[eBook] Guia do planejamento financeiro empresarial
Última revisão:
Out 2024

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24 min de leitura

Introdução
Por trás de todo negócio bem-sucedido, há um planejamento financeiro empresarial certeiro.
Mais do que um simples documento, esse plano garante que você terá dinheiro em caixa para atingir seus objetivos e prosperar no mercado. No Brasil, especialmente, a inteligência financeira é uma questão de sobrevivência para as empresas.
Somos um país de contrastes: se, por um lado, ainda estamos na 109ª posição no ranking de ambiente de negócios do Banco Mundial, por outro, somos considerados “um país de empreendedores”, segundo um estudo da McKinsey.
Basicamente, 39% da população economicamente ativa é dona do próprio negócio, mas a burocracia, os impostos e a falta de investimentos dificultam a missão de empreender. Só para abrir uma empresa, são necessários 79 dias e 11 processos diferentes, em média.
Isso não impede que tenhamos mais de 8 mil startups e uma alta taxa empreendedora, com o recorde recente de 2,5 milhões de novas empresas formalizadas (Serasa Experian).
Então, se você quer superar os desafios e fazer parte da estatística do empreendedorismo, é melhor prestar atenção nas suas finanças. Neste guia, você vai aprender a elaborar um planejamento financeiro passo a passo, evitando os principais erros e usando os melhores métodos.
Leia até o final para garantir o presente e o futuro do seu negócio!
Organize seu processo comercial e atraia mais clientes
Nos próximos parágrafos, você encontrará diversas dicas que poderão ajudar em suas estratégias e rotinas de vendas durante e após o período de quarentena e trabalho remoto. É natural que, ao ser apresentado a tantas informações novas, sua mente comece a pensar em diversos caminhos, possibilidades e ações para colocar em prática e melhorar os resultados do seu negócio.
Nossa intenção é de que você e sua empresa passem por esse momento da melhor maneira possível. Por isso, conte com o time do RD Station CRM para encontrar alternativas para melhorar seu processo comercial nessa nova realidade. Clique aqui e saiba mais!
Aproveite a sua leitura!
Importância do planejamento financeiro empresarial
Ter um bom planejamento financeiro empresarial é imprescindível para sobreviver e prosperar no mercado ultracompetitivo. Para entender a importância desse instrumento, basta dar uma olhada na saúde financeira das organizações.
Em agosto de 2018, as empresas brasileiras bateram o recorde de inadimplência: mais de 5,5 milhões de CNPJs negativados, segundo um levantamento do Serasa Experian. O número representa um aumento de 8,4% em relação ao mesmo mês de 2017 e representa uma dívida total de R$ 126,4 bilhões.
As mais endividadas estão no setor de serviços, que responde por 48,3% do rombo, enquanto o comércio responde por 42,3%.
Mas não são apenas as dívidas que preocupam os empreendedores brasileiros.
Outra pesquisa, realizada pelo IBGE e publicada no G1, revela que o Brasil fecha mais empresas do que abre desde 2014. Em 2016, nasceram 648,5 mil empresas, mas 719,5 mil fecharam as portas, representando um saldo negativo de -71 mil.
Além disso, o estudo mostra que apenas 38% das empresas sobrevivem aos cinco anos de existência.
Essa alta taxa de mortalidade empresarial está diretamente ligada à falta de planejamento, como mostra a pesquisa Causa Mortis: o sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros 5 anos de vida, realizada em 2014 pelo Sebrae.
Segundo o estudo, mais da metade dos empreendedores que faliram não fizeram o planejamento básico antes de iniciar as atividades da empresa. Surpreendentemente, 39% não sabiam nem qual era o capital de giro necessário para abrir a empresa e 55% sequer tinham um plano de negócios.
Outros dados alarmantes mostram que 50% não determinaram o valor do lucro pretendido, 42% não calcularam o volume de vendas necessário para cobrir seus custos e 82% dedicaram menos de 6 meses ao planejamento prévio.
