[eBook] Como usar o Google Analytics: um guia para simplificar as suas análises
Última revisão:
Out 2024

Aprox.
37 min de leitura

Introdução
É praticamente impossível encontrar uma equipe de Marketing que não utilize de alguma forma no seu dia a dia o Google Analytics, carinhosamente chamado de GA. Afinal, essa é uma importante ferramenta de análise e atualmente é a solução de analytics mais popular mundialmente segundo os dados do BuiltWith. Ela é utilizada para monitorar com eficiência sua atuação online e traçar estratégias consistentes para o seu negócio.
Mas da mesma forma, é comum encontrar profissionais de Marketing ou gestores que sentem dificuldades ao utilizar a ferramenta do Google. Acessar a plataforma e não saber o que fazer ou por onde começar é uma sensação compartilhada por muitas pessoas.
Por ser tão robusto e possibilitar tantas análises, ele pode ser visto como um “bicho de sete cabeças” ou complicado demais para aprender a usar.
Se já sentiu isso na pele, você veio ao lugar certo! Fizemos uma super parceria para desmistificar todos esses problemas: nos unimos com a Eleonora Diniz, Consultora, Professora, Palestrante e principal Expert em Analytics do Brasil, para criar um guia de uso do GA!
Neste novo eBook, que mostra os detalhes de como usar o Google Analytics, você vai encontrar:
Lista de configurações básicas;
Melhores práticas para usar o Google Analytics;
Principais métricas e indicadores para acompanhar com a ferramenta;
Como usar o GA junto da Automação de Marketing;
Novidades com a versão GA4, atualização do Google Analytics.
Esperamos que o material ajude você a tirar todas as dúvidas sobre o GA e comece a utilizar todo o potencial que a ferramenta nos permite. O longo do conteúdo, você também verá as “Dica da Léo”, com tópicos especiais trazidos pela Eleonora.
Então vamos começar!
Veja como planejar suas ações de Analytics: para a produção deste eBook, utilizamos trechos do Guia de Planejamento para Analytics, um material complementar produzido pela Eleonora Diniz com a aplicação do seu framework. Indicamos a leitura para você obter um melhor resultado na implementação do Google Analytics.
Acessar o Guia de Planejamento para Analytics
Por que utilizar o Google Analytics?
Com certeza existem mil e uma perguntas que você se faz todos os dias sobre seu negócio, seu site ou seu blog. Muitas delas podem ser facilmente respondidas simplesmente abrindo o Google Analytics.
Dados sobre tráfego da sua página, localização dos seus visitantes, canais de origem e informações em tempo real do que está acontecendo no seu site são apenas uma fração do que pode ser conferido na ferramenta.
Acompanhar o comportamento do seu público-alvo é importante em diversos níveis, mas vamos apontar aqui alguns exemplos relevantes que mostram porque qualquer negócio precisa utilizar a ferramenta do Google:
1. Entender o melhor horário para suas ações
Saber os dias do mês, da semana ou até mesmo as horas que seus visitantes mais se engajam com o site é um dos principais benefícios de utilizar o Google Analytics.
Com esses dados em mãos, além de poder programar ações específicas, é possível saber também o que não fazer nos momentos de pico, como uma atualização de site que atingirá boa parte de seus usuários.
2. Descobrir causas para abandono do seu site
Analisar a taxa de rejeição, ou seja, quantos dos seus visitantes abandonam seu site sem ao menos interagir com ele, é mais um dos motivos para utilizar o GA.
Há alguns fatores que podem contribuir para a taxa de rejeição ser alta:
- a lentidão do site;
- o fato do site não ser responsivo;
- até mesmo a estrutura de conteúdo na página.
No GA você vai a analisar tempo de carregamento e conseguir saber os dispositivos utilizados pelos visitantes (detalhes no próximo tópico).
Se você vende um serviço e seu site não está gerando vendas, você já sabe que tem alguma coisa errada. Mas, analisando esse dado, fica mais fácil entender se o problema está na página ou no produto em si.
Dica da Léo: A melhor consulta no GA para fazer suas análises de taxa de rejeição fica em Comportamento → Conteúdo do site → Páginas de destino. Afinal a taxa de rejeição é calculada com base na página por onde o seu cliente acessou seu site (landing page ou página de destino).
A outra dica bacana é fazer uma classificação ponderada da taxa de rejeição para você ter noção das páginas que são estatisticamente mais relevantes de serem analisadas. Classifique primeiro o relatório pela coluna de rejeição e depois escolha a opção ponderada logo acima da tabela. Para fazer uma análise ainda mais turbinada, aposte no recurso de dimensão secundária.

