
Remarketing é uma técnica de publicidade online que exibe anúncios para quem teve contato com uma marca. O objetivo é reengajar essas pessoas para que terminem a ação de conversão. Exige segmentação precisa e anúncios dinâmicos.
Você provavelmente já viu banners de anúncios “perseguindo” você após pesquisar algum produto ou serviço anteriormente, como uma promoção de passagem para determinado destino, um tênis ou um desconto na roupa que estava procurando.
Não, isso não é uma coincidência, e sim o remarketing entrando em ação.
O remarketing impacta muitas pessoas, mas elas não sabem que também podem utilizá-lo a favor de seus negócios, tanto B2B quanto B2C.
Então, se você quer atrair mais visitantes para o seu site e aumentar a conversão, neste conteúdo explicamos remarketing e trazemos algumas dicas na hora de criar sua campanha. Confira!
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O que é o remarketing?
Remarketing é uma estratégia de Marketing Digital que permite impactar novamente pessoas que já interagiram com a sua empresa, mas não concluíram uma ação desejada. Isso pode incluir visitantes que visualizaram produtos, adicionaram itens ao carrinho ou acessaram páginas específicas do site sem finalizar a compra.
O objetivo é reengajar esses usuários e aumentar as chances de conversão. Afinal, estudos mostram que a taxa média de conversão em Ecommerce varia entre 1,5% e 3% (Smart Insights), ou seja, mais de 95% dos visitantes não compram em determinada visita.
Nesse cenário de baixa conversão em relação às visitas, remarketing mantém sua marca presente até que o consumidor esteja pronto para decidir. Por ser tão relevante, o termo costuma ser confundido com retargeting.
No próximo tópico, vamos explicar melhor essa diferença para que você saiba quando e como usar cada um.
Importância do remarketing
Um dos maiores diferenciais do remarketing é o impacto direto no aumento das taxas de conversão. Como vimos, a maioria dos visitantes não realiza a ação desejada na primeira visita ao site. Ou seja, com o remarketing, sua empresa consegue reengajar esses usuários, incentivando que retornem e concluam a compra, solicitem um orçamento ou avancem em outra etapa do funil.
Além de elevar conversões, o remarketing também potencializa o retorno sobre o investimento em mídia paga. Nesse sentido, segundo os Panoramas de Marketing e Vendas da RD Station, o Google Ads continua sendo o canal que mais recebe investimento (41%), seguido pelo Instagram Ads (37%).

Esses são justamente os ambientes em que o remarketing ganha mais força, pois concentram a maior parte do orçamento de mídia das empresas.
Outro ponto importante é que, em 2025, os principais focos das empresas são gerar mais demanda de Vendas (34%) e aumentar o reconhecimento de marca (27%). O remarketing atua diretamente nesses dois objetivos: ajuda a reengajar potenciais clientes para elevar as conversões e reforça a lembrança da marca em diferentes pontos de contato.
Portanto, mais do que uma tática complementar, o remarketing é uma estratégia essencial para transformar investimentos de mídia em resultados concretos, especialmente em canais de alta prioridade como Google e Instagram.
Qual a diferença entre remarketing e retargeting?
Na prática, remarketing e retargeting são termos que significam a mesma estratégia: exibir anúncios para usuários que já tiveram contato com a sua marca. Portanto, a principal diferença está no uso que cada plataforma faz dos termos.
O Google Ads popularizou a palavra remarketing, enquanto ferramentas como AdRoll, ReTargeter e FetchBack utilizam mais o termo retargeting. Em ambos os casos, a ideia é a mesma: impactar novamente quem demonstrou interesse, mas não converteu na primeira interação.
É importante lembrar que, independentemente do nome, essa técnica ajuda empresas de todos os portes a aumentar conversões. Para uma empresa, por exemplo, isso pode significar mostrar um anúncio de desconto em um produto que o cliente abandonou no carrinho ou oferecer um serviço complementar para quem já contratou algo da sua empresa.
Em resumo: remarketing e retargeting não são estratégias diferentes, mas sim nomenclaturas distintas usadas por plataformas de publicidade digital.
