deste post — o seu negócio não só tenha relevância no mercado como uma boa quantidade de consumidores, de preferência muito maior que a de hoje.

Observe alguns dos pontos principais dessa perspectiva:

  • Retenção de clientes
  • Aquisição de clientes
  • Lucratividade do seu cliente (vale citar também o ICP, ou Perfil de Cliente Ideal).

Disclaimer: as perspectivas do Balanced Scorecard são interdependentes. Logo, para atingir os objetivos financeiros, é preciso atender plenamente às necessidades dos clientes e assim por diante com as outras perspectivas do BSC.

3. Pilar dos processos internos

O objetivo dessa perspectiva é identificar os processos que mais impactam o seu negócio e aperfeiçoá-los. Resumidamente, aqui o foco é a qualidade dos processos internos, que precisam ser performados com cada vez mais assertividade até atingir a excelência.

Uma ressalva importante, porém, é que as atenções não podem estar voltadas somente aos processos internos. Também torna-se essencial identificar a necessidade de criação de novos processos, que tornem sua estratégia ainda mais plausível e facilitem o alcance dos seus objetivos.

A “qualidade”, então, pode ser medida por indicadores como:

  • Produtividade
  • Atendimento ao cliente ágil (pós-venda)
  • Compliance
  • Inovação
  • Outras métricas de desempenho internas

4. Pilar do aprendizado e crescimento

Por fim, a quarta perspectiva do Balanced Scorecard tem por objetivo trabalhar no aprendizado da empresa, como o próprio nome sugere. Dessa forma, ela representa o conhecimento e a experiência necessários para que a sua empresa atinja suas metas e, assim, cresça cada vez mais.

Vale pensar que, para que todos os objetivos que foram listados até aqui sejam alcançados, precisamos de pessoas. E de pessoas boas, preparadas para o mercado e alinhadas à cultura da empresa.

Assim, entre outros pontos, invista em:

  • Capacitações e treinamentos
  • Criação e/ou aplicação de um Culture Code
  • Iniciativas que promovam a satisfação dos colaboradores
  • Clima organizacional (indicador)

Hora da ação: construindo o Mapa Estratégico do Balanced Scorecard

Similar à análise SWOT, o Balanced Scorecard também pode ser traduzido em um mapa estratégico ou, em outras palavras, em um tipo de quadro-resumo visual do conceito de BSC que será implementado em sua empresa.

Para montar um formato mais simples, tudo o que você precisará é de uma tabela com as quatro perspectivas e seus respectivos elementos do BSC. Outros modelos ainda trazem os fatores interligados por linhas, para representar a interdependência das metas.

Por fim, adicione objetivos, indicadores, metas e ações ao espaço de cada perspectiva, considerando todos os pontos de vista possíveis.

É possível usar uma ferramenta para criação de diagramas online, o próprio Excel, quadros físicos, post-its, cartolinas… Como a equipe da empresa preferir, de acordo com o que se adapta melhor ao seu negócio e maneira de trabalhar.

📖 Leia mais: Mapa estratégico: o que é e como criar um para a sua empresa?

3 vantagens de utilizar o Balanced Scorecard

Ainda não te convencemos do poder do BSC? então listamos os principais benefícios do método abaixo. Confira!

1. Visão simples e intuitiva do planejamento

Não adianta ter o melhor planejamento do mundo se apenas poucas pessoas da sua organização conseguem entendê-lo. O Balanced Scorecard, por sua vez, fornece uma visão simples e intuitiva dos fatores mais importantes para o crescimento das empresas.

Com o BSC, fica fácil para todos os colaboradores entenderem quais são as principais metas e objetivos do negócio — uma vez que o mapa estratégico garante isso visualmente e também um contato mais efetivo das pessoas em relação ao que há para ser feito.

Além disso, todos ganham uma só visão clara do futuro da empresa, em um simples quadro, de forma que aqueles problemas de comunicação interna e “disse-me-disse” fiquem para trás.

2. Aperfeiçoamento contínuo

O mapa do Balanced Scorecard pode ser atualizado conforme a necessidade e, logo, consegue manter o flow de aperfeiçoamento da empresa.

Conforme os objetivos e metas vão se cumprindo, a ideia é renovar o quadro. Utilizando-o, assim, como uma ferramenta de otimização de desempenho que nunca fica ultrapassada.

Em um mercado tão competitivo e em constante transformação, o seu método de gestão precisa ser o mais personalizável possível, de forma que acompanhe tudo o que vem rolando no seu segmento, no país e — por que não — no mundo!

3. Integração entre indicadores tangíveis e intangíveis

O BSC foi um dos primeiros modelos de gestão estratégica a unir indicadores tangíveis e intangíveis na mesma estratégia.

Graças a ele (também), a visão de que somente indicadores financeiros e contábeis eram considerados importantes na hora de analisar o sucesso e crescimento da empresa tornou-se um mito.

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Afinal, Balanced Scorecard e OKRs podem ser usados juntos? 

Sim, ambas metodologias podem ser complementares em uma estratégia de nível mais avançado da empresa. Os OKRs são popularmente mais conhecidos nas empresas para fazer a gestão de objetivos e metas.

Na prática, a empresa pode desenvolver a estratégia baseada em um planejamento sólido e com mais detalhes, como o Balanced Scorecard, porém a atuação prática, principalmente dos times, acontecer por OKRs mensais, trimestrais ou semestrais.

Nesse caso, o BSC seria o foco mais amplo, com objetivos macro e longo prazo. Já os OKRs, trazem agilidade diante mudanças do mercado, além de serem guias palpáveis e mais direto ao ponto para o dia a dia de trabalho das equipes.Como observamos, o Balanced Scorecard permanece atual e assertivo, agregando pontos complexos de um negócio, que abrangem da relação com o mercado e clientes, até o relacionamento com seus colaboradores e o aprendizado e conhecimento da própria empresa.

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Bruna Dourado

Bruna Dourado

Quem escreveu este post

Bruna Dourado é Produtora de Conteúdo Sênior na RD Station. É formada em Publicidade e Propaganda pela ESAMC e em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia, com Pós-Graduação em Marketing e Growth pela Descomplica. Tem mais de 9 anos de experiência no Marketing Digital, em empresas de Tecnologia, Inovação e Marketing, além de certificados em SEO, CRM e Email Marketing, Copywriting, Inbound Marketing, Redes Sociais e outros.

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