O principal motivo para a falência, na visão dos empreendedores, é a falta de capital e lucros. Evidentemente, falta dinheiro porque falta planejamento, e essa falha pode custar a sobrevivência do negócio.
Os números deixam claro que planejar as finanças é prioridade para empresas de qualquer porte e segmento. Se você quer fugir das estatísticas de empresas no vermelho, acompanhe os próximos tópicos e saiba como garantir seus lucros.
Erros comuns ao planejar as finanças da empresa
Antes de partir para os métodos, você precisa conhecer os erros mais comuns do planejamento financeiro empresarial.
Confira a lista e saiba como evitá-los!
Misturar as finanças pessoais com as da empresa
A regra número um do planejamento financeiro é separar sua conta física da conta jurídica.
Mesmo assim, muitos empreendedores ainda cometem o erro de misturar as finanças pessoais com as da empresa. Quando isso acontece, você perde o controle do fluxo de caixa e não consegue avaliar a real situação da empresa, correndo o risco de esgotar seus recursos.
Além disso, a movimentação desordenada pode dificultar seu acesso ao crédito e comprometer suas obrigações contábeis e fiscais.
Por isso, nunca use o dinheiro da sua empresa para gastos pessoais e vice-versa. Ao invés disso, determine um valor fixo para o seu pró-labore e planeje cada investimento que sair do seu bolso.
Falhar no cálculo do capital de giro
O capital de giro é sua base de segurança para manter os processos do negócio e deve ser calculado com precisão no planejamento financeiro. Esse montante funciona como uma reserva de emergência que garante a estabilidade da sua empresa, mesmo em situações como quedas nas vendas ou crises no setor.
Por isso, quando estiver planejando as finanças, não se esqueça de incluir o capital de giro — seja no início do negócio ou quando já estiver estabelecido.
O cálculo é muito simples: basta subtrair os ativos circulantes (entradas) pelos passivos circulantes (saídas) para descobrir qual o valor ideal.
Lembre-se de incluir todas as contas a pagar e a receber, valores de estoque, parcelas de financiamento e outros créditos e débitos.
Definir objetivos e metas irreais
Outro problema comum no planejamento financeiro é a definição de objetivos e metas irreais, que não refletem as projeções do negócio.
Alguns empreendedores acreditam que estão sendo ambiciosos com essa atitude. Mas, na realidade, as metas improváveis apenas deixam as realizações mais distantes e podem gerar frustração, além de ameaçarem o equilíbrio financeiro da empresa.
Então, esqueça os números inflados e trabalhe com dados concretos, traçando metas realistas para o futuro. Isso vale para os planejamentos de vendas e de marketing, igualmente.
Estruturando um planejamento de vendas
No plano de vendas, é importante considerar o histórico de resultados, a capacidade do time comercial, o momento do mercado e as expectativas de crescimento da carteira de clientes e do faturamento.
Ao olhar para o histórico, procure relacionar as taxas de conversão de cada etapa do funil, para entender onde as vendas estão travando e como melhorar no próximo ano. Use seu CRM para recuperar esses dados e relembrar tudo o que aconteceu ao longo do ano.
Assim, mais do que crescer números, você poderá entender como solucionar problemas, melhorar processos e economizar tempo e dinheiro, sem perder vendas!
Planejando os objetivos de marketing
Recomendamos que as metas de vendas sejam definidas antes das de marketing. Assim, todas as ações de geração de demanda poderão ser planejadas de acordo com a necessidade real.
Com isso, é possível ter um controle maior sobre o orçamento a ser disponibilizado para cada ação, além de facilitar o planejamento de grandes investimentos, como eventos e campanhas.
Não ter um plano B
O planejamento financeiro deve conter metas, objetivos e estratégias detalhadas, incluindo previsões e prazos para cada ação.