Para que serve o remarketing?
O remarketing tem como função principal aumentar as chances de conversão, seja em vendas, geração de leads ou solicitações de orçamento. Isso porque a maioria dos visitantes não realiza a ação desejada logo na primeira visita ao site.
Com essa estratégia, sua empresa continua aparecendo para quem já demonstrou interesse, mantendo-se presente durante a jornada de compra. Assim, é possível lembrar o cliente da sua oferta, reforçar diferenciais e estimular o retorno ao site no momento em que ele estiver pronto para decidir.
Entre o primeiro contato do usuário com a empresa até a efetivação da compra, existem diferentes estágios:
- Consciência: quando a pessoa começa a pesquisar sobre o assunto, sem intenção imediata de comprar.
- Consideração: quando já há conhecimento e começa a comparação de preços ou busca por recomendações.
- Compra: momento em que a decisão é tomada e a transação é realizada.
- Fidelização: etapa pós-compra, em que o objetivo é gerar novas conversões e manter o relacionamento ativo.
Segundo os Panoramas de Marketing e Vendas da RD Station, empresas brasileiras concentram seus investimentos de mídia paga principalmente na decisão de compra (49%) e na descoberta (47%), enquanto 46% ainda não investem no pós-venda e fidelização.

O remarketing se torna estratégico exatamente nessas fases menos exploradas, ajudando a fortalecer o relacionamento, incentivar recompra e ampliar o ciclo de vida do cliente.
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Inscreva-se grátisComo funciona o remarketing?
O remarketing funciona de forma simples: quando alguém acessa seu site ou interage com um anúncio, o sistema armazena um pequeno chamado cookie no navegador desse usuário.
Esse cookie funciona como um lembrete digital: ele registra a visita e permite que plataformas como o Google Ads reconheçam esse usuário depois, exibindo anúncios personalizados em outros sites da Rede de Display, no YouTube ou até mesmo na Rede de Pesquisa, quando ele voltar a procurar pelo mesmo assunto.
Ou seja, na prática, significa que após visitar uma loja online de roupas, o cliente pode começar a ver anúncios com os produtos que acessou, muitas vezes com destaque para promoções ou condições especiais.
Para as pequenas e médias empresas (PMEs), isso abre oportunidades valiosas, como:
- Promover produtos vistos e não comprados: se um usuário visitou a página de um tênis, mas não finalizou a compra, o anúncio pode reaparecer oferecendo frete grátis.
- Reforçar ofertas sazonais: um restaurante pode impactar quem acessou o cardápio online com um anúncio de “promoção no jantar de sexta-feira”.
- Fidelizar clientes atuais: uma escola de idiomas pode exibir anúncios de cursos avançados para alunos que já concluíram módulos básicos.
Outro exemplo interessante é quando alguém pesquisa no Google por “software de Marketing Digital” e acessa o site, pode começar a ver anúncios do mesmo produto em portais de notícias ou até mesmo no YouTube, reforçando o contato até que esteja pronto para comprar.
O tempo de exibição dos anúncios é geralmente configurado em 30 dias, mas pode variar conforme a estratégia e o tipo de público que a empresa deseja atingir.
Formas de remarketing no Google Ads: Redes de Display e Rede de Pesquisa
No Google Ads, é possível trabalhar com remarketing de duas formas principais: pela Rede de Display e pela Rede de Pesquisa. Sendo assim, cada uma delas atende a momentos diferentes da jornada do cliente e pode ser combinada para gerar mais resultados.
Vamos conferir cada uma delas a seguir!
Remarketing na Rede de Display
A Rede de Display é formada por milhares de sites parceiros do Google (incluindo portais de notícias, blogs e até o YouTube) que disponibilizam espaços para exibir anúncios. Nesse formato, o usuário é impactado por banners com imagens relacionados ao produto ou serviço que ele já visualizou.
