Como funciona o Google? Entenda o que acontece quando uma busca é realizada e como os sites são exibidos lá

Quando você faz uma pesquisa no Google, o algoritmo consegue processar em milésimos de segundos uma análise de diversos critérios procurando entender quais páginas do índice são as ideais para atender aos termos buscados (palavras-chave).

André Siqueira
André Siqueira30 de abril de 2020
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Basicamente, o Google funciona utilizando robôs (conhecidos como Googlebot, crawler ou spider), que vão de link em link identificando as páginas na internet, classificando e indexando em seus servidores. Sempre que a pesquisa é realizada no Google, seu algoritmo organiza os resultados para priorizar os melhores (e mais relevantes) conteúdos.


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Um dos primeiros passos para se ter sucesso com Marketing Digital é entender basicamente como funciona o Google, em relação à indexação e exibição de sites.

Antes mesmo de trabalhar com SEO (ou seja, otimizar um site para o buscador), é necessário descobrir como o Google funciona e de que forma ele apresenta seus resultados de pesquisa.

Atualmente, os usuários do Google realizam mais de 3,5 bilhões de buscas todos os dias. O número de sites indexados pelo buscador desde a sua fundação, em 1998, já ultrapassou os 60 trilhões.

Com tantos números exorbitantes, como sua empresa pode se destacar? Como estar na primeira página do buscador em meio a tantos concorrentes?

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As buscas são divididas em 2 tipos de resultados na SERP (Search Engine Results Page):

1 – Resultados pagos

São aqueles que aparecem na busca por meio de anúncios produzidos via Google Ads e estão localizados acima e abaixo dos resultados orgânicos.

Eles são classificados, de maneira diferente da orgânica, através de lances de CPC (Custo Por Clique), índice de qualidade do anúncios e outros fatores.

Para saber como criar anúncios efetivos, você pode ler o nosso eBook sobre o tema.

2 – Resultados orgânicos (gratuitos)

São aqueles que o Google classifica de acordo com seu algoritmo de busca e enumera quais são os sites mais relevantes e adequados à sua busca. Aqui não há custo algum para o dono do site.

Eles estão localizados ao centro, entre os resultados pagos.

Como o google funciona (2)

Como o algoritmo do Google funciona

Vamos imaginar que você entrou em uma grande biblioteca a procura de um livro sobre “Marketing Digital”. Nesse local há milhares de assuntos, temas e os mais diversos autores à sua disposição. Nesse momento você segue os seguintes passos:

  • Limita o tema relacionado ao assunto
  • Observa o título, o subtítulo, a capa, o índice, o sumário e um pouco do conteúdo
  • Identifica as melhores obras e autores mais reconhecidos
  • Lembra das indicações que já recebemos
  • Classifica os melhores de acordo com a relevância
  • Escolhe um ou mais livros após essa seleção

No caso do Google, o objetivo é mesmo: escolher as páginas que definem bem o tema e classificar de acordo com a relevância. O que muda é processo de qualificação para escolher os resultados.

Entendendo como a busca do Google Funciona

O Google possui um sistema de “crawlers” para descobrir as páginas públicas disponíveis. Basicamente ele vai entrando de link em link e só não rastreia as páginas que contenham o código “nofollow” ou “noindex”, uma indicação de que, aquelas páginas não devem encontradas.

O rastreador mais conhecido é chamado de “Googlebot”. Esses robôs vasculham as páginas lêem todo o conteúdo disponível ali, indo nos mais diversos endereços e trazendo dados sobre essas páginas para os servidores do Google.

Outra forma de o Google descobrir um conteúdo é com a própria empresa dona do site criando um sitemap - uma lista com todas as páginas do seu site que é enviada às ferramentas de busca, facilitando a indexação.

Informações, buscas e indexação

O processo de rastreamento começa com uma lista de sites que passou por rastreamentos anteriores e sitemaps fornecidos pelos sites. Ao visitar esses endereços, os crawlers olham as ligações para outras páginas eas visitam. O Google dá uma atenção especial à indexação de novos sites, alterações em sites existentes e links inativos. Assim, ele mantém a base de dados atualizada.

Os robôs determinam quais sites devem ser rastreados, com que frequência e quantas páginas para buscar em cada site. Não é possível pagar ao Google para seu site ser rastreado com mais frequência ou para ganhar vantagens orgânicas nos resultados de pesquisa. O objetivo principal do buscador é identificar os melhores resultados possíveis para oferecer a melhor experiência ao usuário.

Quando o Google encontra uma página, faz uma espécie de cópia em seu servidor. Isso quer dizer que a página foi indexada, ou seja, está na lista do Google e pode aparecer como resultado de buscas se o Google assim desejar.

Como funciona a indexação e a organização das informações

Depois que o Google insere todas essas páginas em sua biblioteca, entra a parte mais sofisticada da ferramenta, que é avaliar, entre mais de 200 sinais diferentes, qual é aquele que vai atender melhor ao usuário.