Mas não podemos nos esquecer de que enfrentamos um contexto de incertezas, com mudanças em alta velocidade e oscilações imprevisíveis no mercado. Logo, é importantíssimo trabalhar com vários cenários possíveis e ter um plano B, C e D para as finanças da empresa.
Afinal, nem o mais competente dos consultores financeiros pode adivinhar o futuro da sua empresa e área de atuação!
Esquecer das taxas e impostos
Na hora de planejar suas finanças empresariais, você não pode se esquecer das taxas e impostos que podem estar se acumulando nas suas contas. Muitos empreendedores não sabem como reduzir essas despesas, mas uma assessoria contábil pode resolver o problema.
Para começar, você vai precisar de um bom planejamento tributário, que seleciona o regime mais adequado para aliviar a carga de impostos. Além disso, é importante negociar as taxas com os bancos e eliminar o excesso de movimentações financeiras tarifadas.
Não categorizar custos e despesas
É impossível planejar suas finanças se você não souber exatamente onde e como seu dinheiro está sendo gasto.
Infelizmente, nem todos os empreendedores dão a devida importância à classificação dos custos e despesas, que podem ser fixos ou variáveis. Esse erro pode comprometer todo o planejamento, pois você não saberá quanto está sendo investido no crescimento do negócio, quanto custa mantê-lo e como você pode economizar.
Ignorar o mercado
O planejamento financeiro empresarial deve levar em conta o ambiente em que a empresa está inserida, incluindo fatores internos e externos.
Logo, ignorar o mercado e a concorrência na análise é um erro fatal, pois deixa a empresa sem referências para traçar seus objetivos. Sem conhecer o cenário, você estará planejando às cegas, e pode escolher o caminho errado para direcionar seu negócio.
Para evitar esse problema, vale a pena conduzir uma boa pesquisa de mercado e ficar de olho na concorrência!
Fazer tudo sozinho
Não é incomum que os empreendedores abracem o planejamento financeiro sozinhos, como se pudessem dar conta de todas as tarefas que envolvem dinheiro.
O problema é que isso é impossível, pois o controle e gestão das finanças depende de todas as áreas da empresa, passando pela produção, financeiro, estoque, vendas e expedição.
Se não houver uma excelente comunicação entre as áreas, preferencialmente automatizada, você não terá como garantir a implementação eficiente do seu plano. Por isso, é importante capacitar e treinar os colaboradores para seguir as diretrizes do planejamento e gerenciar os processos no dia a dia.
Desconsiderar os riscos
Empreender é sinônimo de correr riscos, e o planejamento financeiro também deve preparar seu negócio para imprevistos. Não adianta planejar as finanças sem levar em conta ameaças como o aumento das taxas de juros, alta na inflação, endividamento, entre outros fatores que estão fora de controle.
No fim das contas, empresas de todos os portes e segmentos são vulneráveis a uma série de perigos. Por isso, você deverá acrescentar a análise de riscos ao seu plano, identificando o grau de exposição da sua empresa a cada evento e suas consequências.
Metodologias para o planejamento
Agora que você já sabe quais erros evitar, vamos às metodologias que você pode utilizar para o planejamento financeiro e também em outros planejamentos, como de marketing e vendas.
Veja quais métodos, técnicas e ferramentas são mais úteis.
Análise SWOT
A Análise SWOT, ou Análise FOFA, é uma das ferramentas mais tradicionais para avaliar os ambientes interno e externo de uma empresa.
A sigla indica os quatro aspectos que você deve analisar em qualquer tipo de planejamento:
- Strenghts (Forças): são os pontos fortes do negócio que representam vantagem competitiva diante da concorrência, como soluções diferenciadas, clientes fiéis e colaboradores engajados
- Weaknesses (Fraquezas): são os pontos fracos que prejudicam o crescimento da sua empresa, como gaps de competências, problemas de infraestrutura e falhas em processos
- Opportunities (Oportunidades): são os fatores externos que influenciam positivamente a empresa, desde uma mudança na legislação até avanços econômicos
- Threats (Ameaças): são os fatores externos que afetam negativamente o negócio e podem comprometer seus resultados, como crises e instabilidades político-econômicas.