Por exemplo, um cliente entrou na página de pacotes de viagem do seu site, mas saiu sem comprar. Nos dias seguintes, ele começa a ver anúncios com fotos do destino e chamadas promocionais em blogs de turismo ou no YouTube, mantendo sua empresa em evidência.
Portanto, é comum esse tipo de anúncio aparecer em portais de grande audiência, como no site da Exame, onde banners de diferentes marcas são exibidos ao lado do conteúdo editorial. Essa visibilidade reforça a lembrança da marca e aumenta as chances de reconquistar o cliente.

Cada plataforma de remarketing tem acordos para montar sua própria Rede de Display, então, de acordo com a que você escolher, seus anúncios serão exibidos nos sites da rede dessa plataforma.
Muitas vezes são feitas parcerias, fazendo com que um mesmo site possa exibir anúncios de diferentes redes. No Youtube, também conseguimos realizar remarketing podendo ser antes do vídeo ou no seu decorrer.
Remarketing na Rede de pesquisa
Há ainda a opção de usar o remarketing da Rede de Pesquisa. Nele, os anúncios são exibidos na própria página de resultados. Sendo assim, fazem parte da Rede de Pesquisa a própria pesquisa do Google, Google Maps, Google Shopping, Google Imagens, grupos do Google e sites parceiros de pesquisa.
O formato dos anúncios na Rede de Pesquisa é diferente que em Display. Enquanto no Display é possível fazer banners com imagens e de tamanhos diferentes, na Rede de Pesquisa o formato é do anúncio de Ads padrão, com texto limitado.
Mas a maior diferença entre a Rede de Display e Rede de Pesquisa é que na primeira os banners de remarketing aparecerão para o usuário em sites parceiros que ele visitar, mesmo que ele não esteja atrás desse conteúdo.
Já na Rede de Pesquisa os anúncios são mostrados quando o usuário está novamente procurando sobre o assunto na página de pesquisa do Google, ou seja, ele está em um momento de interesse e as chances de conversão são grandes.
Na Rede de Pesquisa, os anúncios de remarketing aparecem como anúncios de texto (o mesmo formato padrão do Google Ads), exibidos quando o usuário volta a pesquisar pelo tema

Mais formas de remarketing: Facebook e Instagram
Uma boa estratégia é o remarketing no Meta Ads, que engloba o Facebook e o Instagram. Essa tática permite impactar pessoas que já demonstraram interesse na sua marca, seja visitando seu site, interagindo com seus conteúdos nas redes sociais ou até abandonando um carrinho de compras.
O recurso central para isso é o Pixel da Meta, um pequeno código instalado no site que rastreia ações dos visitantes. Com essas informações, é possível criar Públicos Personalizados no Gerenciador de Anúncios e segmentar campanhas de acordo com cada perfil.
Como funciona o remarketing no Meta Ads
- Instalação do Pixel da Meta: coleta dados como páginas visitadas, produtos visualizados, itens adicionados ao carrinho e compras concluídas.
- Criação de Públicos Personalizados: com base nesses dados, é possível segmentar:
- Visitantes do site: pessoas que acessaram seu site nos últimos 30, 60 ou 90 dias.
- Abandono de carrinho: usuários que adicionaram produtos ao carrinho, mas não compraram.
- Clientes ativos: ideal para oferecer produtos complementares ou campanhas de recompra.
- Envolvimento social: pessoas que interagiram com publicações, anúncios ou perfis no Facebook e Instagram.
- Criação da campanha de remarketing: com os públicos definidos, é hora de criar anúncios personalizados.
- Para abandono de carrinho, mostre o produto deixado para trás e ofereça um incentivo, como frete grátis.
- Para visitantes recorrentes, destaque os produtos que eles visualizaram, reforçando benefícios ou diferenciais.
- Para abandono de carrinho, mostre o produto deixado para trás e ofereça um incentivo, como frete grátis.
Por que o remarketing em redes sociais funciona tão bem?
- Aumenta as conversões: você fala diretamente com quem já conhece sua marca.
- Reduz custos: é mais barato reengajar um lead do que conquistar um novo.