Quando você faz uma pesquisa no Google, o algoritmo consegue processar em milésimos de segundos uma análise de diversos critérios procurando entender quais páginas do índice são as ideais para atender aos termos buscados (palavras-chave).

O primeiro ponto mais evidente, portanto, é saber se há de fato correlação entre a página e o que usuário pesquisou. Com isso caímos no primeiro pilar: conteúdo

1º Pilar – Conteúdo

Dentro de uma página, há alguns “espaços nobres”. Assim como a capa de um livro diz muito sobre o assunto do livro, há elementos como o título de uma página, por exemplo, que são indicadores muito fortes da correlação com o assunto.

São essas partes específicas de uma página que possuem maior peso na busca e merecem uma atenção especial.

Trabalhá-las significa ter uma chance maior do Google considerar como bom resultado para uma busca desejada.

  • Título (Page Title) – É o elemento mais importante da página aos olhos do Google. É o texto que aparece na aba do navegador.
  • Cabeçalhos (Headings) – São marcações no código que indicam os subtítulos da página e suas hierarquias. As marcações vão do H1 (mais importante) ao H6.
  • Textos – É o conteúdo do site. O aparecimento da palavra chave e sinônimos ao longo do conteúdo é bastante relevante.
  • URL – É o endereço na web do link – Otimize sempre Ex: www.site.com/palavras-chave
  • Atributo Alt – É o texto que aparece caso a imagem não seja exibida e o que o Google usa para “entender” o que está na imagem.

Todos os tópicos acima são comparados com as palavras buscadas, procurando assim reconhecer alguma relação.

O Google também tenta olhar para outros itens, como o contexto em que a página é indicada. Por exemplo, um ecommerce que tem uma página que vende bolas se beneficia e ganha correlação quando um site de esportes que fala sobre diferentes modelos de bola coloca no artigo um link para a página.

2º Pilar – Autoridade do site e experiência do usuário

É comum que o Google encontre diversas páginas com bons sinais que respondem à pergunta do usuário. Entra em cena então o segundo desafio: qual delas é a melhor?

O Google precisa entender o quanto cada página é relevante para poder ordená-las e o principal parâmetro para isso é o número de vezes que a página e o site como um todo são indicados por terceiros.

Na internet isso toma a forma de links recebidos, que funcionam quase que como votos. Quanto mais links e de sites com maior autoridade uma página tiver, maior a probabilidade de ela alcançar as primeiras posições do Google.

Dentro do próprio site também dá para entender se sua empresa considera a página importante ou não. Se ela está a muitos cliques de distância da home, por exemplo, o Google pode encarar como uma indicação de que talvez ela não seja tão relevante assim.

Há também outros itens que denotam que o usuário teve uma boa experiência: velocidade de carregamento da página, o fato de o visitante voltar ou não ao Google após entrar na página (se voltar é porque não encontrou o que procurava – experiência ruim).

Atualmente também existem ferramentas do Google que ajudam a analisar a performance do seu site. Um exemplo é o PageSpeed Tools, que otimiza o site de acordo com melhores práticas para a web.

>> Leia mais: Google Pagespeed Insights: o que é e como melhorar a pontuação de um site?

Conclusão

O que falamos até agora é apenas o início do caminho em relação ao Google e a SEO. É importante estar atento a todos esses fatores de ranqueamento para se posicionar bem no Google, mas o fator principal que cerca todas essas estratégias ainda é o conteúdo de qualidade.

Produza informações únicas e relevantes para o seu público, mesmo que você não esteja entre os primeiros, esse conteúdo pode criar um grande engajamento, gerar visitas e fazer com que você obtenha excelente resultados.

Agora que você já sabe como o Google funciona é hora de aprender a transformar o Google em uma máquina de tráfego para o site de sua empresa. Baixe gratuitamente o eBook “O Guia Completo de SEO” e descubra!

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Post originalmente publicado em junho de 2016 e atualizado em abril de 2020

André Siqueira

André Siqueira

Quem escreveu este post

Co-fundador da Resultados Digitais, líder de automação de Marketing na América Latina e nos 8 primeiros anos da empresa liderou a criação e escalada da área de Marketing, tida como referência no Brasil. Do Marketing partiu para uma nova unidade de negócios, focada no desenvolvimento de um produto de educação. Pela RD se tornou também Empreendedor Endeavor e recebeu os prêmios de Empreendedores do Ano pela Endeavor (2017) e pela Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios na categoria serviços (2015). Também foi eleito um dos Forbes Under30 em 2019. Formado em administração pela Universidade Federal de Santa Catarina, foi professor de marketing digital na pós gradução da PUC RS, Be Academy, Estácio (SC) e Sustentare. Também foi eleito o profissional do ano em Inbound Marketing três vezes consecutivas pelo Prêmio Digitalks (2016, 2017 e 2018).

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