Para elaborar sua análise SWOT, você deverá estudar cada um desses aspectos e reunir os dados em um diagrama. Assim, será mais fácil visualizar as correlações entre os fatores.
Por exemplo, você poderá verificar quais forças potencializam oportunidades e combatem ameaças, além de saber imediatamente quais fraquezas abrem caminho para as ameaças e podem prejudicar suas oportunidades.
A partir dessa análise, será possível elaborar estratégias mais eficientes, que levam em conta todo o cenário em que a empresa está inserida.
Você deve estar se perguntando como adaptar a análise SWOT ao planejamento financeiro.
Se pararmos para pensar, todos os fatores internos e externos afetam, direta ou indiretamente, os resultados financeiros da empresa. Por isso, é importante considerar todos os aspectos da matriz, mas é claro que você deve focar nas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que mais influenciam as finanças.
Por exemplo, você pode identificar como força o crescimento da receita e como fraqueza uma má gestão tributária.
Um exemplo de oportunidade seria uma nova linha de crédito para o seu segmento, enquanto uma ameaça pode vir na forma de recessão do setor ou alta da inflação.
Metodologia 5W2H
A metodologia 5W2H é uma das mais versáteis da administração, e pode ser muito útil para o seu planejamento financeiro.
Basicamente, é um checklist essencial de atividades, prazos e responsabilidades, que serve para dar início a projetos e colocar seus planos em prática.
A sigla é formada pelas iniciais das sete diretrizes, representadas pelas seguintes questões:
Os 5 “Ws”
- What: o que será feito?
- Why: por que será feito?
- Where: onde será feito?
- When: quando será feito?
- Who: por quem será feito?
Os 2 “Hs”
- How: como será feito?
- How much: quanto vai custar?
Logo, basta responder a todas as perguntas e organizar as informações em uma planilha simples.
Assim, você terá um roteiro completo para implementar o plano, mostrando exatamente o que deve ser feito, por que, quando, onde, como e por quem, além de apresentar os custos de cada ação.
Esse método é especialmente útil para planejar orçamentos e tem a vantagem de ser facilmente compreendido por qualquer colaborador da empresa. Ele funciona bem para o planejamento de campanhas de marketing, principalmente aquelas de maior complexidade.
Ciclo PDCA
O Ciclo PDCA é um método clássico de gestão e qualificação de processos, que já tem mais de 70 anos e continua altamente relevante nas empresas.
Seu objetivo é promover a melhoria de produtos, serviços e processos em apenas quatro passos:
- Plan (planejar): definir metas e objetivos
- Do (executar): colocar o plano em prática e coletar dados
- Check (verificar): comparar as metas com os resultados
- Act (agir): tomar ações corretivas e preventivas para melhorar o processo.
Por ser um método cíclico, o PDCA pode ser aplicado repetidamente para eliminar erros e aprimorar continuamente os processos na sua empresa.
No caso, a abordagem é perfeita para executar e acompanhar os resultados do planejamento financeiro, fazendo os ajustes necessários no decorrer das ações.
A cada ciclo, seu plano estará mais eficaz e compatível com a realidade da empresa, se você seguir corretamente todas as etapas. Por isso, a aplicação do PDCA deve ser incorporada à gestão financeira, garantindo que os processos sejam melhorados ininterruptamente.
Orçamento Base Zero (OBZ)
O Orçamento Base Zero (OBZ) é uma metodologia que orça individualmente cada centro de custo da empresa.
Ou seja: ao invés de considerar a média de despesas de meses anteriores, esse método detalha os gastos previstos para cada área a partir do zero.