3. Compreender quais os dispositivos utilizados por seus visitantes
Hoje é imprescindível que suas páginas estejam otimizadas para dispositivos móveis. Essa é inclusive uma das questões que podem prejudicá-lo em SEO, ou seja, nos resultados de busca, caso não esteja de acordo com as diretrizes do Google.
Mas, além disso, é possível que você precise investir mais em mobile ao longo do tempo, ou até mesmo que, para o seu negócio, faça mais sentido desenvolver aplicativos ou ações para mobile e não mais para desktop.
Analisando seu tráfego por meio do Analytics é possível saber qual dispositivo tem sido mais utilizado por seus visitantes para acessar seu site. Acompanhe seus resultados dessa consulta em Público-Alvo → Dispositivos Móveis → Visão Geral
4. Acompanhar conversões
Por mais que você acompanhe o tráfego, a taxa de rejeição, os dispositivos de acesso e entenda os horários que o seu usuário mais visita o seu site, é fundamental monitorar as conversões. Afinal seu site foi desenhado para que o seu cliente possa fazer alguma ação dentro dele e que essa ação faça sentido para o seu negócio.
Para acompanhar suas conversões, utilize o recurso de criar metas (veja os detalhes no capítulo deste eBook Importância de Criar Metas).
Dicas de configurações para aproveitar os recursos do Google Analytics
Apesar de hoje ser quase uma regra ter o Google Analytics configurado, ainda é possível encontrar muitas empresas que não fizeram esse processo ou que não exploram o potencial dessa ferramenta.
Além disso, muitas empresas perdem informações ao longo do percurso por não saber configurar de maneira correta.
Então já vamos para o primeiro passo: você vai precisar de uma conta do Google. Dê preferência para uma que só você tenha acesso e que seja de uso profissional, já que você deverá utilizá-la enquanto o site existir.
Depois, é só acessar a página inicial do Google Analytics e clicar em Criar uma conta.
O próprio sistema indicará os próximos passos. Depois de clicar no botão Inscreva-se e preencher os dados solicitados, você receberá um código de acompanhamento.
O código deve ser inserido em todas as páginas do seu site. Geralmente em páginas html o código é adicionado antes da tag de fechamento </head>. É esse processo que chamamos de tagueamento, e é a partir desse código inserido nas suas páginas que o Google Analytics consegue fazer a captura de dados.

Vale lembrar aqui que o local de inserção pode variar. Se o seu site foi feito em WordPress, por exemplo, você pode buscar uma opção para colocar o código no header, ou até mesmo instalar um plugin para facilitar o processo.
Pronto! Agora é necessário aguardar 24h para que seus dados comecem a ser coletados.
Dica da Léo: Recentemente o Google lançou o novo Google Analytics, que é o GA4. A recomendação do próprio Google é manter a conta tradicional (universal analytics) e também habilitar a conta nova (Google Analytics 4) → veja mais no final desse eBook sobre como criar uma conta com as 2 configurações.
Como liberar o acesso para outros usuários no Google Analytics?
Caso queira que outras pessoas utilizem o Analytics, não tem problema: você poderá conceder esse acesso depois. Para dar acesso a outros usuários, vá em Administrador, selecione a conta desejada e clique em Gerenciamento de usuários.
Em Adicionar permissões para insira o email do usuário Google que deseja adicionar e escolha a permissão que será concedida. Clique em Adicionar.
Vale lembrar que a ferramenta traz inúmeras possibilidades e, quanto mais bem configurada ela estiver, mais dados estruturados ela será capaz de coletar.
Assim, uma ótima ideia é se aprofundar tanto na configuração quanto na análise e nos relatórios que ela é capaz de gerar.
O próprio Google disponibiliza um canal no YouTube e uma página específica para aprendizado com dicas e cursos sobre o serviço oferecido por eles.
Boas práticas de uso no Google Analytics
Para conseguir tirar o máximo de proveito dos dados disponibilizados no Google Analytics, existe uma série de boas práticas que podem ajudar no seu dia a dia.
Aqui vamos destacar algumas delas que podem fazer parte da sua rotina de análises.
1. Dimensões secundárias
Quando falamos de dimensões de informações qualitativas, parte dessas dimensões são automaticamente capturadas pelo Google Analytics pela tag de página. Nos tagueamento de eventos e de e-commerce, devemos ter um maior controle e padronização na captura do dado já que o Google Analytics diferencia letras maiúsculas e minúsculas.. Portanto, tenha atenção aqui!
Se for necessário, crie uma lista dos nomes dos eventos que serão tagueados para garantir a padronização. Nesse caso, evite nomes com acentos e dê preferência por escrever tudo em letras minúsculas, vai facilitar a contabilização das métricas.
A primeira dica essencial são as dimensões secundárias. É algo relativamente simples e já entrega muito valor para quem está analisando. Apesar de simples, grande parte das pessoas não sabe usar direito ou nem sabe que este recurso existe.
Dimensões primárias
Antes de falar das secundárias, vamos falar primeiro das primárias. Essa é a parte que a maioria das pessoas está mais familiarizada.
A grosso modo, é o principal parâmetro que você quer analisar, como por exemplo “páginas”, “origem” e “campanha”. Ao selecionar alguma dimensão primária (como por exemplo “páginas”), vou ver o desempenho em números de todas as minhas páginas, como o número de visitantes, tempo médio, taxa de rejeição (bounce rate), etc.