- Fortalece a lembrança de marca: ao aparecer novamente, sua empresa se mantém presente na mente do consumidor.
Em resumo, o remarketing em Facebook e Instagram é um recurso essencial para empresas que querem aproveitar ao máximo o tráfego já conquistado e transformar visitas em vendas.
💡 Leia também: Biblioteca de Anúncios: como usar o recurso para melhorar suas campanhas?
Como criar uma campanha de remarketing no Google
Criar uma campanha de remarketing no Google Ads pode ser mais simples do que parece. Sendo assim, o processo envolve instalar a tag correta, configurar públicos e criar anúncios personalizados para cada grupo de usuários.
Confira um passo a passo a seguir:
1. Instale a tag do Google Ads
O primeiro passo é adicionar a Tag Global do Site (gtag.js) no seu site. Ela funciona como um rastreador, registrando as ações dos visitantes. Você pode instalar manualmente (colando o código no <head> do site) ou, de forma mais prática, usar o Google Tag Manager (GTM) para gerenciar todas as tags em um só lugar.
No Google Ads, vá em Ferramentas e configurações > Biblioteca compartilhada > Gerenciador de públicos-alvo > Fontes de dados > Tag do Google Ads.
Como instalar:
- Manual: copie o código da Tag Global do Site (gtag.js) e cole entre as tags <head></head> de todas as páginas do seu site.
- Com o Google Tag Manager (recomendado): crie uma nova tag, selecione “Google Ads – Remarketing” e insira o ID fornecido pelo Google Ads. Isso facilita alterações futuras sem precisar mexer no código do site.
Onde encontrar o ID?
No Google Ads, acesse Ferramentas e configurações > Biblioteca compartilhada > Gerenciador de públicos-alvo > Fontes de dados > Tag do Google Ads. Lá você verá o ID de conversão no formato AW-XXXXXXXXX, que deve ser copiado e usado na instalação da tag.
Esse número é único para cada conta e garante que as informações do seu site sejam enviadas corretamente para o Ads.
💡 Dica: se você já usa o Google Analytics 4 (GA4), pode vincular sua conta ao Google Ads e importar públicos direto do GA4, sem precisar duplicar esforços.
2. Configure os públicos
No painel do Google Ads, vá em Ferramentas e configurações > Biblioteca compartilhada > Gerenciador de públicos-alvo. Lá você pode criar diferentes tipos de listas:
- Visitantes do site: quem acessou páginas específicas, como a de preços ou produtos.
- Abandono de carrinho: pessoas que adicionaram itens ao carrinho, mas não concluíram a compra.
- Clientes: quem já comprou de você, ótimo para campanhas de recompra ou venda de complementos.
- Usuários do YouTube: pessoas que assistiram ou interagiram com seus vídeos.
- Lista de clientes: clientes que você já possui na base de contatos (desde que estejam de acordo com a LGPD).
Defina também a duração da associação (por quanto tempo alguém permanece na sua lista). O padrão é 30 dias, mas você pode ajustar conforme a jornada de compra do seu produto ou serviço.
3. Crie a campanha de remarketing
Com as listas prontas, crie uma nova campanha no Google Ads e associe o público que deseja impactar. Personalize os anúncios de acordo com a etapa da jornada:
- Quem visitou a página de preços: destaque benefícios e diferenciais.
- Quem abandonou o carrinho: ofereça incentivo, como desconto ou frete grátis.
- Quem já comprou: apresente produtos ou serviços complementares.
Com esses passos, mesmo uma pequena empresa pode usar o remarketing para manter contato com quem demonstrou interesse, reforçar a lembrança de marca e aumentar as chances de conversão.
Criando uma lista de remarketing no Google Ads
Com a tag instalada, é hora de pensar em estratégias. O remarketing é baseado em listas, como quem acessou as URLs relacionadas a determinado produto, quem entrou na página de preços, quem realizou uma compra no site, entre outras.
Então, é preciso analisar quais públicos são interessantes abordar por meio de novos anúncios.
Para usar listas de remarketing siga os seguintes passos:
- Acesse sua conta no Google Ads.