Dessa forma, você consegue eliminar qualquer gasto desnecessário, pois não se prende ao histórico para planejar as finanças.
É comum que os empreendedores fiquem na zona de conforto orçamentária e deixem passar desperdícios e excessos. Com o Orçamento Base Zero, você “zera” a base de gastos e aloca seus recursos a partir dos objetivos do negócio, levando em conta as reais necessidades da empresa.
Assim, você terá um bom orçamento para assegurar as operações da empresa e controlar seus gastos fixos, abrindo caminho para melhorar a lucratividade.
Passo a passo para o planejamento financeiro empresarial
Já vimos teorias o suficiente: agora é o momento de aplicar o planejamento financeiro empresarial na prática!
Vamos ao passo a passo:
1. Faça o diagnóstico financeiro
O primeiro passo de qualquer planejamento é realizar um diagnóstico da sua situação financeira atual.
Afinal, você precisa saber em que ponto está para chegar no estado desejado.
Seu negócio pode estar em ponto de equilíbrio, com endividamento ou em pleno crescimento — você só saberá avaliando os indicadores. Aqui, você precisa no mínimo de uma planilha de receitas e despesas, mas o ideal é contar com um sistema digital de gestão financeira.
Se o seu controle estiver informatizado, basta consultar os dados para descobrir como está seu caixa.
Inclusive, você pode utilizar demonstrativos contábeis como o balanço patrimonial e o DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), que mostram o patrimônio e posição financeira da sua empresa.
Assim, você terá fontes confiáveis para analisar os custos, despesas, receitas e encargos, além de mensurar lucros e perdas com precisão.
Por isso é tão importante registrar todas as suas movimentações financeiras e acompanhar seu fluxo de caixa. Quanto mais informações você tiver, mais preparado estará para lidar com os possíveis cenários à frente.
E claro, mais completo será o seu planejamento financeiro.
2. Analise o cenário
Depois de analisar sua situação financeira, é hora de olhar para o cenário geral da sua empresa.
Para isso, você pode usar a análise SWOT, que apresentamos no tópico de metodologias.
A partir da matriz, você terá condições de avaliar aspectos como o posicionamento do seu negócio no mercado em relação à precificação, seu relacionamento com os fornecedores e possíveis vulnerabilidades a riscos.
Além disso, poderá comparar seus pontos fortes e fracos com os da concorrência, identificando oportunidades e ameaças à frente.
3. Defina objetivos e metas
Agora que você já conhece muito bem a situação da empresa, é hora de pensar no futuro.
Nessa etapa, você está pronto para definir os objetivos e metas a serem alcançados para a prosperidade do seu negócio.
Via de regra, os objetivos são propósitos maiores e de longo prazo, como conquistar a liderança do mercado e expandir o negócio.
Já as metas são ações e tarefas de médio e curto prazo, quantificáveis, que devem ser realizadas dentro do período do seu plano (semestral ou anual, por exemplo).
Estes são alguns exemplos de possíveis metas:
- Quitar as parcelas de um financiamento (Ex.: um equipamento ou tecnologia)
- Aumentar o faturamento em 15%
- Aumentar a base de clientes em 20%
- Abrir uma filial
- Alcançar o ponto de equilíbrio ou obter um determinado lucro líquido
- Reduzir os custos e despesas fixas em 10%
- Investir determinada quantia na expansão ou modernização do negócio.
É importante que suas metas contenham números, para que você tenha um parâmetro exato. Também se certifique de listar de que forma elas serão mensuradas, e quem serão os responsáveis pela execução e acompanhamento.
4. Trace um plano de ação
As metas só saem do papel quando você inclui um plano de ação, que determina quando, como e por quem as tarefas serão executadas.
Isso te lembra alguma metodologia?
Exato, as questões do 5W2H podem ajudar você a elaborar suas estratégias, definir responsáveis e montar um cronograma completo. Nessa hora, também é importante envolver toda a equipe e instruir os colaboradores a direcionar seus esforços ao atingimento das metas.