Dimensões secundárias
As dimensões secundárias permitem aprofundar as análises das dimensões primárias. Ao selecionar uma determinada propriedade primária (por exemplo a página ‘/blog’), é possível usar as dimensões secundárias, que se abrem várias possibilidades de análise.
Por exemplo:
Dimensão primária: Página → mostra uma lista de páginas e desempenho por página
A clicar na página ‘/blog’ e selecionar a dimensão secundária “tipo de tráfego” -> mostra a distribuição de visitas ao blog de acordo com o tipo de fonte de tráfego (orgânico, direto, referência, social, etc).

2. Acompanhar campanhas
Uma das grandes vantagens do Marketing Digital é a possibilidade de medir o retorno sobre o investimento das ações de marketing. Para ajudar com isso, é muito comum separar essas ações por campanhas. E é esse acompanhamento de ações e campanhas que o Google Analytics pode ajudar a medir.
Inclusive, se você conectar o Google Ads com o Analytics, as suas análises de campanha ficarão mais completas.
Quer um exemplo de como funciona? Imagine que você está fazendo uma campanha específica de Natal. Nessa campanha, você faz alguns envios de Email Marketing, compra anúncios no Google Ads e Facebook Ads, compra espaço de banner em algum site e faz uma série de guest posts em blogs. O grande objetivo com todas essas ações é trazer tráfego e converter esses visitantes em Leads.
Através de URLs rastreáveis que explicamos no post O que é UTM e como criar parâmetros para suas URLs com um Gerador de UTM (URL Builder), é possível agrupar todas essas ações específicas em uma campanha e ver quantas visitas e conversões ela gerou.

3. Criar dashboards
Podemos traduzir os Dashboards como um painel de controle, ou seja, um compilado das principais informações e métricas do seu negócio. Eles são essenciais para quem trabalha com dados quantitativos, facilitando o acompanhamento das métricas principais e a ter uma visão do todo.
No GA encontramos uma infinidade de métricas, mas algumas são muito mais estratégicas para o seu negócio que outras. Por isso, o Google permite que você escolha sozinho o que serão as primeiras informações que você verá ao entrar na sua conta.

Construir o Dashboard no GA se resume basicamente em adicionar widgets, que são interfaces criadas pelo próprio Google para o acompanhamento dos números. Você precisa somente saber o que acompanhar e montar os widgets de acordo com sua necessidade.
O GA também fornece a possibilidade de importar Dashboards construídos por outras pessoas, desde que estes tenham sido disponibilizados publicamente.
Alguns exemplos possíveis são cronogramas de novos usuários, geomaps de sessões e gráficos de barra para a taxa de rejeição da página.
Uma solução alternativa para quem busca praticidade e análises ainda mais profundas é o uso de softwares especializados, como o Marketing BI, parte integrante do RD Station Marketing. Nele você encontra todas as principais métricas relacionadas ao seu negócio, canais de aquisição e campanhas.
4. Monitorar Eventos
Esta dica é um pouco mais avançada, já que precisa da ajuda de um desenvolvedor ou de alguém que tenha uma noção de código.
Além de ter conhecimento das páginas que seus usuários visitam, é muito importante entender como esses usuários interagem com seu site, quais botões são clicados, quais menus são abertos e sob quais circunstâncias esses eventos ocorrem. Isso vai conseguir trazer uma riqueza de informações muito maior para análise.
Para descobrir estas informações, o GA permite que você configure detalhadamente o que será coletado por meio de eventos. Esses eventos são monitorados pelo Google Analytics e organizados de acordo com os os parâmetros que foram configurados.
Algumas aplicações de eventos
- Botões e menus: monitorar cliques do conteúdo oferecido pelo seu site, entendendo quais botões e características são melhores para otimizar as conversões, além de medir a taxa de clique por abertura do menu;
- Visualização de vídeos: eventos de início, final e pausa do vídeo, entendendo quais momentos do vídeo provocam mais saídas;
- Mapas: no caso de negócios locais, quando o usuário pesquisa uma rota até sua empresa é enviado um evento com a posição do início da rota, assim você entende de quais regiões da sua cidade seus clientes estão sem pedir o endereço em formulários;
- Interações com pop-ups: da mesma forma, é importante saber como os pop-ups estão trazendo resultado, e com isso determinar o momento exato que ele deve aparecer, entender motivos que fazem os visitantes clicarem ou não;
- Erros em formulários: quando um usuário tente enviar os resultados do formulário, é enviado um evento com os campos problemáticos, compreendendo quais campos geram mais atrito para a conversão.
Para configurar, defina quais eventos você quer passar a medir e passe o seguinte link para o seu programador (ou empresa que cuida do seu site): https://support.google.com/analytics/answer/1033068?hl=pt-BR.
Visualizando os eventos no Google Analytics
Para visualizar os eventos enviados, acesse Comportamento → Eventos → Visão geral.
Dessa forma, podemos analisar os eventos organizados em categorias, ações ou legendas. Na figura a seguir mostramos o caso listando os eventos por ação:

