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Blog de Marketing Digital de Resultados

RD Station: Tudo o que precisa saber sobre Marketing Digital e Vendas

Educação em Marketing Digital e a transformação do mercado nacional

Para que possa acontecer, a transformação digital exige uma intensa educação do mercado. O Diretor da Flag, Gabriel Augusto aponta as principais mudanças do mercado nos últimos anos e como Portugal está a crescer no Marketing Digital.

Não é preciso ser um grande expert do Marketing Digital para observar que há uma verdadeira revolução no mercado. Há um crescimento no interesse das empresas, um aumento na quantidade de agências digitais e uma alta procura por formações que permitem dominar o tema de maneira prática. Perceber como corre o universo educacional é essencial para saber quais são os próximos passos do mercado. Por essa razão, conversamos com o Gabriel Augusto, Diretor Geral da FLAG e o Diretor de Marketing da área de formação do Grupo Rumos (FLAG, Rumos, GALILEU e Alta Lógica).

Gabriel já soma uma experiência de 15 anos em Design de Comunicação e há 8 anos assumiu a Flag. De 2010 para cá, o mercado mudou, as tecnologias avançaram e o Marketing Digital revolucionou a forma das empresas interagirem com os seus clientes. Mas, o que será que de facto mudou? Como podemos avaliar o cenário atual? Em qual ponto está a maturidade e conhecimento em Marketing Digital nacional? Com tantas dúvidas, fomos às perguntas com o especialista.

Flag Marketing Digital

 

RD: Nesses 8 anos a frente da Flag, quais são as principais mudanças que pode apontar?

 

Gabriel Augusto:  Nos últimos quatro anos, observamos uma aceleração mais rápida  relativamente aos serviços que as agências prestam. Se antes, muitas tinham como foco a assessoria de imprensa, media relations ou agências criativas, hoje passaram a ver a necessidade de incorporar o digital nos seus serviços. Além disso, surgiram também muitas agências exclusivamente digitais.

O pensamento sobre o digital mudou por completo, se antes existia uma ideia de que o digital era apenas envio de emails ou publicações nas redes sociais, atualmente já há uma ideia sobre estratégia. Mesmo na parte da educação, víamos cursos específicos como Google Ads ou Email Marketing. Hoje, está tudo integrado, com foco na estratégia, implementação e prática, além de um mercado mais presente.

 

RD: Qual é avaliação que faz da atual maturidade digital do país?

 

GA: Se olharmos para o mercado português de uma forma isolada, acho que temos uma maturidade relativamente interessante, já não estamos a dar os primeiros passos. Há empresas que fazem coisas muito interessantes, há empresas que até já nasceram com o digital e estão a dar as cartas de maneira interessante no cenário nacional.

Se compararmos com o panorama mundial, ainda temos um caminho longo a percorrer. Mas, isso está muito relacionado ao budget disponível, à educação e à informação das pessoas. Porém, estamos num caminho ascendente e em alta velocidade. A verdade é que tem sido cada vez mais rápido, nos últimos anos temos visto isso pela quantidade de profissionais no mercado, o número de conferências relevantes e de oradores portugueses que estão no mesmo patamar que os profissionais estrangeiros, algo que não víamos há poucos anos

 

RD: Falou das empresas portuguesas que têm destaque. Consegue apontar algum case em especial?

 

GA: Há muitas empresas que surgiram no digital. Há exemplos distintos, como é o caso da Home Lovers, que começou pequena e totalmente digital e tem grande destaque no mercado. Outro exemplo que vimos no Click Summit foi o da Worten. A empresa tem  trabalhado com estratégias de conteúdo com o apoio de influencers de nicho, como por exemplo os gamers, com ações integradas no online, offline e todos os canais. As empresas já começam a pensar que existem nichos e que é preciso chegar até essas pessoas. Quando sabemos segmentar, saímos da camada superficial do Marketing Digital.

 

RD: Com todas essas mudanças, consegue observar também uma mudança no perfil dos alunos da FLAG?

 

GA: Sem dúvidas! Há 6 anos, quando lançamos as formações na área do digital, o perfil das pessoas que vinham para a Flag eram de TI. Hoje, temos muito mais profissionais da comunicação e do Marketing. A transição foi nítida e, agora, vemos muitos jornalistas, sociólogos entre outras carreiras que querem fazer a transição para o digital. O que na verdade é muito interessante, pois são áreas que estão ligadas ao conhecimento sobre o comportamento do consumidor e isso traz um outro tipo de know-how. Os alunos tornaram-se mais multidisciplinares, o que não permite definir um público exato, seja de idade, formação ou cargos

 

RD: Relativamente a FLAG, como foi o crescimento nos últimos anos?

GA: Temos crescido muito, em especial pelo Marketing Digital. No total, temos 8 áreas de formação e, hoje em dia, o Marketing Digital representa mais do que metade do nosso volume de negócios. Antes do digital, trabalhávamos com foco em design, webdesign e User experience. Posso dizer que nos últimos 5, 6 anos, duplicamos a dimensão da FLAG.

 

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