Por exemplo, se a meta é aumentar a base de clientes e o faturamento, as áreas de marketing, vendas e atendimento terão que trabalhar juntas para atrair mais clientes e/ou aumentar o ticket médio.
5. Defina métricas de análise
Vamos recorrer à máxima de Peter Drucker: se você não pode medir, não pode gerenciar.
Então, antes de colocar seu planejamento financeiro em prática, você precisa definir as métricas de sucesso de cada meta. Você pode usar os famosos KPIs (indicadores-chave de desempenho), que são parâmetros simples e precisos para acompanhar o progresso de cada tarefa.
Estes são alguns dos principais KPIs financeiros:
- Lucratividade: é dada pela divisão do lucro líquido pela receita bruta
- Rentabilidade: é dada pela divisão do lucro líquido pelo investimento total
- Faturamento: é a soma do valor total de vendas do período.
- Rentabilidade sobre o patrimônio líquido: é a divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido
- Crescimento de receita: é calculado por meio da divisão dos recebimentos totais do período atual pelo período anterior, revelando a atividade financeira geral
- Geração de caixa: é medido pelo saldo médio de caixa dividido pelo total de vendas
- Liquidez corrente: é o resultado da divisão dos ativos circulantes pelos passivos circulantes, revelando a capacidade de saldar dívidas.
De acordo com suas metas, você deverá escolher os indicadores mais apropriados para monitorar sua performance. Lembre-se de atrelar as metas de vendas às metas do financeiro, para que o acompanhamento conjunto possa mostrar se os resultados serão alcançados ou não.
6. Elabore as projeções financeiras
Você já tem um diagnóstico, objetivos, metas, plano de ação e até métricas de sucesso.
Então, só falta elaborar as projeções financeiras, que incluem a projeção de fluxo de caixa, previsão de vendas, cálculo do capital necessário e orçamento geral.
Muito além de um exercício de futurologia, as projeções são ferramentas de gestão que ajudam você a distribuir recursos, negociar investimentos e se preparar para qualquer cenário.
Logo, você deverá planejar receitas, custos, despesas e investimentos para os próximos meses ou ano, além de prever a demanda das vendas e antecipar possíveis oscilações do mercado.
Nesse momento, é bom trabalhar sempre com três cenários: um realista, um otimista e um pessimista.
7. Coloque sua estratégia em prática
Enfim, você já tem todos os elementos necessários para iniciar a execução do seu planejamento.
Chegamos ao “D” do PDCA, onde você deverá agir conforme seu plano de ação.
Teoricamente, é a parte mais fácil, pois já está tudo planejado e especificado.
Mas você não pode se esquecer de um detalhe importante: observar com atenção cada processo e comportamento dos responsáveis, registrando todos os dados sobre o andamento do plano.
Essas informações serão essenciais para a próxima etapa, que consiste na avaliação e qualificação.
8. Monitore os resultados
Esta fase representa o “C” do PDCA, quando você deverá monitorar os resultados e corrigir o que foi planejado. Essa avaliação deve começar assim que surgirem os primeiros resultados do seu planejamento, para ajustar as estratégias a tempo.
Basicamente, você terá que comparar o que foi previsto com o que foi realizado, verificando possíveis falhas e incoerências. Por exemplo, talvez uma previsão de aumento de faturamento não se concretize, e cabe a você investigar a causa do problema para corrigi-lo o mais rápido possível.
Será que suas dívidas estão superando a capacidade de pagamento? Ou a gestão do fluxo de caixa está sendo ineficiente? A inadimplência está crescendo?
Esse é o momento de descobrir o que está dando certo, o que foi mal executado e o que está completamente equivocado.
9. Ajuste seu planejamento
Por fim, a etapa final do ciclo é o “A” de PDCA, que corresponde à ação.