Ao clicar em algum desses eventos, são listados os elementos assim como outras tabelas do Google Analytics, com possibilidades de exportação de tabelas em .csv, dimensões secundárias, entre outras.
Melhores Métricas e Indicadores para acompanhar no Google Analytics
Sempre é bom comentar a diferença do que é uma métrica e um indicador/KPI.
- A métrica é uma medida, um número e depende que você analise para saber se o número é bom ou ruim, pois por si só ele não traz essa informação;
- Já um indicador é calculado à partir de métricas e, por sua vez, traz a informação se há um bom desempenho ou não daquilo que se quer medir.
Aqui vamos dar uma breve introdução sobre o significado de cada uma das métricas e KPIs mais comuns para se acompanhar no Google Analytics, tanto quando se fala em indicadores direcionados para o trabalho de Marketing Digital – aqueles que indicam os passos de um usuário no site – quanto os de negócio.
Embora a mensuração de cada um desses termos por si só não diga muita coisa, todos eles serão utilizados de alguma forma nas análises mais profundas, por isso é importante conhecê-los.
1.Métrica – Visita (ou sessão)
Uma visita corresponde ao momento em que alguém entra e navega pelo seu site até o momento em que decide sair.
2. Métrica – Visitante (ou utilizador)
Visitante é aquele que fez ao menos uma visita ao site. Se durante o dia eu acesso o site pela manhã e novamente pela tarde, são contadas duas visitas, mas um único visitante.
Ao acessar o site, cada visitante recebe em seu navegador um único cookie capaz de gerar uma identificação. Esse cookie funciona mais ou menos como um carimbo, capaz de indicar que aquela pessoa já esteve por ali.
Por isso, esse dado nem sempre é muito confiável: da mesma forma que o carimbo
sai com o banho, o cookie pode ser limpo pelo usuário ou não identificado caso o
acesso seja feito por um navegador diferente.
3. Métrica – Pageviews (ou visualizações de páginas)
Em uma única visita ou sessão, o visitante pode passar por diferentes páginas. Você pode entrar em um site através de um post, clicar em contato, voltar para o blog, ler outro post e acessar uma série de outras páginas. A cada página acessada, contabiliza-se um pageview.
4. Indicador – Taxa de rejeição (bounce rate)
No Google Analytics, a taxa de rejeição indica o percentual de visitas em que o visitante saiu do site tendo visitado apenas uma única página, sem fazer algum tipo de interação. É o apelidado “bate e volta”. Essa métrica pode ter definições diferentes e ser ajustada de acordo com o objetivo da análise.
Ela também pode ser, por exemplo, a taxa de pessoas que ficaram menos de 30 segundos em uma página e não clicaram em mais nada.
5. Indicador – Percentual de saída
Essa indicador mostra qual o percentual de visitantes que deixou o site ao visitar determinada página. Sites de ecommerce, por exemplo, costumam se preocupar com o percentual de saída na página de checkout, já que isso indica quantas pessoas abandonaram o carrinho.
Como transformar suas métricas em indicadores?
Dica da Léo: Procure calcular a taxa de crescimento, isso vai ajudar você a perceber como está o desempenho das suas métricas. Isso vale de visitas (sessões) à Receita. Por sinal, Receita enquanto valor é uma métrica também.
Taxa de crescimento é um indicador à partir da sua métrica. Com ele você vai saber se está crescendo de fato (quando o valor é positivo) ou está perdendo (quando o valor da equação é negativo).
Vamos ver um exemplo de uma consulta que é muito confundida com indicador. Fonte de tráfego não é indicador, isso é uma dimensão, como vimos na definição acima.
Exemplo de análise de métricas e KPIs na consulta de fontes ou canais de tráfego (aquisição)
A fonte de tráfego indica a origem das visitas ao seu site. É importante saber exatamente o que cada uma das fontes (ou canais) quer dizer, já que eles refletem uma área de investimento e atuação específica do seu negócio.
Direta
O visitante clicou no link de um arquivo fora do navegador (como um pdf) ou então digitou por conta própria o endereço do site na barra de navegação.
No entanto, é preciso muito cuidado. Quando as ferramentas não identificam exatamente a fonte elas contabilizam como tráfego direto e isso pode prejudicar a análise. Veja mais detalhes no post sobre Tráfego direto no Google Analytics.
Orgânica
O visitante chegou ao site através de um link na parte orgânica (gratuita) dos resultados de uma ferramenta de busca. É cada vez mais difícil verificar com precisão quais foram as palavras buscadas para se chegar ao site, uma vez que o Google passou a bloquear essa informação dos usuários logados.
O visitante recebeu um email com link para o seu site e realizou o acesso a partir dele, registrando o canal dentro do Analytics.
Busca paga
O visitante chegou ao site através de links patrocinados em uma ferramenta de busca. É possível verificar por quais palavras ele buscou para chegar ao site, a taxa de conversão e outras informações.
Isso é essencial no momento de cortar ou ajustar investimentos que não funcionam e investir mais onde tem funcionado. Os resultados de buscas paga só vão aparecer se você conectar sua conta do Ads ao Analytics.
Links de referência
O visitante entrou no seu site a partir de um link em algum outro site, portal ou blog, por exemplo. É possível verificar em mais detalhes exatamente cada um dos sites que foram fonte de origem.
Social
São os visitantes que chegaram ao clicar em links indicados nas mídias sociais. Também é possível desdobrar esse tráfego e ver exatamente como cada rede contribuiu.
Display
São os anúncios no formato display, como banners. Mais uma vez, entender esse canal ajuda a direcionar seus investimentos.
Dica da Léo: Vamos ver 2 indicadores que vc pode obter no analytics na consulta de fonte de tráfego.
% de participação de cada tráfego (com base em visitas)
- Transforme a sua visualização para porcentagem (ícone de pizza)
- Escolha no combo de métricas e no combo da pizza a métrica de sessões
- Perceba que uma coisa é olhar o valores, outra é ver na pizza o percentual de participação de cada canal. Com isso transformamos a visão de uma métrica em um indicador que vai mostrar, neste exemplo, que o tráfego orgânico é o maior e corresponde a 43,62% do volume de visitas geradas para o site.