- Clique no ícone de Ferramentas e configurações (chave inglesa) e vá até Biblioteca compartilhada > Gerenciador de públicos-alvo > Listas de públicos-alvo.
- Clique no botão + Nova lista e escolha o tipo de público que deseja criar:
- Visitantes do site: pessoas que acessaram páginas específicas (ex.: página de preços).
- Usuários do app: quem já interagiu com seu aplicativo.
- Usuários do YouTube: inscritos, espectadores de vídeos ou pessoas que interagiram com seu canal.
- Lista de clientes: contatos que você já possui, desde que estejam em conformidade com a LGPD.
- Defina as regras de inclusão. Por exemplo:
- “URL contém /produto-x” → cria uma lista só de pessoas que visualizaram a página de um produto.
- “URL contém /checkout” → foca em quem iniciou o processo de compra.
- Escolha a duração da associação. Esse é o período que o usuário ficará na sua lista (padrão: 30 dias). Para produtos de compra rápida, 15 a 30 dias podem ser suficientes. Para vendas complexas, considere 60 ou 90 dias.
- Nomeie sua lista de forma clara, como “Visitantes – página de preços – últimos 30 dias”.
- Clique em Criar público-alvo.
Estratégias de remarketing para Rede de Pesquisa
Como já vimos até aqui, existem várias maneiras de trabalhar com listas para Rede de Pesquisa, então traremos alguns exemplos que podem ajudar você a pensar em estratégias para o seu próprio negócio.
Otimização de lances de palavras
Uma das principais práticas é aumentar o valor do lance para que seus anúncios tenham mais chances de aparecer para pessoas que já visitaram seu site. Isso significa que, quando esse usuário pesquisar novamente por palavras-chave relacionadas ao seu produto ou serviço, sua empresa terá prioridade e visibilidade maior.
Imagine que uma escola de idiomas já recebeu visitas na página “curso de inglês online”. Se esse visitante voltar a pesquisar por “aulas de inglês avançado”, aumentar o lance para ele ajuda a manter sua escola como primeira opção.
Diminuição de lances
É o contrário da estratégia anterior. Digamos que você tenha um produto que saiba que seu público compre apenas uma vez e não costuma realizar uma nova conversão a curto prazo.
Assim, quando um comprador procurar novamente sobre termos relacionados ao produto, você não quer que seus anúncios apareçam para ele, pois as chances de conversão são mínimas.
O que você pode fazer neste caso é diminuir o lance das palavras para que as chances de seu anúncio aparecer diminuam e você não gaste seus cliques com ele, mas sim possa mostrar seus anúncios para compradores em potencial.
Isso evita gastos desnecessários e libera orçamento para outros públicos com mais chance de comprar
Por exemplo, uma loja de eletrodomésticos sabe que um cliente que acabou de comprar uma geladeira dificilmente comprará outra em seguida. Nesse caso, reduzir o lance para esse público faz sentido, porque os recursos podem ser usados para atrair novos compradores.
Customização do texto do anúncio
Uma possibilidade do remarketing na Rede de Pesquisa é conseguir fazer pequenas modificações em anúncios para aparecerem novamente para um usuário com algum diferencial, como “frete grátis” ou “10% de desconto”.
Essa opção é possível se você duplicar uma campanha pronta e nessa segunda versão modificar os anúncios de acordo com suas estratégias, incluindo nele uma lista de remarketing.
Assim, quem já entrou em seu site e não converteu poderá ver seu anúncio novamente, mas com algum diferencial que pode ajudar a realizar a compra.
Uma loja de calçados, por exemplo, pode exibir um anúncio atualizado para quem visitou a página de um tênis, com a mensagem: “Tênis com 10% de desconto e frete grátis. Só hoje!”. Esse detalhe pode ser suficiente para fazer o cliente voltar e finalizar a compra.
Fidelização
O remarketing não serve apenas para gerar a primeira conversão. Ele também pode ser usado como estratégia de relacionamento, incentivando a recompra e apresentando produtos complementares.