Aqui, seu roteiro será aperfeiçoado a partir da avaliação anterior, por meio de mudanças preventivas e corretivas.
Por exemplo, você pode aumentar ligeiramente o preço de venda para prevenir uma queda na margem de lucro, sem perder o fôlego do crescimento do faturamento. Além disso, pode tomar medidas corretivas como adiar certos investimentos ou rever a meta de redução de custos, de acordo com o andamento e resultados do plano.
Lembrando que o método PDCA é um ciclo contínuo, ou seja, seu planejamento estará em constante revisão e aprimoramento.
Afinal, se as empresas são sistemas dinâmicos que mudam o tempo todo, como o planejamento poderia ser estático? Por isso, ele deve estar sempre em movimento, acompanhando as tendências e eventos ao redor.
Se você continuar adaptando e melhorando o plano, estará cada vez mais próximo de alcançar suas metas de crescimento.
Como acelerar os resultados do planejamento?
O guia não acaba no passo a passo, pois ainda vamos ajudar você a acelerar os resultados do seu planejamento financeiro! Confira algumas dicas essenciais.
Foque na precificação
A precificação, ou formação de preço, é um dos aspectos mais importantes em um planejamento financeiro.
Basicamente, o cálculo deve resultar em um valor que cubra todos os custos e despesas da empresa, garanta uma margem de lucro e ainda seja justo para o consumidor. Também é um processo que permite definir a margem de desconto e promoções que são possíveis.
Logo, é fundamental que você analise o custo de produção e as expectativas de lucro na hora de planejar o preço.
Se o faturamento ainda estiver baixo, você pode estudar formas de reduzir custos, aumentar o ticket médio ou, se preciso, aumentar o preço.
Utilize plataformas de gestão
Até aqui, já falamos de inúmeros dados que você precisa ter sempre à mão para acompanhar seus resultados financeiros.
Obviamente, é impossível monitorar tantos números sem um software para ajudar você no controle do dinheiro. Por isso, é altamente recomendável que você conte com uma plataforma online de gestão financeira como a Conta Azul, que pode ser acessada a qualquer hora e lugar.
Da mesma forma, recomendamos utilizar ferramentas de automação de marketing e CRM, como o RD Station, que podem facilitar as rotinas e melhorar a gestão dos resultados de maneira integrada.
Com o apoio da tecnologia, você não perde tempo com papéis e planilhas e pode controlar o funil de marketing, os números e valores de vendas, fluxo de caixa, contas a pagar e receber, emissão de notas e boletos, faturamento e vários outros aspectos com muito mais praticidade.
Além disso, essas ferramentas oferecem relatórios personalizados que facilitam sua tomada de decisão e embasam os planejamentos.
Para completar, o sistemas podem ser integrados entre si, facilitando a transmissão dos dados que importam e economizando ainda mais tempo da gestão.
Considere o apoio profissional
A vida de empreendedor pode ser muito corrida, e talvez você não tenha tempo suficiente para se dedicar a um planejamento tão complexo. Portanto, não hesite em buscar apoio profissional de um consultor financeiro, que terá um olhar experiente para diagnosticar suas finanças e sugerir os melhores planos.
Por mais que você entenda de finanças, uma assessoria profissional é sempre bem-vinda e pode trazer novas perspectivas para o seu planejamento, além de cuidar dos detalhes mais burocráticos. O planejamento financeiro empresarial é decisivo para o futuro do seu negócio. Ter um bom plano é seu primeiro diferencial competitivo, que direciona a empresa para o sucesso e desvia dos perigos do mercado.
Mas, como vimos, é importante estender seu planejamento a uma visão de longo prazo e nunca deixar de aprimorar suas estratégias.
Assim, você não somente fechará o ano no azul, como garantirá a sustentabilidade do seu negócio. Está pronto para colocar todo o aprendizado em prática e chegar aonde você sempre quis?
Então, mãos à obra!
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Sumário