ver a taxa de crescimento no GA
- Utilize o recurso de comparação de períodos
- Escolhas os períodos a serem comparados
- Primeiro escolha o período atual e compare com o período anterior

A linha Percentual de Alteração é justamente a sua taxa de crescimento. Observe que o tráfego direto teve um aumento de mais de 200% em usuários e visitas. Já o Orgânico teve uma perda de 68% de tráfego Orgânico de usuários e 64,03% de perda na métrica de visita.
Com que frequência analisar os KPIs?
Entendemos que há três dimensões de análise que você pode realizar com objetivos diferentes: diária, semanal e mensal.
A análise diária é mais um acompanhamento que serve para identificar possíveis grandes desvios (para cima ou para baixo) em métricas importantes, desempenho de novos conteúdos publicados e também recomendações de terceiros em blogs ou mídias sociais que tiveram um impacto relevante.
Por isso, recomendamos que avalie diariamente métricas mais simples, como o número de visitas, Leads gerados e desempenho das fontes de tráfego e páginas mais acessadas.
Essas informações vão dar uma indicação geral de status, mostrar se houve algum post com boa repercussão e quais foram os sites/pessoas influentes que linkaram para seu site, assim sua empresa pode agradecer e comentar sobre o conteúdo.
Já para a análise semanal, avalie essas mesmas métricas, mas adicione um julgamento para indicar se as metas do mês estão se encaminhando para serem batidas ou se será necessário algum esforço extra.
Outra informação que pode ser analisada semanalmente são os testes que sua empresa fizer: por exemplo, se você tentar otimizar uma página para determinada palavra-chave, pode checar o “antes e depois”. Geralmente é inviável (ou mesmo inconclusivo) fazer e avaliar esse tipo de experimento diariamente.
Por fim, para a análise mensal, indicamos fazer uso de um relatório mensal bastante denso (aqui você tem acesso a um template de relatório mensal) e que inclua as informações dos três níveis de métricas que apresentamos ao longo deste eBook. Sairão dele os insights que vão ditar os próximos passos de forma mais estratégica.
Quem deve analisar os dados?
Recomendamos fortemente que sua empresa tenha alguém para acompanhar os relatórios diários e semanais. É algo que pode ser feito em 5 minutos todos os dias, mas é importante que alguém carregue essa responsabilidade.
A ideia de ter pelo menos uma pessoa a frente dessa análise é certificar que as coisas estejam correndo bem. Isso só faz sentido se acompanhado de perto e com a frequência adequada.
Já o relatório mensal, completo, deve ser acompanhado pelo gestor de Marketing e os colaboradores envolvidos na área. É a partir dele que se diagnosticam oportunidades e são planejados os testes e ações de melhoria para o mês seguinte.
Por fim, recomendamos recortar uma parte do relatório mensal (o 1º nível que indicamos no template) para que isso seja apresentado para a diretoria. Essa apresentação é importante para que as outras áreas, como vendas e operações, se preparem para receber a demanda.
É a partir desse relatório também que a diretoria dará sinal verde ou não para a expansão das ações em Marketing Digital.
Importância de criar metas dentro do GA
Falamos no tópico anterior sobre as definições de métricas, indicadores e KPIs. Esses levantamentos são necessários para cadastrar as metas que serão acompanhadas via GA.
Para cada objetivo que sua área possui, seja o volume de downloads de um material ou o número de visitas a uma página específica, você pode definir uma meta para depois tirar insights importantes na tomada de decisão. A grande vantagem de definir essas metas é poder cruzá-las com praticamente qualquer outra informação trazida pelo Google Analytics.
É possível que existam casos em que as metas precisam ser acompanhadas por sistemas internos da empresa ou por outros softwares de mercado. O importante aqui é ter controle de todas as metas que precisam ser monitoradas para saber se o negócio está indo bem ou não.
- Dica: Em cada view é possível criar até 20 metas/funis de conversão.
Um exemplo prático de uma meta que usamos com muita frequência é o preenchimento de um formulário em alguma Landing Page. Toda vez que uma Landing Page é preenchida, atingimos uma conversão, meta que definimos no GA.
Com isso, acompanhamos alguns relatórios do tipo:
- Quantas conversões determinada campanha de email trouxe. Assim medimos a eficácia de cada material enviado para a base de Leads;
- Quantas conversões tivemos a partir de visitantes vindos do Google. Assim vemos quais páginas estão trazendo mais visitantes orgânicos e quantas conversões ela está gerando;
- Quantas conversões tivemos de visitantes vindos de mídia paga. Dessa forma vemos quanto está custando a conversão em cada material e cada campanha.