Esse é um ponto muitas vezes ignorado pelas empresas, mas que pode aumentar bastante o valor do cliente no longo prazo.
Por exemplo, um pet shop pode criar uma lista com clientes que compraram ração e, após 30 dias, exibir anúncios lembrando-os de renovar o estoque. Além disso, pode sugerir brinquedos ou petiscos como itens complementares, aumentando o ticket médio.
Dicas rápidas na hora de montar uma campanha de remarketing
- Crie audiências relevantes: em vez de impactar todo mundo que passou pelo site, selecione públicos realmente estratégicos. Por exemplo: visitantes da página de preços, pessoas que abandonaram o carrinho ou clientes que já compraram e podem ser fidelizados. Isso aumenta as chances de conversão e evita desperdício de orçamento.
- Crie anúncios específicos para cada público: quanto mais personalizada a mensagem, melhor. Se alguém acessou a página de preços de um software, por exemplo, você pode exibir anúncios destacando diferenciais da sua solução ou oferecendo um desconto temporário. Essa adequação aumenta o impacto e a relevância.
- Lembre-se de ter boas Landing Pages: não adianta criar anúncios bem segmentados se o clique leva para a home do site. O ideal é direcionar o usuário para páginas que resolvam sua intenção rapidamente, como uma página de produto, de orçamento ou uma Landing Page de oferta.
- Faça análises constantes: monitore de perto os resultados para entender se os anúncios estão cumprindo o objetivo. Não olhe apenas para o CPC (Custo por Clique); avalie também métricas como CPA (Custo por Aquisição) e taxa de conversão, que mostram o retorno real do investimento.
- Não exagere na frequência: mostrar o mesmo anúncio muitas vezes pode gerar cansaço e até irritação no usuário. Um bom parâmetro é limitar a exibição a cerca de 10 visualizações por pessoa durante o período da campanha, ajustando conforme o desempenho.
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assistindo à essa demonstração gratuita!Exemplos de campanhas de remarketing
Como vimos até aqui, o remarketing pode ser aplicado em diferentes formatos e canais, sempre com o objetivo de reconquistar o interesse do cliente e aumentar as chances de conversão.
Portanto, para finalizarmos esse conteúdo, separamos alguns exemplos de campanhas de remarketing. Confira!
Abandono de carrinho em Ecommerce
Um cliente acessa uma loja virtual, coloca um tênis no carrinho, mas sai sem concluir a compra. Dias depois, ao navegar em portais de notícias como o G1, ele é impactado novamente por anúncios da Netshoes mostrando exatamente o modelo que deixou para trás, agora com desconto. Esse tipo de campanha é clássico no remarketing e costuma ter alto índice de conversão.

Reforço de ofertas sazonais
Empresas do setor de alimentos e bebidas, como a 3 Corações, usam remarketing para relembrar os consumidores sobre promoções em produtos sazonais.
Ao navegar em sites de grande audiência, o usuário pode ver anúncios destacando cápsulas de café com 30% de desconto, estimulando a recompra imediata.

Venda de produtos complementares
Depois de comprar uma máquina de café, é comum ser impactado por anúncios de cápsulas ou acessórios relacionados. Esse tipo de remarketing aparece em portais como o Valor Econômico, em que a marca reapresenta seus produtos complementares com descontos progressivos, incentivando a fidelização do cliente.
Geração de leads em serviços
Uma clínica de estética pode impactar novamente visitantes que acessaram a página de “limpeza de pele”, exibindo anúncios em redes sociais com chamada para agendar uma avaliação gratuita.
Assim, o remarketing funciona não só para Vendas, mas também para a captação de Leads qualificados
Recompra e fidelização
No varejo pet, marcas como a Petlove utilizam campanhas de remarketing para lembrar os clientes de renovar o estoque de ração ou acessórios para seus animais de estimação.
Após algumas semanas da primeira compra, o consumidor pode ser impactado com anúncios destacando descontos em rações ou kits de cuidados, incentivando a recompra e fortalecendo a fidelização.

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