Na prática, existem 4 tipos de metas que podemos definir:
- Destino → Significa que a meta será atingida a cada visita à página que você definiu. Por exemplo: você pode definir que a meta será atingida quando alguém visitar uma página de confirmação de compra, ou ainda uma página de agradecimento de material;
- Duração → A meta será atingida quando o tempo de permanência em determinada página foi maior do que o tempo definido. Por exemplo, se você possui uma página com um vídeo contando um estudo de caso e esse vídeo possui 3 minutos, pode definir como meta um tempo de permanência adequado ao tempo de duração.
- Páginas / telas por sessão → Neste caso, a meta será atingida quando um visitante passar por mais de X telas. Por exemplo: se um dos objetivos do site ou blog da sua empresa é o engajamento com o conteúdo e esse conteúdo está paginado, pode escolher medir dessa forma;
- Evento → Explicamos um pouco mais sobre eventos nos tópicos anteriores, mas trata-se basicamente de “algo que aconteça” no site. As possibilidades aqui são muitas. Por exemplo: o clique em um call-to-action específico, o preenchimento de um formulário, o clique em um play de um vídeo, o clique em um botão para realizar um download, entre outros.
Vamos detalhar cada uma delas logo abaixo:
1. Destino – Metas de visualização de uma página
Utilize essa meta quando precisar saber se um usuário viu uma determinada página. Esses são exemplos de aplicação:
- Em fluxos de preenchimento de formulários, a página de destino é aquela em que o usuário vê a mensagem “obrigado pelo envio dos dados”.
- No e-commerce, essa página é aquela em que o usuário, ao concluir a compra, recebe a mensagem “obrigado por comprar conosco, segue o código da sua transação”.
- Cadastre a página de destino na meta e, se desejar, habilite a construção do funil de conversão, cadastrando as páginas anteriores à página de destino (trajeto esperado a ser percorrido pelo usuário).
- Neste caso, a taxa de conversão calculada pelo GA será o percentual de sessões (visitas) que chegaram à página de destino informada anteriormente.
- Caso você tenha habilitado e cadastrado as páginas do funil, o GA também vai exibir a taxa de conversão do funil que é justamente o percentual de visualizações da página de destino sobre o total de sessões (visitas) que iniciaram a jornada.
Além do carrinho de e-commerce, que mostrará os pontos de abandono da jornada e as volumetrias, recomenda-se criar uma meta de destino para o e-commerce com o funil habilitado. Dessa forma, será possível analisar, em cada ponto de fuga da jornada de compra, para quais páginas o usuário foi ou até mesmo se ele saiu do website.
2. Duração – Metas de Engajamento
A meta de duração é muito importante para websites que oferecem muito conteúdo aos usuários. Nestes cenários levamos em conta o tempo que o usuário leva para consumir esses conteúdos.
- Use como referência a métrica “duração média da sessão” que pode ser consultada na tela de “público-alvo/visão geral”.
- Na sequência crie a meta de duração, definindo um tempo que considere como engajamento do usuário.
- Neste caso, a taxa de conversão calculada pelo GA será o percentual de sessões (visitas) que atingiram, em minutos, o tempo de permanência pré-estabelecido.
3. Páginas – Metas de quantidade de visualizações
A meta de página acompanha o número de páginas visitadas pelos usuários.
- Use como referência a métrica “páginas/sessão” na consulta de “público-alvo/visão geral”.
- Na sequência, crie a meta com a quantidade de páginas que considerar como sendo engajamento do usuário.
- Neste caso, a taxa de conversão calculada pelo GA será o percentual de sessões (visitas) que atingiram o número de páginas pré-estabelecido.
4. Eventos – Metas de ações
Como vimos, um evento é uma ação previamente tagueada com base no planejamento de macro e micro conversão.
- Um evento pode ser um clique em um determinado botão, banner ou download.
- Os parâmetros do evento, que foram especificados no tagueamento, precisam ser cadastrados na meta.
- Neste caso, a taxa de conversão calculada pelo GA será o percentual de sessões (visitas) que realizaram as ações anteriormente definidas como relevantes.
Como criar uma meta no Google Analytics
Para criar uma meta, vá até a aba Administrador e em seguida escolha a conta, a propriedade e a vista da propriedade para a qual você quer definir uma meta. Clique em Metas e, em seguida, Nova Meta.
Escolha o tipo de meta que você quer criar e siga os passos indicados pelo GA. No exemplo abaixo, vamos criar uma meta de conversão em Landing Pages criadas pelo RD Station Marketing.
Dê um nome para a meta, escolha a opção Destino e clique em Próxima etapa. Na próxima tela, escolha a opção Expressão regular e, na caixa de texto, coloque /conversao

Apenas para deixar claro, a opção Expressão regular se refere a uma expressão que pode aparecer em diversas URLs diferentes. Dessa forma, você não precisará criar diversas metas para medir diversas páginas.
No caso das Landing Pages do RD Station, cada conversão gera uma visualização no “endereço-da-lp/conversao”. Na prática isso significa que todos os Leads passam por essa página “invisível” logo após converter e isso gera a conversão no Analytics.
Quer visualizar a meta na prática? Veja o relatório de conversões de cada página do site indo na aba Relatórios e, em seguida, Comportamento → Conteúdo do site → Páginas de destino. Logo acima da tabela, ao lado direito, já deverá aparecer a opção de escolher a meta que você definiu (caso já não esteja lá).
Esse relatório mostra, para cada página do site, quantas pessoas acessaram essa página e, a partir daí, quantas realizaram uma conversão.
Como uma ferramenta de Automação de Marketing pode ser usada em conjunto com o Analytics?
Para ter uma visão mais global dos dados do seu site, a ferramenta gratuita do Google Analytics é a mais utilizada no mundo.
Por ser tão robusta, ela é tida praticamente como padrão por todo tipo de empresa. Mas quando queremos estruturar uma operação completa de Inbound Marketing, devemos utilizar o GA junto de uma solução de Automação de Marketing.
Tanto o Google Analytics quanto a ferramenta de Automação de Marketing fornecem às empresas informações valiosas sobre o comportamento online dos usuários para planejar suas estratégias de Marketing Digital. Ao avaliar cada uma delas, fica claro que cumprem papéis específicos que no fim se complementam.
Papel da Automação de Marketing
As soluções de Automação de Marketing têm ênfase no fluxo de trabalho para facilitar a cooperação entre os departamentos de Marketing e Vendas.
Começando com a identificação dos usuários desde o momento em que visitam uma página, a ferramenta começa a reunir informações e criar um perfil de usuário, uma vez que as informações de contato tenham sido disponibilizadas. É o trabalho de geração de Leads.
Se os usuários estiverem engajados ativamente com o conteúdo de um site, a ferramenta de automação complementa o perfil do Lead. O marketing pode então encaminhar o possível cliente para o departamento de vendas assim que ele achar que o Lead é qualificado, ou seja, que está pronto para se tornar um cliente pagante.
Mas além disso, a ferramenta de automação fornece toda a base para criar suas campanhas de marketing:
- Criar Landing Pages de forma rápida;
- Lançar campanhas de Email Marketing;
- Filtrar e segmentar seus Leads;
- Implementar seus fluxos de contatos;
- Manter o registro das respostas recebidas nos seus formulários;
- Enviar Leads automaticamente para seus vendedores quando estiverem prontos para a compra;
- Analisar todos os canais de comunicação;
- Integrar com soluções de WhatsApp, ampliando as possibilidades de comunicação.
Conectando o GA com a ferramenta de automação
Já o Google Analytics, como vimos até aqui, tem o papel de coletar muitos dados de tráfego que são importantes. No entanto, essas informações são apenas anônimas. O objetivo da ferramenta é verificar o efeito de suas atividades online.
Embora o Google Analytics ofereça o recurso opcional de Alertas personalizados, esses alertas se referem apenas a grupos de usuários definidos anteriormente, mas nunca a usuários individuais. Isso significa que o Google Analytics por si só não oferece os recursos necessários quando o objetivo é identificar toda a jornada de compra que atenda às suas necessidades individuais.
No entanto, combinando essas duas soluções de marketing, as empresas têm exatamente as ferramentas de análise de que precisam para gerenciar com sucesso suas campanhas.
Benefícios de utilizar o Google Analytics com uma solução de Automação de Marketing
Combinar o Google Analytics e a automação de marketing traz para você as seguintes vantagens:
- Você combina as ferramentas mais eficazes e comprovadas para análise de dados do seu público;
- Você sabe mais sobre o seu tráfego do que a maioria dos seus concorrentes;
- Pode reagir às preferências de seus clientes de forma proativa;
- O trabalho de Marketing e Vendas fica cada vez mais alinhado, falando com o público certo;
- A qualidade dos dados aumenta com o passar do tempo.
Para garantir esses benefícios, você pode utilizar na prática o RD Station Marketing, ferramenta de Automação de Marketing líder de mercado. Você pode organizar seus canais digitais e ver em um único lugar seus resultados: de Marketing a Vendas. É só fazer seu teste gratuito aqui!
- Dica: Para conferir os detalhes de implementação da Automação de Marketing, confira abaixo o webinar sobre Como planejar seus fluxos de automação para escalar e ter previsibilidade nos resultados, que fez parte da Semana do Planejamento de Marketing Digital:
Novidades com a atualização do GA4
Como falamos anteriormente, o Google lançou recentemente o Google Analytics 4. Caso você queira habilitar o GA no seu site, é recomendação do Google ainda ter a versão chamada de Universal Analytics e também habilitar a versão GA4.
Vamos ver aqui o passo a passo de telas para você ter as 2 versões:
1. Entre no Admin do GA.
2. Escolha Criar uma conta e na tela abaixo informe o nome

3. Crie a Propriedade e aqui está o ponto de decisão, que é clicar em Mostrar opções avançadas

4. Criando a conta Universal Analytics e GA4, habilite a opção Criar uma propriedade do Universal e aqui você percebe que o Google abre a possibilidade de ter as duas contas. Escolha essa, mas lembrando que agora serão gerados 2 códigos e por isso é necessário fazer 2 tagueamentos.

5. O Google vai pedir informações sobre sua empresa e o propósito com o Analytics (não é obrigatório fazer esse passo, siga em frente).
6. Depois você vai precisar assinar o termo de adesão e LGPD.
7. Ao finalizar ele vai mostrar a tela de confirmação do GA4.

8. Mas ao voltar ao admin do GA você verá que ele criou as 2 propriedades.
Conclusão
Como vimos, a análise dos dados através do Google Analytics faz parte de toda estratégia de sucesso em Marketing e Vendas.
Se você deseja chegar ao nível avançado e trazer um rápido crescimento nas suas métricas, é preciso começar e dar o primeiro passo, fazendo as configurações indicadas aqui e seguindo as boas práticas de uso da ferramenta.
O papel dessas análises é justamente olhar para indicadores que ajudam a criar um processo de melhoria contínua. Então lembre-se: essa disciplina de acompanhamento no Google Analytics gera informações para você focar no crescimento da sua empresa. Olhar para os dados é a melhor forma de encontrar esses caminhos de crescimento.
Esperamos que esse passo a passo descrito ao longo do eBook tenha sido valioso. Mas além disso, temos algumas sugestões para seguir nesse caminho:
- Faça o teste gratuito do RD Station Marketing, integre com o Google Analytics e coloque o que aprendeu por aqui em prática;
- Acompanhe a Eleonora Diniz no LinkedIn.
Sempre que precisar, pode contar com a gente para melhorar os resultados da sua empresa.
Dica complementar: Durante o RD Summit 2019, a Eleonora Diniz apresentou o Framework de Planejamento para Analytics, um guia para determinar os resultados desejados, estabelecer as métricas e os indicadores de performance. Acesse a apresentação em PDF para complementar os aprendizados do eBook:
Acessar o Framework de Analytics
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